Percy Jackson E O Sumiço Da Filha De Ares.

1 Capítulo 1 - Entro numa missão mesmo sem querer.


Notas iniciais
Olá, pessoal! Esse é o primeiro capítulo da fanfic e eu espero que vocês gostem. Vale lembrar, que essa história acontece depois do livro o Último Olimpiano (último livro da saga Percy Jackson e os Olimpianos). Então, vamos ao capítulo? Boa leitura :)

Tudo começou com um sonho e como vocês bem sabem, sonhos nunca são somente sonhos quando se é um semideus. Tudo o que eu sabia que eu estava num lugar sombrio e que literalmente eu estava tendo calafrios consecutivos. A visão era um tanto embaçada, mas eu conseguia ouvir tudo com muita facilidade. Percebi, então, que estava do lado de fora de uma caverna. Lá dentro eu podia ouvir vozes conhecidas:

- Me largue, eu ordeno! — era um voz rouca, feminina e familiar, mas não consegui indentificar de quem seria.

- Pensa que pode madar em nós? — uma risada maléfica. — Pobre garotinha! — era uma voz forte e imponente. Uma onda de medo percorreu meu corpo.

- O que vocês querem? Falem logo! — pelo tom de voz, sabia que era uma garota bem brutal. Bingo! Finalmente havia reconhecido, era Clarisse, filha de Ares.

- Simples! Você se acha o máximo por ter matado aquele drakón e pelo papai ter ficado todo orgulhoso, não é? — era a segunda voz, num tom de ciúmes. — Então, nós só queremos que você... Como poderia dizer? Pegue emprestado um dos pássaros ságrados de nosso pai: a Coruja de Celeiro.

- Ah, e por que vocês mesmos não vão lá e "pegam emprestado"? — Clarisse indagou.

- Oh, tola! Deuses não podem roubar coisas de outros deuses. Não sabia? Pensei que fosse mais inteligente. — a primeira voz debochou.

Pensei que Clarisse fosse explodir tudo e quebrar a cara deles. Digamos que delicadeza, paciência e educação não são palavras do dicionário de Clarisse La Rue. Contra todas as expectativas, ela não quebrou nada, simplesmente berrou contra as duas vozes.

- Papai vai ficar furioso! E depois, a culpada vai ser eu... Eu não vou fazer isso!

- Não, querida. Não se preocupe com as consequências agora. Já que não vai fazer por vontade própria, acho que posso dá uma mãozinha. — era a segunda voz que deu uma risadinha sínica ao terminar a frase.

Senti a imagem do lado de fora da caverna se distanciando e as vozes ficando cada vez mais baixas. Acordei num pulo, suando frio e o medo percorrendo o meu corpo. Claro que Quíron precisaria saber disso o quanto antes. Levantei, "arrumei" minha cama. Entenda arrumar como não deixar tão bagunçado. Apressadamente, saí em busca de um bom banho. Acabado o banho, lembrei-me que Annabeth estaria chegando naquela manhã ao Acampamento. Ah, que saudades de minha sabidinha. Dirige-me ao refeitório e lá estava ela, indo em direção ao mesmo lugar. Ela olhou para mim. Ah, deuses, linda! Estava de calça jeans e a camisa laranja do Acampamento Meio-Sangue. Seus cachos loiros caiam como cachoeira em seus ombros e seus olhos cinzas estavam mais vivos.

- Percy! Que saudades. — ela me abraçou e beijou calorosamente. Seguimos ao refeitório de mãos dadas e enquanto isso contei a ela meu sonho.

- Percy, isso é muito sério. Quíron precisa saber com urgência.

- É claro. E ele vai saber dissso agora. — falei quando entramos no refeitório. Digamos, que aquele lugar estava uma zona. Os campistas falavam alto, gritavam, os filhos de Ares estavam agitados o que era um tanto assustador. Parecia que todos já sabiam do sumiço de Clarisse. Bem, quem agora iria colocar a cabeça dos campistas novatos na privada? É, alguém precisava encontrar a Clarisse. Sim, ela era a chatice do mundo todo em pessoa. Mas eu não iria desajar ao meu melhor (ou seria pior) inimigo uma briga séria com Ares.

Quíron parecia aturdido, não conseguia falar nada com aquela zuada. Ele, então, bateu o casco com força no chão. Todo o refeitório se calou.

- Campistas! Todos nós sabemos que Clarisse La Rue, uma de nossas campistas filha de Ares, sumiu repentinamente. Por favor, eu peço que controlem suas raivas. Vamos designar uma missão para esse caso. Rachel, por favor, tem alguma previsão?

Rachel dobrou o corpo e começou a falar com a voz meio triplicada:

- Três meio – sangues de diferentes chalés

Irão buscar a filha de Ares e

O medo enfrentar.

Um não irá aguentar.

Lutarão até sucesso obter

E o roubo do pássaro evitar.

Silêncio total no refeitório. Até mesmo os filhos de Ares haviam se calado. Eu realmente não queria entrar nessa missão. Bem, eu estava seriamente pensando em ter um descanso. Ora, lutar contra o titã Cronos me deixou um pouco indisposto... Uns dias de paz e tranquilidade não fariam mal.

- Alguém se desponibiliza? — perguntou Quíron.

- Ei, vamos levar os filhos de Ares! — alguém do chalé do deus da guerra falou.

- A profecia foi bem clara: três meio-sangues de diferentes chalés. — protestou Annabeth.

- Sim, senhorita Chase. Está correta. Mas é justo que um filho de Ares vá, representando o chalé, não? — Quíron completou. — Temos um voluntário?

- Eu! — ouviu-se uma voz imponente vindo do meio dos filhos da guerra. — Eu quero ir. — Me surpreendi quando vi que era Símon. Um novato que parecia ter uns 19 anos. Ele era alto e muito musculoso. Seu cabelo era preto encaracolado e seus olhos negros. Ela fazia o tipo caladão, na dele.

- Muito bem, jovem. Então só nos resta saber quem são os outros dois... — o centauro disse.

Eu rezei para que não fosse incluído. Descanso e paz, só para variar.

- Hum... Percy e Annabeth, vocês topam? — maldita sorte a minha! Eu nem precisei recusar. Annabeth respondeu por nós dois.

- Claro que topamos, não é Percy? — ela lançou aquele olhar: você tem duas alternativas: topa ou aceita.

- É...

- Caso encerrado! Percy, Annabeth e Símon, venham comigo! Gostaria de conversar com vocês em particular.

- Então, amanhã vocês partem, certo? — Quíron perguntou.

- Certo. — falamos em uníssono.

- Quíron, esses dois deuses, no meu sonho, disseram que eram irmão de Clarisse... Tem ideia de quem sejam? — perguntei.

Annabeth se adiantou:

- Percy, provavelmente eles são Phobos e Deimos. Se você disse que sentiu medo e calafrios durante o sono e se a profecia diz que vamos enfrentar o medo, só podem ser os deuses do Medo e do Pânico.

Oh-oh, pensei. Já havia lutado com esses carinhas uma vez. Sujeitos nada, hã, amigáveis.

- Ok, é bom vocês começarem a se preparar. Vão treinar um pouco. A missão pode ser perigosa... — alertou Quíron.

Todos nós saímos, cada um para um lado. De qualquer forma, estava ansioso. "Um não irá aguentar." Profecias não devem ser encaradas no seu sentido literal. Mesmo assim, não quero que não de nós morra. As palavras do oráculo podem ter duplo sentido.

Bom, lutei um pouco com os filhos de Hermes, Apolo e Atena. Lutei até com Annabeth. Não quero comentar o fato de que ela ganhou. Claro que eu fiquei decepcionado com fato de não poder passar o verão tranquilamente. Mas se esse verão fosse tranquilo poderia dizer que os deuses tinham ficado loucos.

Depois do jantar na hora da fogueira, cantamos as músicas do acampamento, como: Às margens do Ergeu. Hoje a fogueira estava baixa. Todos de certo modo, estavam preocupados com Clarisse. Assim que tudo terminou, eu e Annabeth caminhamos um pouco em torno dos vários chalés que tínhamos agora. Um pra cada deus. Isso aconteceu porque eu pedi como presente em recompensa por eu ter salvado o olimpo que todos os semi – deuses seriam reclamados aos 13 anos, e que teriam chalés para todos os deuses. Então o silencio entre nós dois foi cortado por Annabeth:

- O que aconteceu? Porque você está com essa cara? — Percebi que estava de cara emburrada.

- Nada! — respondi tentando melhorar

- Percy... O que houve?

- Nada, é que eu só queria um pouco de paz nesse verão. Sem missões, só treinos.

- Então você não queria ir nessa missão? — perguntou ela com um ar ofendido

- Para ser sincero, eu não queria.

- Percy! Eu não acredito! Só era você ter dito que não queria ao Quíron! — ela estava vermelha de raiva. Mas sua voz saiu como se ela fosse a vítima.

- Com que cara eu iria dizer isso a ele?" Ah, Quíron eu não quero ajudar Clarisse!" Se você não tivesse se intrometido, e não tivesse respondido por mim nada disso estaria acontecendo! — Me arrependi, Annabeth era muito importante pra mim. Não podia perdê – la. Mas, poxa! Eu estava mesmo chateado!

Ela colocou a mão na boca, e depois gritou:

- Percy! Eu pensei que você gostasse de ajudar os AMIGOS! Por isso respondi por você! Nunca pensei que você fosse tão egoísta! — uma lágrima rolou em seu rosto.

- Você não me entende!

— Ah é? Então eu vou agora mesmo dizer ao Quíron que você não vai na missão!

- Ótimo! — eu não queria isso mas meu orgulho foi maior

- Ótimo!

Eu dei os ombros. Nós dois ficamos um de costas para o outro. Tive a sensação de que nenhum de nós dois iria sair. Então tomei coragem, e não ia ficar com raiva de Annabeth por causa disso. Eu não iria ficar com raiva dela por causa de uma briga estúpida! Engoli meu orgulho e disse com a voz falhando:

- Annabeth, você tem razão. Eu sou muito egoísta mesmo...

— Eu sempre tenho razão! E... — ela demorou um pouco para responder, acho que estava tomando coragem – E me desculpa. Sei que não deveria ter me intrometido nisso. É sua escolha ir ou não! Não quero te pressionar.

- Não, eu vou sim! Annabeth, no fundo eu sei porque você respondeu por mim. Porque você sabe o que é certo para mim! — Ok, excesso de fofura. Eu não costumo ser romântico. Mas para reconquistar uma garota, bem... São horas e horas lendo livros de poesia e romance.

- Nossa Percy! — ela falou com os olhos brilhando.

Ela me abraçou com muita força, como se tivesse medo de me soltar e me perder. No fundo no fundo, eu sabia que o certo era eu ir nessa missão.

Notas finais
E aí, o que acharam? Por favor, deixem um comentário com a opinião de vocês. Até o próximo capítulo, beeijos :))