Percy Jackson E O Sumiço Da Filha De Ares.

2 Capítulo 2 - Matamos uma Hidra com um isqueiro.


Notas iniciais
Olá, pessoas! Como estão? Então, está aí mais um capítulo. Espero que gostem, ok?

Acordei cedo e arrumei minha bolsa. Entenda "arrumar" como: jogar tudo o que eu preciso dentro. Umas roupas extras, cantil de néctar e ambrosia — nós sempre precisamos disso. Claro, nós usamos com muito cuidado, porque em excesso isso pode fazer você virar carvão. Coloquei também umas gases e ataduras e, também, uns dracmas. E obviamente minha fiel espada Contracorrente estava no bolso. Certifiquei-me que não estava esquecendo nada, dei um tchau para o meu chalé e saí.

Caminhei até a colina meio-sangue e lá estava Quíron, com seu traseiro que era um enorme corcel branco, Annabeth que lançou para mim um olhar de: você está totalmente atrasado, Símon com uma enorme mochila nas costas e Argos com seus muitos olhos. Tenho medo que um dia ele comece a chorar e cause uma inundação no acampamento.

Continuei andando na direção deles:

- Cabeça de alga! Está atrasado! — esse era o bom dia de Annabeth Chase.

- Bom dia para você também, Annabeth.

Ela me deu lingua e eu beijei sua testa.

- Bom dia, Percy! Então meus campistas, estão preparados? — perguntou Quíron com suavidade.

- Sim. — respondemos juntos.

- Que maravilha... Argos, por favor.

Argos fez um sinal para entrarmos no carro. Estava tudo muito bom até eu perceber que, pelo menos eu, não tinha ideia de onde ficava a "casinha" de Phobos e Deimos. Como nós íamos pegar o ônibus?

- Annabeth... Onde fica a caverna? — perguntei.

Ela olhou no fundo dos meus olhos. Por incrível que pareça, ela não agiu como se eu fosse a pessoa mais lerda do mundo. Respondeu serenamente:

- Eu andei lendo algumas coisas, pesquisando... Depois que Argos nos deixar na estação pegaremos três ônibus e chegaremos lá. — ela começou a mexer no cabelo.

- Três ônibus? Então é um pouco longe... Não seria mais fácil e rápido pegar um avião? — perguntou Símon.

Dessa vez eu pareci Annabeth, lancei um olhar de: eu não acredito que perguntou isso.

- Bom, eu sou filho de Poseidon. E Zeus, digamos, que ele me faria picadinho se eu decidisse viajar pelo céu. Sabe como é, amor fraternal...

- Ah... — ele voltou a escutar música.

Finalmente chegamos a estação. Argos foi embora e nós pegamos o primeiro ônibus. Assim que ele saiu da estação percebi que a viagem seria longa e chata. Annabeth se aconchegou, deitou a cabeça em meu ombro e começou a dormir. Símon estava escutando música e eu, bem, fiquei com cara de paisagem esperando a viagem terminar. Em pouco tempo, Símon também estava dormindo.

...

Quando o ônibus chegou na estação, Annabeth já estava acordada e Símon continuava dormindo. Eu o balancei, chamei seu nome, mas ele continuava dormindo. Perguntei-me se ao invés de filho de Ares, ele não fosse filho de Hipnos o deus do sono. Ele finalmente acordou com Annabeth puxou seu cabelo. Mal acordou, já foi dizendo:

- Cara, estou morrendo de fome.

- Olhe o ônibus só sai daqui a meia-hora. Eu posso ir comprar comida. O que vocês acham? — me prontifiquei. Também estava morrendo de fome.

- Certo, vá lá Percy. Eu fico com Símon aqui no ônibus esperando. Tome isto — ela tirou vinte dólares do bolso. — Rápido.

Corri e entrei numa lojinha na estação. Comprei sanduíches e coca-cola para todos. A balconista me atendeu alegremente. Paguei as compras e quando voltei não acreditei na cena que vi dentro do ônibus. Uma Hidra enorme estava tentando matar Símon e Annabeth. Estava demorando, uma viagem sem monstros? Nunca. Corri para ajudá-los.

- Meus deuses! Quantas cabeças tem essa Hidra? — perguntei perplexo.

- Percy, nós não temos tempo para contar a cabeças da Hidra! — disse Annabeth, já cansada.

Destampei Contracorrente. Golpeei o monstro de seis, hã, oito... Sei lá quantas cabeças! Todas elas olharam para mim. Annabeth gritou:

- Percy, não corte as cabeças. Nascem duas no lugar. Precisamos de fogo! Só assim as cabeças param de crescer.

- E onde diabos eu vou arranjar fo... — nesse momento vi um isqueiro no chão. Joguei-o para Símon. — Pega! Eu já volto!

- Um isqueiro? Está louco, Cabeça de Alga? — gritou Annabeth.

Corri em direção a uma farmácia perto da lojinha onde comprei os lanches. Entrei e quase quebrei o dedo mindinho ao esbarrar numa balança. Tem que ter, pensei. Santo Poseidon, lá estava! Garrafas de álcool. Peguei algumas e coloquei 15 dólares no balcão, pois não tinha ninguém no atendimento. Corri para o ônibus. Abri uma garrafa de álcool.

- Símon! — gritei e de um modo muito estranho ele entendeu o meu plano.

Golpeei a fera no pé.

- Aqui seu monstro imprestável! Annabeth corte a cabeça!

Hesitante ela cortou, eu joguei álcool na cabeça e Símon acendeu o isqueiro. A cabeça pegou fogo instantaneamente. Assim fizemos com as outras cabeças e o monstro se desintegrou.

- Conseguimos! Eu sou mesmo um gênio... — falei convencidamente irônico. Annabeth ia protestar, mas ficou muito pálida e desmaiou. Olhei para o seu braço e vi um ferimento enorme.

- A Hidra machucou ela. Mandei ela para de lutar, mas é muito teimosa. — disse Símon.

- Ai, Annabeth... — desesperado, coloquei-a no colo e deitei-a no banco do ônibus. Tirei umas ataduras e coloquei no seu braço, fazendo um curativo muito tosco. Fiz uma prece silenciosa a Apolo. Ela abriu os olhos lentamente. Então olhou para o braço e disse:

- O que é isso? — ela estava meio verde, enjoada talvez.

- Foi o máximo que pude fazer.

- Obrigada, Percy. — ela me beijou delicadamente e nós seguimos viagem. Próxima parada: Phobos e Deimos.

Notas finais
E aí, gostaram? Espero que sim >< Deixem um comentário, por favor. É importante saber da opinião de vocês ^^ Agradeço as minhas duas primeiras leitoras: Leh Linhares & annabeth tomlinson. Até o próximo, capítulo :) Beeijos :))