Notas iniciais
Bom, minha primeira fanfic de Percy Jackson e espero que gostem! Por favor se tiver algum leitor dê sinal de vida.

Meu dia estava uma merda, eu simplesmente odeio o lugar onde estou, eu odeio a academia Yancy e seus “passeios”.

Bom, acho que não me apresentei. Meu nome é Nicole Thompson e eu sou considerada uma garota problemática. Tenho 14 anos e faço o nono ano na Academia Yancy, um internato particular de Nova York, exclusivo para crianças consideradas portadoras de problemas. Há um ano fui diagnosticada com dislexia e déficit de atenção.

Por que meus pais me colocaram em um internato? Minha mãe não gosta de mim, acha que sou uma aberração e meu padrasto, bem, ele me odeia. E onde está meu pai biológico? Eu não sei. Ninguém sabe. O filho da puta abandonou minha mãe grávida. Não que eu me importe com isso. É que ele me deixou com ela, sei lá, por que ele não esperou ela me ter e fugiu comigo? Iria ser ótimo, não gosto da minha mãe. Ela é uma vadia.

Hoje a academia Yancy iria levar a gente para uma excursão no Metropolitan Museum of Art. E sempre que tem uma excursão o mesmo garoto arranja encrenca. Um pirralho do sétimo ano. Percy Jackson.

Os alunos estavam em fileiras preparados para entrar no ônibus. Procurei algum rosto conhecido e nada. Vi o Sr. Brunner, mestre de latim, estava conversando com Percy quando me viu e me lançou um sorriso. Sr. Brunner era um homem de meia-idade em uma cadeira de rodas motorizada com um cabelo ralo e uma barba desalinhada. Dizia que eu era sua melhor aluna. Mas na verdade eu era uma das piores, tinha dificuldade com tudo.

Eram dois ônibus, no primeiro estavam os alunos do sexto e oitavo ano e no segundo os alunos do sétimo e do nono. Eu me sentei em uma das cadeiras localizadas no meio. Logo após os alunos do nono ano se sentarem – Sim, nós entramos primeiro por sermos mais velhos e mais maduros. – entraram os alunos sétimo. Uma garota ruiva e sardenta se sentou ao meu lado logo após ver que Percy e seu amigo aleijado se sentaram na minha frente.

Nancy Bobofit era o nome da garota se não me engano. Ela tirou alguma coisa de dentro da mochila que reconheci como um sanduíche de pasta de amendoim e ketchup – Que, em minha opinião é extremamente nojento. – Ela começou a jogar bolinhas de sanduíche que grudavam no cabelo castanho cacheado de Grover.

Grover era um cara magrelo e alto. – Mas perto de mim qualquer um é considerado alto, então... – ele era o único do sétimo ano que tinha espinhas e uma barba rala começando a nascer no queixo – o que é estranho. – e ainda por cima, era aleijado.

Nancy continuava a jogar bolinhas de sanduíche em Grover e percebi que Percy estava perdendo a paciência, ele se virou para Grover e sussurrou “Eu vou matá-la”, o que eu acho que não seria uma boa ideia, afinal, não é de hoje que o Percy tem muitos problemas e já fora pra direção várias vezes. Grover tentou acalmá-lo e respondeu “Está tudo bem. Gosto de manteiga de amendoim.”. Nancy continuou jogando as bolinhas de sanduiche e Grover agora tentava se esquivar. Percy sussurrou algo como “agora já chega” e tentou se levantar, mas Grover o impediu puxando-o de volta para o assento.

Grover sussurrou algo e Percy se calou. Anunciaram que havíamos chegado no museu. Os alunos do sétimo ano saíram afobados, esperei todos saírem para depois quando estivesse vazio e calmo eu sair junto com os professores. O Sr. Brunner nos guiou pelo museu.

Ele foi na frente com sua cadeira de rodas, conduzindo-nos pelos grandes corredores repletos de estátuas de mármore e caixas de vidro com cerâmicas velhas e alaranjadas. Enquanto Sr. Brunner explicava a história de uma coluna de pedra com quatro metros de altura e uma grande esfinge no topo a Sra. Dodds variava os olhares “mortais” entre mim e Percy. A Sra. Dodds era a professora de álgebra que sempre usava um casaco de couro, apesar de ter cerca de 50 anos de idade. Ela havia chegado em Yancy no meio do ano, que até hoje eu não entendo o motivo. Desde o primeiro dia ela concluiu que eu era uma “filha do capeta”.

Nancy Bobofit sussurrou alguma coisa sobre o sujeito pelado na estela, Percy não conseguiu se conter. Virou-se para ela e disse o simples e clássico:

– Quer calar a boca?

Ele falou um pouco alto demais e a turma inteira deu risada. Sr. Brunner parou de contar a história e se virou para Percy.

– Sr. Jackson – disse ele -, fez algum comentário?

Percy corou e o respondeu.

–Não, senhor.

O sr. Brunner apontou para uma das figuras na estela.

–Talvez possa nos dizer o que esta figura representa.

–É Cronos comendo os filhos, certo?

– Sim. E ele fez isso por que...

–Bem... Cronos era o deus-rei. – Falou meio inseguro.

– Rei? – Sr. Brunner tentou o corrigir.

– Titã. E...ele não confiava nos filhos, que eram deuses. Então, hum, Cronos os comeu, certo? Mas sua esposa escondeu o bebê Zeus e deu a Cronos uma pedra para comer no lugar dele. E depois, quando Zeus cresceu, ele enganou o pai, Cronos, e o fez vomitar seus irmãos e irmãs...

– Eca! – Disse alguma menina

–... e então houve aquela grande briga entre os deuses e os titãs – Continuou -, e os deuses venceram.

O grupo de Nancy deu algumas risadinhas e ela sussurrou para uma amiga:

– Como se fossemos usar isso na vida real. Como se fossem falar nas entrevistas de emprego: “ Por favor explique por que Cronos comeu seus filhos.”

– E por que, sr. Jackson – Disse sr. Brunner -, parafraseando a excelente pergunta da srta. Bobofit, isso importa na vida real?

– Se ferrou –murmurou Grover que estava na minha frente, ao lado de Percy.

–Cale a boca – chiou Nancy, com a cara tão vermelha quanto seu cabelo.

– Não sei, senhor. – respondeu Percy.

Sr. Brunner agradeceu a Percy e o deu meio ponto pela explicação. Nós seguimos o passeio e Percy ficou para trás, junto ao Sr. Brunner. Alguém – Que eu não vi quem, devido ao bando de pessoas na minha frente. – nos guiou até a porta do museu onde nos sentamos nos degraus e assistimos o transito de pedestres na Quinta Avenida.

Alguns garotos jogavam pedaços de biscoito para os pombos. Nancy tentava pegar alguma coisa da bolsa de uma senhora e a Sra. Dodds, não via nada, estava muito ocupada em seu canto fazendo Poker Face, Percy e Grover conversavam em um canto. Tudo perfeitamente monótono e entediante.

Nancy Bobofit se aproximou de Percy e Grover e deixou seu lanche, comido pela metade, cair “acidentalmente” no colo de Grover. Percy tentou se controlar, fechou os olhos e começou a sussurrar uma contagem para tentar se acalmar.

Eu realmente não sei explicar o que aconteceu. Perto de onde estávamos havia uma fonte e a água dela realmente criou “vida” , agarrou Nancy e a puxou para dentro da fonte. Foi uma coisa inacreditável.

– Percy me empurrou!- Gritava Nancy enquanto se debatia tentando sair de dentro da fonte. Sra. Dodds verificou de Nancy estava bem e foi marchando na direção de Percy. Ela falou alguma coisa e foi para dentro do museu seguida de Percy.

Grover se responsabilizou pelo “empurrão” de Nancy, mas falhou. Eu olhei para Grover e vi que ele estava tentando evitar que Percy ficasse sozinho com a Sra. Dodds. Só não entendi o por que.

Eu com minha pouca curiosidade pedi para ir ao banheiro e segui Percy até uma sala onde ele entrou juntamente a Sra. Dodds. Eles começaram a conversar e Percy parecia realmente nervoso. Será que ele estava tendo um caso com ela? Eca! Não consigo nem imaginar como seria um garoto de 12 anos com uma velha de 50.

Mas muito ao contrário do que eu pensei a Sra. Dodds não agarrou Percy. Muito ao contrário, os seus dedos se esticaram, transformando-se em garras. O casaco se fundiu em grandes asas de couro. Ela não era humana. Ela era um monstro com asas e garras de morcego e com uma boca repleta de presas amareladas. Eu me escondi em um canto com medo do que veria.

Espiei pela janela e vi que Sr. Brunner estava lá dentro da sala também. Ele jogou uma espécie de caneta para Percy, que quando agarrou não era mais uma caneta. E sim uma espada. Sr. Brunner saíra da sala e Percy acertara o ombro daquela criatura com a espada, a criatura acabou se desintegrando e virando areia.

Não acreditei quando vi. Era tudo realmente absurdo. Eu corri o mais rápido o possível e me sentei novamente aos degraus da porta do museu tentando ao máximo disfarçar o que acabara de assistir.