Percy J. E Annabeth C.
6 Um encontro na Biblioteca.
Notas iniciais
Eu queria agradecer mais uma vez a
Leo Nunes,
Thalia Fonda CHB,
Ingrid Lira,
e,
bella black
pelas reviews.
E agradecer também aos meus novos leitores Eat The Mulberry, e
Annie Cresta Odair.
Aproveitem esse capitulo.
LEIAM AS NOTAS FINAIS.
P. O. V. ATHENA
Acordei de manhã. Aqui no Olimpo eram quase 08:00 horas da manhã. Meu quarto já estava iluminado por alguns raios de sol, que atravessavam as finas cortinas. Me levantei preguiçosamente. Uma sensação estranha passou pelo meu corpo. Eu estava com uma forte de impressão de estar esquecendo algo muito importante. Mas o que seria? Forcei minha mente em busca de respostas, mas não adiantou. Resolvi tomar um banho, talvez com a água morna do chuveiro, eu acabaria lembrando.
Entrei no banheiro. Me despi e liguei o chuveiro. A água morna batia em minhas costas e me provocava uma sensação de conforto, de relaxamento. Como eu queria poder ficar o dia todo embaixo d’água, aquele Barbas de Alga não sabe como tem sorte de...
De repente, meu pensamento foi interrompido, me lembrei do que estava esquecendo... Pelos deuses eu tinha um encontro com Poseidon, e menos de uma hora para me arrumar. Bem, na verdade não era exatamente um encontro, ele havia me chamado para ir na Biblioteca do Congresso, e eu aceitei ir apenas para me certificar de que aquele velho não vai fazer muita besteira.
O que importava era que eu estava atrasada. E como eu odeio atrasos. Sai correndo do banho e fui para o meu closet em busca de algo decente para vestir. Peguei o primeiro vestido que vi pela frente, era simples, porém bonito, feito de um tecido suave que caia perfeitamente pelo meu corpo, era de um rosa bem claro, e suas alças eram feitas por pequenos fios de ouro. Fiz uma maquiagem leve, e escolhi uma sapatilha dourada. Olhei-me no espelho e gostei do resultado. Olhei para o relógio, já eram 09:00 em ponto. Tecnicamente eu ainda não estava atrasada. Um dos lados bons de ser um deus, é que você pode assumir sua forma divina e ir para qualquer lugar no mesmo instante. E foi isso que eu fiz.
No mesmo instante eu já estava na porta da biblioteca. Olhei para os lados em busca do deus do mar, mas nada dele. Poseidon se atrasar não era nenhuma novidade para mim, mas eu tinha esperanças de que pelo menos uma vez na vida ele se esforçasse e tentasse chegar na hora para um compromisso.
Resolvi entrar. No mesmo instante olhei para cima. Milhões e milhões de livros estavam organizados em milhões e milhões de prateleiras. Qualquer tipo de livro que alguém quiser essa biblioteca deve ter. Ahh, como eu amo esse lugar. Livros são a minha verdadeira paixão.
Eu devo ter ficado uns 10 minutos só passeando pela biblioteca. Ainda não tinha encontrado com Poseidon. Resolvi ir na recepção da biblioteca.
Quando chego lá, me deparo com uma senhora, de cabelos grisalhos, óculos, roupas simples, mas um sorriso encantador no rosto.
— Com licença, a senhora poderia me ajudar? – eu disse.
Ela olhou pra mim, e sorriu.
— Claro minha filha, diga o que você procura?
— Por acaso a senhora viu algum homem com roupa de pescador passando por aqui? Ele é alto, bronzeado, tem olhos verdes, cabelos negros, ele deveria ter me encontrado aqui a 10 minutos.
— Sinto muito mas até agora eu não vi ninguém assim.
— Obrigado. – eu falei. Me virei e fui em direção a uma seção de livros antigos. Escolhi um qualquer que estava em grego, e fui em direção a uma mesa distante de todas. Quando eu me sentei e abri o livro, um homem chegou e sentou ao meu lado.
Ele era bonito. Muito bonito mesmo. Usava uma blusa branca, calças jeans escuras, e uma jaqueta de couro por cima. Seus cabelos eram negros. No rosto ele usava um belo Ray Ban. Por mais bonito que ele fosse, esse estranho não tinha o direito de se sentar ao meu lado. Quando eu ia abrir a boca pra falar, ele disse:
-Por favor, Atheninha, não me diga que não está me reconhecendo?
Eu conhecia aquela voz. Conhecia aquele estranho. Uma raiva tomou conta de mim. Como eu podia ter achado ele bonito? Resolvi abandonar esses pensamentos, olhei bem nos olhos do estranho e falei:
— Você está atrasado Poseidon.
— Também estou feliz em te ver Athena.- disse ele ironicamente.
— Por favor, sem drama, você queria me encontrar aqui. Eu vim. Agora me diga, o que você quer comigo?
— Me acompanhe, e se prepare, porque hoje vai ser um longo dia.
Levantei-me. Ele segurou a minha mão, e na mesma hora eu corei. Eu não gostava disso. Não me parecia certo.
Poseidon começou a subir as escadas. Sua mão ainda estava presa a minha. Chegamos a ultima prateleira do último andar.
— O que nós vamos fazer aqui?
-Eu tenho que te mostrar uma coisa.
Ele pegou um livro. Sua capa era verde, com o desenho de um tridente no meio.
-O que é isso? – perguntei.
— Meu antigo diário. Tem uma coisa aqui que eu quero que você leia.
— Eu posso saber o que é?
— Você vai ler. Eu não preciso te dizer o que é.
Depois dessa fiquei quieta. Não precisava ser ignorante. Mas sua expressão era séria, como que se, seja lá o que eu iria ler, fosse realmente importante. Ele passava as páginas procurando por algo em especial. Resolvi me sentar em uma das mesas que existiam ali e esperar. Um minuto depois, ele sentou-se ao meu lado, e me entregou o livro aberto. Olhei para o seu rosto. Ele havia tirado os óculos. Seus olhos verdes me olhavam com angústia, mas ainda eram lindos.
Ok, Athena, concentre-se. – berrou minha consciência. Mas ela estava certa. Voltei meus olhos para o diário, estava em grego é claro, comecei a ler.
Pois é diário,
Eu fiz hoje a pior burrada da minha vida. Eu beijei uma mulher no templo de Athena. Você deve estar tentando entender o porque que eu agarrei uma mulher qualquer no templo da garota que eu amo. Bem, eu te explico. Eu havia ido mais cedo ao templo, em busca de Athena, estava tudo certo para eu me declarar para ela hoje. Você sabe que eu passei noites e noites em claro pensando em tudo que iria dizer. Quando cheguei lá encontrei com a maldita da Circe. Ela me falou um monte de besteiras, que só agora eu percebi que eram feitiços. Disse que eu iria me confundir, e que essa confusão iria acabar com os meus sonhos, eu a mandei de volta para a própria casa e não liguei para o que ela havia dito. Na minha opinião nada ia estragar o meu dia. Mas não é que funcionou? Havia uma mulher admirando a fonte no meio do templo. Eu juro pelo Estige que pensei que era Athena. Então, peguei e me declarei, só sei que a tal mulher me beijou e bem na hora a verdadeira Athena chegou. Pois é. Eu não havia me declarado para a mulher certa.
Athena jogou uma praga na mulher, e não quis conversa comigo, não deixou eu me explicar. Agora eu me pergunto, quando será que eu terei coragem de me declarar outra vez?
*******
Eu não sabia o que dizer, eu me lembrava muito bem desse dia, da raiva que eu senti a ver Poseidon beijando outra. Eu gostava dele, melhor eu o amava. E quando o vi naquele dia beijando outra, eu não aguentei. Eu tentei tirar esse amor do meu peito. Pensei que tinha conseguido, mas lendo isso, só percebi que meu coração, ainda era dele.
Lágrimas silenciosas começaram a cair pelo meu rosto. Eu fechei o diário, me levantei e resolvi ir embora. Eu precisa de um tempo sozinha. Era muita informação para minha mente. Todos esses anos pensando que ele era um maníaco safado e sem vergonha. E agora eu descubro que ele havia sido enganado. Cheguei à porta de saída. Só então percebi que Poseidon estava atrás de mim. Ignorei-o.
-Athena, por favor, fala alguma coisa.
Abri a porta. Estava nevando lá fora. O frio me atingiu. Comecei a tremer. Parecia que meus ossos estavam congelando. Me sentei na escadaria de fora e comecei a chorar. Poseidon tirou sua jaqueta de couro e colocou em mim. Seus olhos mostravam preocupação. Ele sentou-se ao meu lado, pegou minhas mãos, e disse:
— Athena, por favor, não chora. Eu sei que você gosta de mim, e tudo o que eu tenho a dizer é que eu te amo. Desde aquele dia você nunca mas conversou a sós comigo. Nunca me deu chance de explicar o que havia acontecido. Então eu tentei te esquecer, mas não consegui. Em um golpe de sorte consegui marcar um encontro com você. Finalmente eu tomei coragem e te contei a verdade. Por favor, meu amor, me perdoa, eu não queria te fazer chorar.
Abaixei meu rosto, eu não sabia o que dizer, não sabia o que fazer. Ele secou as ultimas lagrimas que ainda ousavam cair. Levantou meu rosto, de modo que fizesse com que eu olhasse diretamente para os olhos seus olhos verdes e disse:
— Athena, deusa da sabedoria, a mulher que eu amo e que eu sempre amei, a deusa mais linda e inteligente que existe. Eu não aguento mais ficar um minuto sem você. Quer namorar comigo?
Notas finais
Próximo capitulo, se eu ganhar reviews vcs vão ter a resposta de Athena rsrs
Talvez eu poste amanhã *--*
Bjs pra vcs ☺
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