Percy Jackson E O Carro De Apolo
5 Distraio um poodle raivoso
Notas iniciais
A Quimera sorriu. Parecia ter prazer ao ver que eu me lembrava dela. Na última vez em que a encontrei, – no Arco de St. Louis – eu lutei contra o “filhinho” dela, um poodle que se transformava em um cachorro gigante. Eu saltei do arco porque não tinha chance de vencê-la sozinho. Será que agora será diferente? A Quimera falou:
- Vamos parar de conversa e ir logo ao ponto – ela sorriu e deixou a mostra os dentes afiados que pareciam garras gigantes.
O poodle raivoso saltou quando a Quimera o soltou da coleira, e se transformou em um cachorro gigante. O vagão estava vazio, e eu não fazia ideia de como vencê-lo. Fui até perto de Annabeth enquanto o cachorro coçava sua patinha do tamanho do banco e perguntei:
- Tem alguma ideia de como vamos vencer isso? – perguntei.
- Estou pensando, – disse Annabeth – mas se ele nos atacar, não vamos ter espaço o suficiente para nós nos desviarmos.
- E se distrairmos o cachorro? – falei – Ou puxar uma conversa com a velha e gorda Quimera?
- Hum... – Annabeth parou para pensar – Vamos nos dividir, eu, Tyson e Grover vamos distrair o cachorro com uma bolinha, – ela mostrou a bolinha vermelho – porque ela tem um efeito mágico em todos os cachorros.Você e Nico vão puxar assunto com a Quimera. A próxima parada, que é a nossa será em aproximadamente 7 minutos.
- Ok, precisamos distrair a Quimera. Boa sorte – desejei.
- Para você também cabeça de alga – ela sorriu.
Fui até Nico e expliquei o plano para ele. Pelo canto dos olhos vi Annabeth mostrar a bolinha para o cachorro. Nico foi até a Quimera e começou a conversar com ela, e eu fiquei meio parado ali, porque Nico estava fazendo um ótimo trabalho, e eu não queria estragar isso.
Depois de se passar 5 minutos, a Quimera começou a ficar irritada e a bolinha estava perdendo o efeito sobre o cachorro. Quando ela percebeu que estava sendo enganada por um “mísero semideus inútil” ficou furiosa, mas graças aos deuses tínhamos chegado ao nosso destino.Ela falou:
- Voltem aqui bando de inúteis! – disse a Quimera, furiosa por ter sido enganada por um bando de inúteis.
Antes que ela pudesse correr até nós,as portas do trem se fecharam,deixando o cahorrinho dela latindo furiosamente para nós. Devia ser porque Annabeth não deixou a bolinha lá. Annabeth falou:
- Tenho o pressentimento de que ela vai voltar. – disse ela – Alguma hora teremos que lutar com ela.
- Sei disso, – disse, relutante – só não lutamos porque se ela atacasse, não teríamos espaço para escapar,já que o vagão é minúsculo.
- Sim sim – disse Tyson – Cachorro malvado.
Quando chegamos ao nosso destino, tivemos que pegar um ônibus para chegar no porto de Long Island. Como a viagem era de uma hora e meia, cochilei um pouco porque estava muito cansado, me deitei no ombro de Annabeth e como sempre, um sonho apareceu.
Eu estava no mesmo lugar de antes, uma caverna em uma ilha que me parecia deserta até ver um gigante horrendo de uns 3 metros – ele havia encolhido, o porque eu não sabia – com um semideus, tentando abrir a porta de um carro conversível vermelho, o que parecia um Maserati Spyder. Logo, percebi que era o carro de Apolo e que eu tinha uma vaga lembrança do gigante. Lembrava-me que já tinha visto o rosto dele e que também já havia lutado com ele.
O menino, o mesmo do sonho anterior, estava batendo no carro freneticamente com um martelo a fim de querer abrir a porta do motorista. Como o carro era de um deus, o martelo não fazia mal algum ao carro, pois não havia nenhum amassado, sequer um arranhão no Maserati Spyder. Thomas, o campista que traíra o Acampamento, estava todo sujo e com ferimentos em todo o corpo,e parecia muito magro.
Uma dracaenae apareceu com uma foice de ouro e a deu para o gigante, que acertou o carro com a foice. Um amassado se formou na porta do carro,e ele comemorou, mas a alegria não durou muito tempo. O pequeno amassado se arrumou, deixando o carro melhor do que ele estava. A dracaenae me percebeu no sonho, e avançou em mim, mas graças aos deuses, eu acordei.
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