Percy Jackson E O Sequestro Do Deus
4 Que droga de batatas fritas
Notas iniciais
Fiquei um pouco desorientada e não sabia para onde ir. Mas graças aos deuses eu tinha o Percy, Annabeth e Grover. Eles já tinham um plano: Iríamos de carro até o Rio de Janeiro e depois iríamos pelo mar, eles me disseram que Quiron havia conseguido uma embarcação que nós levaria até os Estados Unidos em segurança. Perguntei por que não poderíamos ir de avião, seria muito mais rápido e prático, Percy me disse:
- Digamos que o senhor dos ares, Zeus. Não gosta muito de mim. E pra sua, e nossa, segurança não deveríamos contrariá-lo.
Ia ser uma viagem longa e cansativa, mas não foi assim tão ruim. Saímos de Brasília no meio do dia. Quando chegou á noite dormimos em um hotel de beira de estrada. Grover era nosso motorista já que ele era o único que tinha idade para dirigir. Foi uma viagem bastante divertida. Era brigas de Percy e Annabeth. Grover ficando nervoso com o trânsito. Percy rindo da minha cara quando eu não sabia o que dizer quando a Annabeth despejava um monte de informações em cima de mim.
Encontramos um "monstro" em uma lanchonete em Minas Gerais. Era uma lanchonete calma e antiga, o nome era "Lanchonete pão fresco". Entramos para fazer o pedido. Grover estava com uma expressão séria e estranha, como se estivesse sentindo cheiro de algo. Mas ele não disse nada. Quando o pedido estava pronto Percy e Grover foram à bancada pegar. Era uns ótimos lanches, confesso. Comemos em silêncio e quando acabamos á moça do lanche veio até nossa mesa e perguntou se estávamos bem.
- Sim- respondeu Grover com uma cara de quem ia desmaiar. -Temos que ir, obrigada, estavam ótimos.
- Mas vocês ainda nem comeram a sobremesa...
Percy olhou para o Grover e parece que ouve um entendimento entre os dois através daquele olhar.
- É verdade moça, temos que ir. -Dessa vez, foi Percy.
- Não vocês não vão. Eu quase não recebo meios-sangues aqui e os que recebo na maioria das vezes morrem rápido demais.- Ela estralou os dedos e Percy, Annabeth e Grover ficaram estranhos, distantes.
- Que pena — disse eu.- Mas não queremos ficar. E estamos atrasados.
Puxei Percy e a Annabeth, pareciam que eles estavam em um tipo de transe.
- Ora, ora. Quem é você? Pensei que esses aqui estavam em busca da filha de Poseidon.
- E se eu for a filha de Poseidon?
- Você não exala o cheiro de uma meio sangue tão poderosa, meu bem.
- Ei, você está me ofendendo.
- Querida, diga-me quem é o seu pai?
- Não te interessa. Mas e quem é você?
- Ah, eu não sou conhecida. Chamo-me Hater, fui uma grande amiga de Circe.
- Circe. sei.
- Agora. meu bem. Porque você não quis comer as batatas fritas?
- Porque não estava afim.
- Que pena, pensei que todos gostassem de batatas fritas e costumo colocar a porção apenas nelas.
Eu tinha que pensar em algo, ela era uma feiticeira, e eu uma meio-sangue fraca, como ela disse. Eu tinha uma faca- sim eu tinha ganhado uma e ela era muito perfeita, só que eu não me dava bem com facas- e não sabia o que fazer, pensei que talvez eu devesse conversar com ela até o transe passar...
- Mas o que exatamente você fez com meus amigos?
- Ah, é apenas um encantamento, logo logo eles irão acordar... Isso me lembra que devo acabar com você antes disso não é mesmo?
Ela avançou em minha direção e eu corri para trás do balcão. Encantamento, como é que minha mãe diz? "Encantamento se quebra com uma dosse de água gelada na cara" Ela dizia aquilo no sentido figurado, mas vamos ver se isso aplica ao mundo real. O pior era que não havia nada com água por perto. A máquina de refrigerante podia servir?
Hater veio correndo em minha direção, mas ela não era muito melhor que eu em uma luta. Criei uma vantagem e consegui empurrar ela perto das cabines dos banheiros. Eu tinha que dar um jeito da máquina de refrigerante explodir. Ela era forte até, mais forte que qualquer mortal.
- Ei, como você é forte assim? Tem como me passar a receita?
-Tudo tem um jeito, meu bem.
Ah, aquela história de meu bem pra cá meu bem pra lá estava me deixando irritada. Ela levantou o balcão e estava prestes a jogar em minha direção. Foi ai que surgiu minha grande ideia: Ela joga em mim, eu estou na frente da máquina de refrigerante, eu desvio e ela acerta a maquina e talvez a faça explodir.
- Joga logo, você não quer se livrar de mim? Você já pensou em participar da modalidade levantamento de pesos nas olimpíadas?
- Você é insignificante, mas sim quero me livrar de você. E já ganhei algumas competições. Eu estou interessada mesmo no seus amigos ali. -Ela olhou para a mesa e ficou perplexa, confesso que também fiquei. Eles haviam sumido.
- Cadê eles?- Ela perguntou.
E pra minha surpresa Percy respondeu.
- Estamos aqui. — Ele estava atrás dela com uma coisa na mão, uma pedra? Aquilo era uma pedra? Talvez, mas era um pouco grande. E ele a atingiu na cabeça. E ela caiu e em cima dela o balcão.
Percy veio até mim e perguntou se eu estava bem. Respondi que sim com um sorriso no rosto.
- Porque você está rindo? Estou engraçado?- Percy perguntou.
- Não- disse eu- É que eu tinha um plano horrível e achei que talvez pudesse ter dado certo, mas calculando certinho, ele só iria me matar mais rápido.
- Que plano?
Contei-lhe o plano. Ele não falou que não era um plano tão ruim assim.
- Ah Percy digamos que não, mas se a gente parar pra pensar como ela estava bastante próxima era praticamente impossível a Kátia desviar e...- disse Annabeth.
- E mais uma vez Percy Jackson salva o dia- Disse eu rindo.
Eles me acompanharam e ficamos ali rindo por uns 2 minutos, com uma feiticeira louca no chão. Até que Grover disse:
- Acho melhor irmos.
- Sim- dissemos eu e Annabeth juntas.
E assim saímos da lanchonete bizarra. Eu estava com um sorriso estampado no rosto e com a impressão que estava em ótimas mãos.
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