Percy Jackson E O Sequestro Do Deus

5 Esbarro em um pescador bonitão


Notas iniciais
Ei, espero que gostem.

Dormimos em um hotel em Minas e partimos logo cedo, com um Grover reclamando que a enchilada estava sem gosto. Viajamos por mais algumas horas e finalmente chegamos ao Rio de Janeiro. Fizemos um lanche em um posto e partimos em direção á praia "Grumari", o lugar onde Quiron havia falado que avistaríamos o tal navio "Circundado".

Enfim, havíamos chegado a tal praia, fiquei impressionado com o mar, nunca o tinha visto assim de tão de perto. As águas estavam calmas e estava de um azul escuro. Percy olhou para mim, eu devia estar com uma expressão de admiração no rosto, pois ele perguntou:

- Você nunca tinha visto o mar? É lindo não é mesmo?

- Já tinha visto sim... Na televisão.- Confessei.

-Haha, relaxe você verá muito ele daqui pra frente e poderá senti-lo, te juro que é maravilhoso. Seus olhos estão brilhando sabia? Não me diga que vai chorar...

- Estou me segurando pra que isso não aconteça, Percy.

-Quem olha assim pensa até que você é fofinha.- Percy disse.

Comecei a rir e quando vi estávamos estacionados.

- Ali, o navio Cincundado, mas ele está tão próximo ao litoral. E é tão grande...

- Uau- Disse Annabeth- Vamos mesmo embarcar naquele navio? E como chegaremos lá?

- Podemos pegar uma "carona"?- Eu perguntei.

Todos riram. Porque eles sempre riam dos meus comentários eu não sabia. Mas acho melhor que eu ficasse quieta.

- Acho melhor alugarmos um barco que tal?-Disse Percy.

- Boa ideia, Cabeça de alga.

- Vamos então, ali tem alguns barcos podemos pagar eles e pedirmos para nos levarem até o navio. – Disse Percy já caminhando em direção aos barcos.

- Vão à frente quero ir lá à beira, vou logo atrás. — Eu disse.

- Quer que eu vá com você? – Percy perguntou.

- Não, Percy. Não precisa. Quero fazer isso sozinha. Quero poder sentir um pouco do meu pai, se é que você me entende.

- Ok, então. Ficaremos de olho.

Eles foram caminhando em direção aos barcos ali próximos e eu ao mar. Ele estava apenas a uns 20 metros de mim e não hesitei de ir até ele. Mas não fui correndo, fui em passos normais, alias não queria parecer uma idiota, apesar da praia estar praticamente fazia. Fui caminhando e dei uma rápida olhada para meus amigos e eles também estavam olhando para mim, com uma curiosidade aparente. E nesse meio tempo que olhei para eles esbarrei em um homem estranho. Ele vestia uma camisa com estampa de flores e uma bermuda. Estranho não tinha reparado que ele estivera ali, e acabei derrubando sua maleta que era um tipo de kit de pesca. E caiu um monte de iscas e anzóis no chão. Abaixei-me para pegar.

- Ei, me desculpe. Me distrai e acabei derrubando tudo, olhe só. Como eu sou desastrada.

- Não, tudo bem. Acontece, não é mesmo, deixe que eu pego. — Ele abaixou-se e me ajudou. Pronto tudo estava no seu lugar e a maleta estava organizada.

Levantei-me e o homem também. Não tinha olhado para o rosto do homem ainda e quando olhei fiquei admirada. Ele era bastante bonito, tinha um bronzeado forte, feições tímidas e algumas poucas rugas no canto do olho quando sorria. Percebi que ele era uma pessoa bastante sorridente. Ele tinha um lindo sorriso, e não fazia mal esbanjar ele por ai. E seus olhos. Nossa. Foram os que mais me impressionaram. Ele tinha olhos verdes, mais verdes até que os do Percy.

- Gosta de pescar? — Ele me perguntou.

-Ah, gosto sim, uma vez peguei um monte de peixes num lago perto da fazenda do meu tio.- Eu respondi, apesar de minha mãe falar desde quando eu era criança para não falar com estranhos, mas aquele cara, tinha algo nele que me dizia que eu podia confiar nele. Sem contar que ele tinha um sorriso tão tranquilizador...

- Serio? Que peixes eram? – Ele parecia realmente interessado em minha história de pescaria.

- Lambaris- comecei a rir, ele devia estar me achando uma idiota, mas riu também.

- Desculpa- eu disse- Acho que estou te atrapalhando.

- Não, esta não. Na verdade acho que eu que estou... Você parecia tão absorta em chegar ao mar e eu te atrapalhei.

-Atrapalhar não seria o verbo correto. É que a minha primeira vez, no mar sabe.

- Tudo bem, vá em frente. – Ele estendeu a mão para o mar me incentivando a ir.

Segui o conselho do homem desconhecido, e fui em frente, nem reparando nele que me observava.

Quando a água tocou meus pés, cara foi tão bom, senti um frenesi. Uma coisa inexplicável. Foi como se de repente eu descobrisse quem eu realmente era, como se a minha vida bagunçada agora, ali no mar, estivesse perfeita. Fechei meus olhos e sorri.

O homem me acompanhou. Ficou ali no meu lado, não tão perto. E falou:

- O mar é maravilhoso, não é mesmo? – Algo me dizia que ele passava muito tempo ali, ao mar.

- Sim, agora eu posso dizer com todas as letras, pois eu o senti. — disse com os olhos ainda fechados.

- Eu vivo no mar, e já vi muitas pessoas alegres por verem essa imensidão azul, mas sua alegria é surpreendentemente curiosa. O que há de tão especial nele, que te deixa assim, tão leve e feliz?

A pergunta dele me fez abrir os meus olhos e quando respondi olhei diretamente naqueles olhos verdes que agora brilhavam com uma empolgação evidente.

- Eu não sei direito, sabe me fez sentir mais próxima a meu pai. E é como se de repente as coisas fizessem sentido. Como se eu encontra-se a garota que precisava ser encontrada aqui dentro de mim. Você me acha uma idiota, não é?

- Na verdade não. Sabe suas palavras me deixam feliz, é bom saber que ainda existem pessoas que vem o mar com esses seus olhos.

- Fico feliz também. Er, tenho que ir. Meus amigos estão me esperando. Boa pescaria pra você, pegue muitos peixes pra mim.

- Obrigada e cuide-se. — Ele sorriu- E não se esqueça do mar.

- Nunca esquecerei, alias nem tem como.

Virei-me e dei um tchau para o homem.

Enquanto seguia na direção onde meus amigos estariam me esperando, me senti um pouco estranha e brava comigo mesma. Eu havia conversado com um cara que eu nem conheço, onde eu estava com a cabeça? Mas ao mesmo tempo veio um sentimento de acolhimento como se apenas aquele sorriso, o tão singelo sorriso do cara estranho, me desse coragem e me dizia o quanto eu era forte. Lembrou-me minha mãe que conseguia dizer um milhão de coisas com apenas um sorriso.

Cheguei aos meus amigos e eles me perguntaram quem era o cara. Respondi que não sabia, mas era bastante simpático.

Conseguimos uma "carona" com um senhor que dizia ser o melhor barqueiro da região (eu nem sabia que existia isso) e fomos.

Dissemos pra ele nos deixar no navio, mas ele riu da gente:

- Navio? Crianças, aquilo é uma embarcação velha e simples, não merece ser chamada de navio.

Ah, agora eu entendia como ele estava tão próximo ao litoral. A nevoa servia pra alguma coisa afinal...

Subimos as escadas de emergência e lá estávamos nós dentro do navio. O capitão viu que havíamos chegado e foi nos receber. O navio estava praticamente vazio, estava apenas com alguns poucos tripulantes e nós, as visitas ilustres. Logo ele nos disse:

- É uma honra enorme ter junto com a minha tripulação vocês meus jovens, mas principalmente vocês 2 — ele apontou para mim e para o Percy. — Filhos de Poseidon. Vou mostrar-lhes seus dormitórios e o alpendre onde preparamos um banquete especial para vocês.

Ele nos levou até o convés de baixo e gritou para a tripulação:

- Ponham esta joça pra flutuar, temos os mais nobres visitantes de todos os tempos neste navio. Salve os filhos de Poseidon!

Toda a tripulação gritou viva, quer dizer: a pouca tripulação.

E assim fomos acolhidos no navio. Comemos e bebemos depois de fazer um tour pelo navio e logo em seguida fomos para nossos dormitórios e dormimos, de dia mesmo. Não tive sonhos nítidos. Tudo o que passou em meus sonhos não nítidos foi o sorriso do homem da praia.

Acordei com Percy me chamando e dizendo que tínhamos ancorado.

- Pronta para conhecer o acampamento? -perguntou ele.

-Na verdade mais que pronta.

Ele pegou-me em um abraço desajeitado e me levou para fora, prometendo que os meus sonhos se tornaria, enfim, realidade.

Notas finais
Primeiro encontro de Kelly com o mar. Eba. kkk Gostaram?