Percy J - A História da Princesa do Mar
9 Um Antigo Inimigo de Liz
Notas iniciais
Meu sonho foi muito estranho.
Nós sete estávamos em um jogo, que era do tipo "rodar a roda". Só que não era dinheiro que apostávamos. Eram perguntas, e tínhamos que responder com a verdade. Annabeth foi primeiro, e caiu em "O que você acha da Liz?". Então eu percebi que todas as perguntas eram sobre mim. E Annabeth respondeu:
-A Liz? Ah, ela é muito infantil! Não sabe lutar, também. É fraca e realmente chata. — eu quase morri. Então me toquei que ninguém me via. Depois foi o Percy. Ele caiu em "Diga-nos como é ter uma irmã mais nova.".
-É horrível. — ele começou. Nessa hora, eu já chorava, ao ver o que meus supostos amigos achavam de mim. — Ela gruda em você, não te deixa fazer nada. E, tipo, cara! Quem anda de skate tão horrivelmente? Dá vontade de morrer! — e aí Leo girou a roda, que deu em "Como é namorar a Liz?". Eu queria mandar parar tudo, mas estava pasma demais para isso.
-Chato. A garota é muito criança, toda melosa, e essas coisas, sabe? Eu queria alguém mais velho, mas fazer o quê... — ele confessou.
Então, das sombras, uma figura surgiu, mas não totalmente, de modo que eu não podia ver seu rosto.
-Veja só, Elizabeth. — a voz era de um garoto, e eu sabia que a conhecia de algum lugar. — Seus novos amigos não gostam de você. Junte-se a mim e ao Manticore, e eu pouparei seus amigos... Seus velhos amigos... — então ele gargalhou, e eu acordei com uma freaiada da van.
***
-Di Immortales! — Nico exclamou de algum canto. — Raios, Annabeth, o que foi isso?
-Tem três animais parados na pista. — ela respondeu, ao volante.
-Ai. — eu exclamei, para que todos me percebessem.
-Graças, Liz! Você acordou! — Will exclamou. — Como está o braço?
Olhei para o meu braço direito. Estava enfaixado, e doía só um pouco.
-Melhor. — admiti. Então eu olhei pros animais que estavam na rua. Eram um chacal, uma raposa vermelha e uma arara-azul.
-Que estranho. — Percy falou. — Esses animais não são daqui.
-Cacilda! Cacilda! — eu exclamei e saí correndo da van. Quando pisei no asfalto, os três vieram ao meu encontro.
-Liz voltou da escola! Liz voltou da escola! Arara! Arara! — a ave exclamou. A raposa e o chacal estavam nos meus pés, e a arara no meu ombro. Os outros saíram da van.
-Hum... Sei que é impossível, mas... Eles são seus? — Leo perguntou. Em resposta Angel pegou a raposa no colo e começou a falar igual neném com ela. — O.K., acho que sim... Explique, por favor, muchacha! — ele pediu, sorrindo. Infelizmente, eu ainda pensava no meu sonho, e não sorri de volta.
-Eles são da minha mãe. — comecei. — Provavelmente, são sagrados, ou algo assim. Sempre sabem onde estou. Eles ficam por aí, só rodando. A Tut e o Anúbis se casaram no Maine, acho.
-Quem? — Nico perguntou.
-Tut é a raposa, Anúbis é o chacal.
-Katrina! Katrina! — a arara exclamou.
-E, é claro, Katrina! — disse, apontando para o meu ombro.
-Estranho. Tut é nome de homem! — Will falou.
-Eu era muito nova! — respondi ofendida. — E Tut é fofo!
Tut rosnou pro Will, do colo da Angel.
-Tut instável! Tut nervosa! Tut ciumenta! — Katrina tagarelou.
Tut bufou e pulou pra van. Anúbis fez um som que poderia ser uma risada e saiu atrás dela. Katrina disse "Hey! Arara esquecida!" e também entrou na van.
-Esperaí! Chacal e raposa? — Percy perguntou inutilmente.
-Esperaí! Poseidon e Atena? Skatista e Arquiteta? — Provoquei. Em parte por causa do sonho, em parte por causa do comentário estúpido. Quem liga? Os dois são felizes juntos! Deixem meus bebês em paz, ora!
-Humph! — ele e Annabeth subiram na van. Nico e Angel foram de mãos dadas. Will ficou tipo "Ô dureza ser solteiro" e subiu também.
-Então... Seu sobrenome é "Fox" por causa da Tut? — Leo perguntou.
-Talvez. — respondi secamente e tentei entrar na van. "Tentei", porque Leo me puxou de volta e me segurou pela cintura bem perto dele. Ele olhou nos meus olhos.
-Por que você está com raiva de mim?
-Não estou. — tentei sair, mas ele me segurava bem forte.
-Elizabeth. O que aconteceu? — ele me encarava com aqueles olhos castanhos brilhantes. Acho que o meu coração devia estar fazendo um belo samba. Eu o abracei e contei o meu sonho. Ele ficou confuso por causa de ser um progama de "rodar a roda", mas entendeu a idéia principal.
-Liz. — ele levantou o meu queixo. — Quem quer que esteja fazendo isso, é só para nos separar. Eu nunca diria isso, nem pensaria sequer, e com certeza Percy e Anne também não. — Eu concordei com a cabeça, e ele me deu um selinho, então me abraçou. Então Annabeth começou a buzinar e nós subimos. Todos nos encaravam, até mesmo os animais. Eu olhei pro Leo, e nos começamos a rir.
***
Umas seis horas depois disso, chegamos a Dallas. Vocês devem estar estranhando, já que eram 40 horas de viagem. Simples: Liz apagou por umas 12 horas, ou mais. Pronto, feito. Aposto que ela não tinha contado isso, né? Continuando, paramos em um estacionamento de Shopping e descemos.
-Dallas é enorme. E nós temos o que, hoje é manhã do dia 06? Então, temos três dias para achar Thalia, fazer OUTRA viagem de 40 horas e entregar ela aonde? Pras Caçadoras? Pro Acampamento? Pra Zeus? Por onde começamos a procurar? — Annabeth perguntou (muitas perguntas, creio eu).
-Começamos comendo! — todos exclamamos em resposta.
-O.K., O.K... Vamos lá!
Depois de cheeseburgers grandes, Cocas grandes e pizzas, podíamos falar como pessoas normais de novo.
-Beleza, e agora? — perguntei.
-Bem, Leo, temos que achar onde Thalia está, mas como Annabeth disse... Liz, o que você está fazendo? — Liz desenhava algo em um guardanapo. Parecia um mapa.
-Calma, Percy. Não vou decepar uma gaivota. — ela murmurou em resposta. Nós a encaramos, e Percy sorriu, dizendo: "Depois eu explico". — Bem, eu tive alguns sonhos. Uma... pessoa, me guiava pela cidade, e nós chegamos neste galpão. — ela apontou para um "X" no mapa.
-Isso não é uma gaivota. É um pato. — Percy comentou estupidamente. Annabeth bateu nele. "AI!".
-Certo. Um pato. Não diga isso pra Tut. — Liz entrou naquela brincadeira. Angel bateu nela. "AI!".
-Não fica longe daqui. — Nico comentou.
-Verdade. Mas é numa zona meio... Perigosa. Mas com o olhar de lobo do Percy, ficaremos bem.
-Aquele olhar que parece que ele vai nos matar e comer o fígado? — perguntei.
-Esse mesmo.
-Ah. Tive o desprazer de conhecê-lo. Mas posso dizer, funciona. — concordei.
-Beleza, vamos lá! — Liz se levantou.
***
Ela nos guiou pelas ruas, virando aqui e ali, dizendo: "Ele passou por aqui." ou então "É por ali."
Eu não sabia a quem ela se referia, mas tive uma sensação de que sabia quem era.
Finalmente, chegamos em um galpão abandonado. Parecia perfeito. Para um monstro. Infelizmente, haviam três pessoas em frente ao prédio, deitadas na calçada. Liz e Angel se entreolharam, e correram para elas.
-Mari! Aninha! Gabi! — elas chamaram.
-Conhecem elas também? — Will perguntou, enquanto nos aproximávamos.
-Sim. — Liz sussurrou. — São da nossa sala.
Olhei para as garotas. Duas eram baixas para a idade, e a outra devia ser da minha altura. Uma tinha cabelos pretos curtos (Baixinha 1), outra louros também curtos (Baixinha 2) e a última era morena, com o cabelo longo. Depois de um tempo, a loura abriu os olhos e começou a se sentar.
-Gabizinha! Você tá bem? — Angel perguntou.
A morena e a Baixinha 1 começaram a se sentar também. Logo, estávamos sentados, conversando.
-Nós fomos transferidas pra cá. — a morena, que era a Aninha, ou Ana, explicou. — Estávamos no Shopping, com meu primo, quando ele resolveu nos trazer pra cá.
-Então, ele começou a falar algo, como se fosse um feitiço. — Mari, ou Mariana, a de cabelo preto, continuou. — Então apagamos.
-Agora, nós acordamos e encontramos vocês. — Gabi, ou Gabriela, concluíu. — Aliás, o que você esta´fazendo aqui, Liz? Você devia estar no hospital! E com eles? — ela fez um gesto em nosso direção, como se estivesse com nojo.
-Ah. Eles. Bem, eles são... — ela pensou rápido. — Eles são meus amigos, do curso de espanhol. O moreno, de olhos verdes, é meu primo, que mora em Dallas. Ele me buscou no hospital, pra mim ficar com ele. Estamos procurando nossa outra prima, que estava por aqui.
-Legal. Tipo, espanhol. — elas não pareciam me reconhecer, e nem se tocaram do fato de a Liz não ter família.
-Como é esse seu primo? Nós precisamos ter uma... Conversinha, com ele. — Percy perguntou.
-Ele é alto, moreno. O cabelo dele é bem liso, e ele usa de lado. Usa aparelho. — Aninha explicou. Olhei para Liz, reconhecendo a descrição, e ela estava de olhos fechados, respirando profundamente. — O nome dele é...
-Leonardo. — Liz terminou. Ela abriu os olhos, e eles estavam em fúria, como um mar revolto.
-Bravo! Bravo! Que pena que demorou para perceber, Elizabeth... Você é uma garota muito inteligente! — Leonardo saiu de dentro do galpão, batendo palmas.
-Armadilha. — Percy pegou a espada, e vi que todos faziam o mesmo. Mas Liz estendeu o braço, nos afastando.
-Desculpem. — murmurou. — Isso é um assuntou meu e dele.
Então, ela puxou o tridente, e o bateu no chão, formando uma cratera em forma de círculo, isolando ela e o garoto.
-Leonardo Underworld, hoje, nós finalmente iremos ter nossos problemas resolvidos. — Liz disse, largando o Tempestade no Oceano e puxando Lâmina de Fogo. — Brisingr!
-Interessante... Mas você vai precisar mais do que isso para acabar comigo! — ele puxou a espade dele e atacou.
Notas finais
Eu disse talvez.
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