Percy J - A História da Princesa do Mar
2 O Chifrudo Ataca -Maldição dos Filhos de Poseidon?
Notas iniciais
Capítulo 02)
-E então, Leo? É ela mesma? – Percy perguntou, enquanto treinávamos esgrima.
-Se não for ela, é uma deusa disfarçada. Percy, ela simplesmente emana poder! – eu respondi, desviando um ataque.
-Certo então, amanhã você vai ter que contar a ela. O que descobriu?
-Nada de muito útil. Eu conversei com a amiga dela, mas descobri poucas coisas: ela é uma “mulher da ciência”, gosta muito de ler, ama filmes, sabe um pouco de tudo, toca violino, adora Lendas, principalmente Mitologia Grega.... Vai ser fácil explicar pra ela, então.
-Beleza, mas, tenho uma ordem.... – ele parou e olhou sério pra mim.
-O quê? – perguntei, abaixando a espada.
-Te proíbo de se interessar por ela! – então ele começou a rir e desferiu um golpe.
-Ei, cara, nada a ver! – eu bloqueei o golpe.
-Aham, sei...
*** (No dia seguinte)
-Liz, ele é tão fofo, e tão gato, parece com o Harry Styles! – Angélica chegou, já esclarecendo todos os importantíssimos detalhes que eu havia perdido.
-Que bom. Ele gostou de você? Te chamou pra sair? – eu perguntei, interessada.
-Bem, infelizmente não... A gente conversou um pouco, mas temos poucas coisas em comum. Além disso, ele só perguntou sobre você!
Eu estava no refeitório, tomando café da manhã, e me engasguei com o suco de laranja.
-O QUÊ??? – foi a única coisa que eu consegui pensar.
-É, tô tão feliz por você! Ai, espera, ele tá vindo! Tchau, te vejo na Sala de Vídeo! – ela acenou e foi embora com Yume, falando sobre Animes ou coisa assim. Droga, não tinha assunto melhor?
-Hey, Liz! Bom dia!
-Oi Leo! Bom dia! Quer comer alguma coisa? – eu ofereci. Eu não sei por que, mesmo ele tendo me ignorado no outro dia, eu queria ser amiga daquele menino. Leo havia me conquistado no primeiro momento.
-Não, valeu, tomei café em casa... Mas por que você tá comendo aqui? – ele perguntou, se sentando ao meu lado.
-Bem... Eu não tenho família, sabe... Então eu durmo na escola. – eu respondi, olhando para o nada.
-Ah, desculpa... Olha, eu preciso te contar uma coisa... – mas o que quer que ele quisesse falar, não falou, pois a professora Maura nos chamou para a Sala.
Leo se sentou ao meu lado, e infelizmente (ou felizmente) mal prestei atenção ao filme, porque eu e ele ficamos conversando a maior parte do tempo. Descobri que tínhamos muita coisa em comum.
Durante o resto do dia, nós conversamos e ficamos descobrindo coisas um do outro, e no final das aulas, ele ficou comigo na escola, só “jogando conversa fora”. Tudo estava bem, até que os bobões dos garotos da outra sala (Fernando, Yan, Víctor e Leonardo) jogaram água em mim.
-Droga! – eu fiquei ensopada. Felizmente, estava de calça jeans e blusa preta.
-Ah, desculpa...
-Foi mal...
-Foi sem querer...
-Qualé gente, azar o dela! Vambora! – Leonardo. Idiota. Odeio ele.
[Nota Autoral: Para não causar confusão, Leo vai ser o personagem do Tio Rick, e Leonardo o outro, O.K.? Brigada!].
Leo ficou bravo. Mesmo. Primeiro, ele tirou a jaqueta militar dele e me pediu pra vestir, depois se levantou da escada onde estávamos sentados e disse:
-Hey! “Azar o dela”? Você é idiota mesmo ou só finge? – ele andou em direção aos meninos.
-Seu playboyzinho, fica fora disso! O assunto é dela e meu! – Leonardo se virou e foi embora com seus “amigos”.
-Liz, que assunto é esse? – Leo perguntou, se sentando ao meu lado de novo.
-Nada! Quer dizer, acho que ele gostava de mim. Aí eu não fui ao aniversário dele porque eu estava superdoente e ele ficou com raiva de mim!
-Cara... Que tragédia grega! – ele riu.
-Mas... O que você queria me falar hoje de manhã? — eu perguntei.
-Bem... É que... – mas ele se interrompeu, olhando assustado para o outro lado da rua.
Então, quando eu olhei, eu não podia acreditar.
Era o Minotauro.
Entenda, eu posso gostar de Ciências, mas amo Mitologia Grega, e li toda a série Percy Jackson e os olimpianos, Os Heróis do Olimpo, Odisséia e A Ilíada. E, de repente, o “sujeito meio touro”, como disse Percy, estava ali, um dia depois de Leo Valdez ter chegado à escola.
Eu podia ter pirado. Mas não pirei.
-Leo... Valdez... Maldito seja...! Por que não me contou?! – foi o que eu disse. Sério.
-Eu... Eu tentei, se lembra? Mas não deu tempo... – ele se levantou, me colocou gentilmente para trás dele, e tirou do cinto de ferramentas uma marreta de 2 kl. Eu nem notara o cinto. “Maldita Névoa”, pensei.
Quando o Chifrudo se aproximou, Leo acertou a cabeça dele, o que deixou o monstro zonzo. O modo como ele fez isso me lembrou do Thor, em Os Vingadores, lutando contra o Hulk (informação inútil. Haha).
Eu não podia fazer nada, mas também não podia só assistir. “Se eu chegar até a sala de história...” pensei. Lá havia um arco. Mas também apenas uma flecha. Mesmo assim, entrei na maldita escola e andei pelos corredores. Com uma guinada, entrei com tudo na sala e agarrei o arco e a flecha. Percebi que o monstro se aproximava, e esperei. “Se ele está aqui... Ah... Leo... Por favor, por favor, esteja bem... Se eu sou uma semideusa, seja quem for meu pai, por favor... Não o deixe ir...”.
Nesse momento, o Minotauro entrou na sala, derrubando tudo e soltando um urro terrível. E quando ele olhou pra mim, prendi a respiração e atirei. Acertei bem no olho. Ele urrou de dor e foi se desintegrando. Eu não fiquei pra ver o show. Saí correndo da sala, desviando de escombros e fios, até chegar lá fora.
Encontrei Leo deitado na rua. Sua testa sangrava. Corri até ele, rezando pra ele estar bem, e estanquei o sangue com a jaqueta dele.
-Leo, Leo... Por favor, acorde... Por favor...
Eu tentava segurar as lágrimas. Então eu o ouvi tossindo, e senti ele segurar minha mão.
-Liz... – ele disse, começando a se sentar.
-Leo, você está bem! – eu o abracei, e ele retribuiu.
-E o Minotauro?
-Eu o derrubei... Com uma flecha... – então senti minha cabeça rodar, e desmaiei no colo dele.
-Liz... Liz!
E a última coisa de que me lembro foi do rosto de Leo, me olhando preocupadamente e tirando a minha franja da minha testa.
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