Percy J. E Annabeth C.
2 Uma visita inesperada
Notas iniciais
LEIAM AS NOTAS FINAIS.
Me viro e me deparo com a última pessoa que eu pensei que iria ver hoje. E digo:
– Pai?
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Ele estava ali. Em carne e osso, o meu deus favorito, Poseidon, usando a mesma roupa de sempre, uma camisa havaiana, uma bermuda, chinelo nos pés, e um chapéu de pescador, seu cabelo preto bagunçado assim como o meu, e seus olhos verdes me olhando calorosamente, sem perceber, eu o abracei, no inicio foi estranho, mas ele logo retribuiu. Eu quase chorei, tudo o que eu precisava naquele momento era de um pai, para me aconselhar, me dar coragem. Resolvi me separar dele, afinal, se ele estava ali era porque tinha algo importante para falar comigo.
- Pai? O que o senhor ta fazendo aqui? – questionei.
- Bem, eu vim te ajudar, digamos que uma certa deusa do amor, me avisou que você iria pedir a filha de Atheninha em namoro.
Corei violentamente na mesma hora, mas devo admitir que por mais vergonhoso que fosse eu estava feliz em poder ter essa conversa com ele.
- Pois é pai, eu amo ela demais, e quero passar da fase de “enrolados” para “namorados”.
- E você comprou algo para dar pra ela?
- Meus deuses, eu ESQUECI. Pai e agora, ferrou tudo, eu sou um burro, como eu pude esquecer?
- Burro você não é, mas dramático eu não tenho duvida. – debochou meu pai, rindo.
- Eu não sou dramático. – Respondi emburrado. – Sou realista.
- Pouco importa, mas eu tenho a solução para os seus problemas.
Nesse instante ele me entregou uma caixinha verde, eu aceitei é claro – não se recusa um presente de um deus, muito menos quando ele é seu pai – e dentro havia uma linda pulseira de prata, incrustada de esmeralda tão verdes quanto meus olhos, e um pingente em forma de tridente lindo, fiquei sem palavras.
- Quando eu me apaixonei pela sua mãe, eu quis presentea-la com algo que a fizesse lembrar de mim, essa pulseira levou um ano pra ficar pronta Percy, são as melhores esmeraldas que já existiram no oceano, sua mãe não quis, ela me fez jurar pelo rio Estige que quando eu percebesse que você estivesse realmente apaixonado, eu lhe entregaria a pulseira e você daria a sua amada, esperei 16 anos por isso, e finalmente a hora chegou.
Eu não sabia o que dizer, abracei fortemente meu pai, ele era um bom homem,ou melhor, um bom deus.
- Nossa pai, obrigado... Mas como você sabia que era a hora certa?
- Athena mexe comigo Percy, é claro que a filha dela iria mexer com você.
Pude sentir que ele havia ruborizado, mas tive que perguntar.
- O senhor está apaixonado por A... – ele tapou imediatamente minha boca.
- Quieto Percy, se eu falar o nome dos deuses eles não vão saber, mas você é mortal, Atheninha nos mata se souber que estamos falando sobre isso. Eu sou apaixonado por ela filho, tenho certeza que ela sabe disso, nunca me declarei, eu meio que tenho medo da reação de Zeus.
- Nossa pai ... – eu não sabia o que dizer.
- Filho minha nora ta te esperando – eu ri do modo como ele chamou Annie – e por favor, não conta pra ninguém sobre ... você sabe.
- Claro pai.
- E outra coisa, vai da tudo certo, não fica nervoso, e tenta não fazer algo mais quente com a menina, vocês ainda são 2 crianças, e eu sou muito novo pra ser avô.
Ruborizei totalmente.
- Aham. – foi tudo que eu consegui dizer.
- Tchau Percy.
Virei o rosto, enquanto meu pai assumia sua forma divina e ia embora. Me levantei, e segui para a festa, afinal, minha futura namorada estava me esperando.
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