Percy Jackson E O Sumiço Da Filha De Ares.

3 Capítulo 3 - Meu reencontro com velhos amigos.


Algumas horas se passaram, andamos, nos perdemos, nos reencontramos e finalmente encontramos a caverna de Phobos e Deimos. Assim que paramos na frente da caverna um frio percorreu o meu corpo, me senti imediatamente tonto.

— Percy, você está bem? — era Annabeth.

— Sim, eu estou. — menti.

— Oh, deuses! — Símon murmurou.

Na nossa frente havia um gigante que estava de guardião, protegendo a entrada da caverna. Porém, ele estava dormindo, para nossa sorte. Em silêncio andamos nas pontas dos pés, a fim de não acordar o monstrengo. Símon e Annabeth entraram na caverna, mas eu... bem, minha sorte me abandonou e o monstro acordou e me pegou pelos pés. Annabeth gritou:

— Percy! Eu vou tentar te ajudar!

— Não! Vocês vão na frente. Eu me viro.

— Não, eu não vou te deixar, Cabeça de Alga. — eu poderia flutar de felicidade com isso, mas, hey, eu já estava flutuando. — Símon, vá na frente! Nós vamos atrás de você depois.

— Annabeth... — ele hesitou.

— Vá logo! — ela gritou e ele foi.

Annabeth colocou seu boné dos Yankees e ficou invisível. Com muito sufoco consegui pegar contracorrente, então tirei a tampa e ela virou uma espada de um metro e meio de puro bronze celestial. Golpeei o gigante na barriga. Ele uivou e me jogou. Se eu não fosse invulnerável teria quebrado todas as minhas costelas. Senti uma mão me ajudando a levantar, era Annabeth. Meio dolorido, peguei contracorrente do chão e foi ao ataque.

— Ei, seu maldito! Gigante, horroroso! — era Annabeth

O gigante, ficou atônito. Olhou para mim e então percebeu que a voz era feminina e não masculina. De repente, ele uivou com um corte em sua perna. Ele caiu de barriga para baixo, e eu tive a oportunidade de enfiar contracorrente em suas costas. Ele, uivou rosnou. Então Annabeth tirou o boné e ficou visível novamente. Ela olhou para mim e fez um 5 com a mão. Entendi, qual era a mensagem. Era um dos planos que nós usávamos no acampamento. O gigante começou a se levantar muito devagar. Annabeth hesitou, hesitou então gritou:

— Agora!

Nós dois pulamos em cima do monstro e ao mesmo tempo minha espada e a adaga dela atingiram o peito do gigante. O gigante então se desintegrou, até só ter pó em cima de mim e de Annabeth.

— Conseguimos! Nós conseguimos! — nunca vi ela desse jeito. Ela me abraçou e certificou se eu não tinha nenhum osso quebrado.

— Vamos, temos que evitar o tal roubo. Símon está lá dentro — falei.

— É, vamos! Preparado Percy?

Fiz que sim com a cabeça. Mas a verdade é que eu nunca estava preparado.

Entramos na caverna. Olhe, eu acho que essa casa não é a melhor para se fazer uma visita. Passamos por um enorme corredor, escuro. Cheio de ratos, baratas e como se não faltasse mais nada, uma aranha. Mas não era uma aranha qualquer. Era uma aranha maior do que o normal. Ela tinha o tamanho dos sanduíches do meu colégio nos dias de quinta-feira.

— A – a – a – a – a – a- a raaanhaaaaaaaaaa. Percy, me ajuda! — Ela pulou em meus braços. E começou a tremer. Bem, eu já havia presenciado eu cena dessas, mas é sempre uma surpresa. Coloquei Annabeth no sentada no cantinho que eu achei no corredor, rezando para não ter mais aranhas por ali. Ela bateu as pernas e gritou

— Não, não me solte! Não me deixe... Percy! — ela estava desesperada.

— Calma, eu vou matar a aranha. Só um minuto.

Ela abraçou os joelhos e ficou tremendo no canto. Destampei minha espada e finquei na cabeça da aranha. Logo ela estava morta. Só para garantir, pisei na aranha e chutei -a para longe. Annabeth, olhou para mim e então perguntou :

— Matou? — Me deu um aperto no coração. Ela entrava em estado de choque. Annabeth é uma garota muito corajosa ao menos que coloquem uma aranha no meio.

— Sim, claro! Venha – segurei na sua mão e a abracei pelos ombros. Ainda tremia, mas aos poucos foi se acalmando.

— Obrigada, Percy...

— De nada, você sabe que pode contar comigo para matar qualquer aranha no mundo não é?

Ela deu um sorriso.

Continuamos andando por mais ou menos uns 15 minutos até que finalmente vimos uma luz. Seguindo o rastro da luz, chegamos ao local onde Phobos e Deimos estavam. Annabeth se tremeu toda assim como eu. Só a presença do deus do medo, já provoca um ataque e quando ele está junto do deus do pânico é dez vezes pior. Olhei para os lados mas não avistei Símon. Então tomei um susto quando o vi preso em uma pequena jaula. Ele me viu e então me olhou decepcionado

— Percy, me desculpa eu …

— Ah, então Percy Jackson está aqui? Nos encontramos novamente. — era Phobos

— Novamente? — Annabeth me fitou

— É … uma vez eu ajudei Clarisse mas...

— Perseu Jackson! Eu não acredito que você não me contou...

— Annabeth, depois eu lhe explico. Certo?

Ela deu os ombros. Ela odiava quando eu não contava as coisas a ela.

— Ora, ora quem é essa Percy? Sua namorada? — Phobos perguntou

— Sim, eu sou Annabeth Chase, filha de Atena

— Ah, então é você que está reformando o Olimpo não é? — Perguntou Deimos

— Sim – ela parecia chateada.

— Então, cadê Clarisse? Ela não vai roubar o pássaro! E liberte Símon! — eu disse, colocando fim na conversa fiada dos deuses.

— Menino estúpido! Você acha que somos burros? Clarisse já foi buscar o pássaro. A essa altura ela deve está a caminho do Olimpo! — Deimos que me aguarde, e não sou estúpido.

— Vocês … vocês estão manipulando ela? — Annabeth, ficou surpresa. Provavelmente ela não sabia disso.

— Tolinha, ela não iria roubar o pássaro sem uma forcinha. — Deimos deu uma risada sínica.

Olhei para Annabeth e apontei levemente para Símon. Ela entendeu. Devagar, sem fazer barulho. Cheguei perto de Símon, mas os deuses perceberam e pularam em cima de mim e de Annabeth. Veja, o problema de lutar contra estes deuses é que ele ficam mostrando as coisas que você mais teme. Annabeth gritou:

— Percy, eu cuido de Phobos!

Meio preocupado, assenti. Deimos veio ao meu encontro... O deus do pânico era ágil, e eu tentei ignorar o que ele estava me mostrando. Uma das coisas que me deu mas pânico em toda a minha vida. Meus pais, no Prius de Paul – meu padrasto – desacordados. Uma sensação de desespero tomou conta de mim. Ignorei a imagem, mas continuou. Eu perdendo os meus pais, Annabeth, meus amigos : Grover, Nico, Quíron... Fechei os olhos e golpeei tentando acertar o deus. Ele gritou e quando eu abri meus olhos, vi um ferimento no braço direito dele. Enquanto ele segurava o braço, tirei as chaves que estavam no cinto de Deimos e abri a portinha da jaula onde Símon estava trancado. Ele saiu e imediatamente Deimos, recuperado avançou encima dele. Percebi que Annabeth não estava bem. Ela suava e de seus olhos caiam lágrimas... Então percebi o que estava acontecendo. Phobos mostrava a Annabeth o que ela mais temia : O Olimpo destruído, Annabeth fracassou não conseguiu reconstruir o Olimpo. A decepção estava visível no rosto de Atena. A visão estava deixando Annabeth muito pertubada

— Annabeth! Lute, lute! — gritei

Mas ela estava atônita, então dobrou os joelhos e caiu chorando feito um bebê. Phobos levantou sua espada, então me lembrei do verso da profecia : Um não irá aguentar. Percebi que o deus ia matar Annabeth então pulei na frente e bloqueei a espada dele com a minha. Começamos a lutar e então eu o empurrei e passei a faca no seu peito. Deuses não morrem, eu sei disso. Mas ele iria ficar gritando de dor por muito tempo.

— Annabeth, você está bem? — eu a olhei com uma expressão intrigante.

-Eu, sim mas o Símon não.

Olhei para Símon, só que não tinha muito para fazer por ele. Deimos havia golpeado Símon no peito. Eu e Annabeth corremos em direção a ele. Mas eu estava muito furioso. Ataquei o deus pelas costas e ele caiu, gritando. Então virei na direção de Símon. Ele estava horrível. Senti vontade de vomitar ao olhar para o machucado em seu peito.

— Percy, me desculpe... E – eu sou um covarde mesmo... — ele conseguiu murmurar

— Não, não é! Você lutou bravamente

— Não e – eu... — então ele fechou os olhos e descansou eternamente.

Lágrimas escorreram no rosto de Annabeth. As parcas levaram o corpo dele. E então eu e Annabeth fomos atrás de Clarisse, correr contra o tempo.

Agora, monte Olimpo... E lá vamos nós...