Notas iniciais
Ei.

O que meu padrasto fazia ali eu não sabia.

- Eu tenho a impressão de que você não é realmente o meu padrasto. – Falei estreitando os olhos.

- Você tem razão. Apenas, tomei a forma dele. – Ele falou sério.

- Porque não assumir sua verdadeira forma? – Perguntei confusa.

- O susto que você levou quando me viu valeu a pena. – Ele sorriu.

- Mas o que você está fazendo aqui? O que você quer? – Leo perguntou irritado.

- Não tenho nenhum assunto a tratar com você. Meu assunto é com sua namorada.

- Ele não é... Esquece. Mas o que você quer comigo? – Perguntei aflita.

- Meu chefe gostaria dos seus poderes. – Ele falou sorrindo de um jeito assustador.

- O quê? Meus poderes? – Arregalei os olhos.

- Nossa, como você é lerda. – Ele balançou a cabeça em sinal de negação. – Você é a semideusa mais poderosa do século. Você vai servir ao meu chefe e tudo vai ser mil maravilhas. – Ele disse aquilo como se fosse um conto de fadas.

- Seria uma pena se eu recusasse, não é mesmo? – Falei em tom de desafio.

- Seria uma pena se eu te matasse agora, não é mesmo? – Retrucou ele.

- Porque você faria isso? Sendo que seu chefe precisa de mim. Você não pode me matar. – Ele rangeu os dentes e eu sorri.

O sorriso dele voltou rapidamente. E eu sabia exatamente o que ele estava pensando, antes dele falar eu o interrompi dizendo:

- Não, você não pode fazer isso. Por favor. – Implorei, pelo olhar dele eu sabia que era uma batalha perdida. Tirei minha espada da aljava e apontei para ele. Leo se sobressaltou com minha atitude.

- Que dialogo que eu perdi? – Leo perguntou.

- Garota você acha que pode lutar contra mim? – Perguntou o monstro ignorando totalmente Leo.

- Eu posso tentar. – Falei com raiva. Se eu era tão poderosa como todo mundo dizia por que eu não me sentia assim? Mesmo ali naquela hora tudo o que eu sabia fazer era tremer por dentro. Só de pensar o que aquele monstro planejava minha raiva aumentava. Dei um passo à frente, mas Leo me puxou de volta. Como se ele soubesse que eu não tinha chance.

O monstro gargalhou. Estava prestes a dizer alguma coisa, mas o barulho de um toque de celular o interrompeu. Ele pegou um celular do bolso e atendeu.

- Oi chefe. O quê? Voltar? E eles? Não, eles não conseguiriam sair. Sim, eu tenho certeza. Eles não conseguem ver além... Desculpe, Senhor. Eu. Eu. Já estou indo. — O telefone desapareceu e ele nos disse:

- Volto logo, não se preocupem vocês nunca irão conseguir sair daqui.

Abaixei minha espada e observei enquanto ele sumia.

- Agora somos só nós dois de novo e um monte de areia.- Leo disse.

- Sei como podemos sair daqui. – Falei agitada. – E temos que fazer isso logo, Leo.

- Será que você antes pode me explicar o que o monstro faria? – Ele me olhou confuso.

- Leo, estávamos só nós dois aqui. Se ele não pode me matar porque precisa de mim, quem que ele pode usar para me convencer a ficar do lado dele? – Falei rápido.

- Droga. Kelly, quando ele voltar você vai fazer o seguinte... – Levei minha mão aos seus lábios a vim de fazê-lo calar a boca.

- Vamos sair daqui antes. – Falei confiante. – Você ouviu o que ele disse? “Eles não conseguem ver além”.

- Você acha que estamos presos em uma nevoa?

- Exatamente. – Disse sorrindo.

- Então vamos olhar para a direita que é onde a rocha deveria estar, focalize lá e deixe seus olhos trabalharem. – Leo falou me virando para o lado correto, já que eu tinha virado para o lado errado. Olhei para ele e ele estava sorrindo. Depois olhei para onde deveria estar a rocha e me concentrei.

- Não está funcionado. – Eu disse impaciente, mas logo depois... – Ei, eu vejo algo.- De repente eu conseguia ver a rocha e meus amigos.

- Eu também – andamos para sair daquela ‘nevoa’ e fomos em direção aos nossos amigos, eles nos viram e vieram em nossa direção também.

- Kellyyyyyyyyyyyyyyyyy!!!!!!!!!!!!!!!- Percy gritou.

Ele me deu um abraço de urso.

- Onde você estava?- Ele me perguntou.

- Bem, é estranho. Pois estávamos bem ali. – Apontei para o lugar onde estávamos.

- Ninguém vai gritar histericamente: Leoooooooooooooooooooooooo?- Perguntou Leo.

-Acho que não, Leo.- Nico falou e riu.

- Cara, vocês sumiram por 3 horas e meia. – Barbara disse.

- 3 horas? E cadê a Larissa? – Perguntei confusa.

Os três se entreolharam e eu sabia que tinha acontecido algo.

- Primeiro me conte o que aconteceu. – Percy pediu.

Contamos tudo, exceto a parte da briga e do beijo. Eles não precisavam saber disso.

- Agora a vez de vocês. – Leo falou.

- Enquanto vocês estavam sumidos, a Larissa desmaiou e teve uma visão enviada por Apolo. – Ele contou tudo para mim e para Leo, enquanto assentíamos vagarosamente.

- Ok. É Bom saber que agora temos um plano. – Leo disse.

- Não é bem um plano. Na verdade é mais improviso e esperar que as coisas corram bem. – Barbara disse.

- Vamos, não podemos esperar mais. Se esse monstro que a Kelly falou for o que estamos pensando, Larissa pode estar correndo perigo.

- Mas, ele não sabe que a Lari está conosco. – Falei devagar.

Todos assentiram e resolvemos ir logo. E fomos, e quando contornamos a rocha não tinha nada lá. Até que meu querido amigo ’padastro’ apareceu.

- Ah, deuses! – Reclamei.

- Como vocês saíram?- Ele perguntou.

- Você nos disse como sair, seu monstro super,mega, blaster inteligente. – Esfreguei a verdade na cara dele.

- Disse foi? – O monstro perguntou confuso.

- Foi- Leo disse.

- Ok. Mas vocês acham que é só você que tem amigos? Eu também tenho. – Ele estralou os dedos e uns 10 monstros apareceram e eles não pareciam muito amigáveis. Eles eram feios e grandes, tinham uns 2 metros e pareciam que tinha sofrido algum tipo de queimadura no rosto por que... Puxamos nossas espadas. E eu só esperava que Larissa estivesse bem. O monstro-padastro começou a rir e disse:

- E agora querida, quem é o insolente aqui?

- Não sei, só sei que logo você irá morrer. – Falei com um sorriso no rosto.

-Tolinha, nem você nem ninguém pode me matar. Só uma arma pode me matar e bem duvido que vocês possuam ela. Ela é especialmente de Apolo e só uma cria dele pode manejá-la. E ops, não estou vendo nenhum filho de Apolo por aqui. – Ele começou a gargalhar bastante. Troquei um olhar com Percy e ele entendeu. Estava na hora de avisar a Larissa.

Percy falou bem baixinho:

- Vou dar o sinal, contem até 5 e ataquem.- E ele deu um grito que parecia um grito de dor.

5...4...3...2...1 e tudo começou.

Fiz o que Percy mandou, na verdade todos nos fizemos. Vi um deslumbre do meu padrasto com uma flecha atravessada no peito e se dissolvendo em pó. Larissa também já estava em vista com um boné em mãos. Os monstros ficaram tão aturdidos que ficaram algum tempo sem se mover, o que nos deu vantagem e fez com que mais 3 monstros virassem pó.

Eu estava com raiva e descontei nos monstros o que foi ótimo. Mas, mais monstros apareciam. Mais e mais e junto com eles esqueletos. Espera ai. Esqueletos? Nico tinha um sorriso no rosto. Ah sim. Esqueletos. Como eu sou lerda.

Estava difícil e tinha muitos monstros. Difícil mas não impossível. Será que iríamos conseguir? Não sei, mas vi algo prestes a acontecer. E tinha que tomar uma decisão nos próximos 5 segundos. Uma coisa clara em minha cabeça. Um pedaço da profecia. “A morte e a vida em suas mãos se põe”. Poderia ser agora. E eu não ia hesitar de modo algum, se eu poderia evitar algo eu iria evitar. E vou evitar e sai correndo. Eu ia conseguir. E parti correndo com um pensamento positivo na cabeça.

Notas finais
Não foi o melhor capitulo que eu escrevi, creio eu. As explicações viram depois. Porque eu quis fazer algo diferente. Mas e ai? Gostaram?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.