Percy J - A História da Princesa do Mar
12 Segundas Chances
Notas iniciais
OI PEOPLE!
Bem, quero avisar que vou postar com menos frequência, já que esta semana começo os preparativos para as aulas, acordar e dormir cedo... Enfim! Sorte de vocês que a fic está no fim (ou azar! que triste!)!
Dedico o capi a Cherry, que fez uma recomendação linda! Se eu pudesse daria um Leo da vida pra você *-*!
Bem, quero avisar que vou postar com menos frequência, já que esta semana começo os preparativos para as aulas, acordar e dormir cedo... Enfim! Sorte de vocês que a fic está no fim (ou azar! que triste!)!
Dedico o capi a Cherry, que fez uma recomendação linda! Se eu pudesse daria um Leo da vida pra você *-*!
Você sempre come tanto assim? — ele perguntou. Durante esse tempo todo, ele tentava ao máximo descobrir coisas sobre mim, mas ainda não estávamos realmente namorando de novo. Eu tentava não aparentar, mas tinha que me segurar para não beijá-lo toda vez que a distância entra nós era pequena, ou para não abraçá-lo sem motivo, ou tentava não deixar ninguém me ver chorando por causa da dor do meu coração. O.K., continuando, ele estava sendo meu melhor amigo, como ele era antes de estarmos juntos. Mas, droga!, eu queria ser muito mais que uma melhor amiga! Sim, queria ser A melhor amiga dele, estar sempre ao lado dele, quando ele precisar ou não, mas eu queria ser a namorada ciumenta e carinhosa dele também! Ah, esquece, é complicado demais pra entender. Vish, me distanciei da conversa, foi mal. O.K., perguntou se eu sempre comia tanto assim. Não, pra falar a verdade. — respondi, encarando o biscoito. — Acho que estou muito nervosa esses dias, e estou comendo mais. — dei de ombros. Separei as duas metades, lambi o recheio e depois comi o biscoito. Ouvi Leo rindo. Que foi? — perguntei. Nada. Eu só gosto do seu jeito. — ele continuou andando, mas eu parei estática. S-será que... Não. Impossível. Ele não poderia estar se... Se apaixonando por mim uma segunda vez? ANTES de recuperar a memória? Liz? Elize? — Elize. Um apelido que ele inventou pra mim.C-continue andando, Valdez! -dei um empurrão nele, e ele devolveu pra mim. Acabamos por chegar nos Estábulos. Pingos de chuva caiam, mas eu estava com meus sentimentos tão confusos (de novo), que eu precisava de algo para me distrair. Peguei a minha égua, uma das únicas do Acampamento, e comecei a cavalgar. *** Depois de um tempo, Quíron resolveu colocar alguns cavalos não-alados no Acampamento (u-huuuu! Uma coisa que eu lembro!). As únicas éguas eram a de Liz, Estrela Negra, e a de Angel, Favorita . Elas apareceram de repente nos Estábulos, e Lizzie não deixou ninguém expulsá-las. Estrela era uma égua bem alta, comprida. Negra, com as patas brancas, assim como a marca de ouros na testa. Eu disse pra Liz que não era uma estrela, era um naipe de ouros, mas ela disse que era um tipo de estrela, então tá. Estrela Negra é estrela e ninguém muda. Favorita era alta e comprida também, mas cinzenta, com a crina e o rabo dourados. Começou a chuviscar. Liz, tá chovendo. — falei, quando ela passou por mim, montada na Estrela. E? — ela retrucou, nervosa.... — resolvi deixar quieto. Percebi que algo estava errado, pois a chuva aumentou e ela não fazia questão alguma de ficar seca. Logo, éramos dois encharcados. Liz, vamos! Você vai pegar um resfriado! — disse, pegando a corda do cabresto e guiando Estrela para a baia.Quem liga?! — ela gritou.EU ligo. Vem! — estendi os braços para ela, como se ela fosse pular pra mim. Ela ergueu o olhar, e percebi que ela chorava lentamente. Me peguei pensando em como uma pessoa podia ser tão linda e maravilhosa. Ela realmente pulou nos meus braços, apoiou a cabeça no meu ombro, e começou a chorar de verdade, com soluços de cortar o coração. Fiquei pasmo por um momento, mas depois soube o que fazer: abracei ela e perguntei baixinho o que é que a estava incomodando, que estava tudo bem, que nós iríamos resolver juntos... Não sei de onde eu tirei tudo isso, nunca fui bom com palavras, mas com ela tudo fluía naturalmente. Depois de alguns minutos, levantei o queixo dela delicadamente. Encarei aqueles olhos verdes profundos, depois baixei os olhos para os lábios rosados dela. Não sei por que, talvez fosse o momento, talvez um reflexo das minhas memórias perdidas, mas fechei os olhos e me inclinei em direção aos lábios dela. Podia sentir a respiração dela na minha pele, e tinha consciência das mãos dela nas minhas costas, me apertando levemente, hesitantes. Cheguei mais perto ainda, nervoso, não me lembro, não sei se era meu primeiro beijo ou não, quem se importa? Eu estava tenso, mas assim que meus lábios encontraram os do dela, todo o nervosismo de nós dois se foi. Foi rápido e de leve, mas carinhoso. Os lábios dela eram tão doces e macios quanto aparentavam. Quando nos separamos, fiz menção de me desculpar, mas ela percebeu e negou com a cabeça. Em silêncio, demos as mãos e fomos em direção aos chalés.
Ao chegarmos perto do Chalé de Deméter, Link (sim, igual ao elfo de Zelda) Wood, de cinco anos, se aproximou de Liz com algo na mão. A chuva ainda caía forte, então só percebi o que era quando ele chegou bem perto. Tia Liz! Tia Liz! — não me pergunte por que, mas todas as crianças pequenas chamavam Elize de "tia". Link estendeu um passarinho pequeno. — Tia, meu passarinho não se mexe! Não tá respirando! Concerta! — ele pediu, com lágrimas nos olhos grandes e escuros.Link. — Liz começou, passando a mão nos cabelos negros dele. — Ele é um ser vivo. Não é algo que possa ser concertado. A vida dele aqui acabou, mas ele irá renascer como uma flor, ou como um arbusto, entende? Faça o seguinte: enterre ele num lugar bem bonito no bosque e faça crescer flores bem bonitas em volta, O.K.? — ela disse de uma forma muito suave e calma, como eu nunca conseguiria fazer. Link assentiu e saiu andando pra dentro do Chalé.Você foi incrível. — admiti.Amo crianças. — ela sorriu pra mim. Um sorriso caloroso e aconchegante, com as covinhas a mostra. Como alguém pode ser tão charmosa? Então ela espirrou.Liz, você está gripada!Hã? Não, não estou! — outro espirro.Vou ter que cuidar de você! — concluí, pegando ela nos meus braços.Leo... O quê você tá fazendo? Eu posso andar! — ela começou a se debater levemente. — Além disso, sei me cuidar! Percy está na escola, portanto, eu cuido de você! — disse, ignorando o que ela falou. — Além disso, você é tão delicada como um coral! — cutuquei. Ela me fuzilou com olhar. Seu... — ela me xingou em grego, mas parou de se debater. Sorri. *** Quando chegamos ao meu chalé, eu me colocou delicadamente na cama de baixo do beliche, e se virou para a porta. Subi pela escada até a cama de cima, que era a minha, e dei uma espiada em Leo. Ele havia tirado a camisa e estava torcendo ela, pra escorrer a água. Ele não tinha um corpo divino ou algo assim, mas eu corei mesmo assim e me virei para a parede. Senti ele subindo pela escada, e me virei para ele. Graças, ele estava vestido novamente. Ele sorriu pra mim.Gostou do que viu? — perguntou cinicamente.Caso o senhor não saiba, no nosso primeiro encontro, o senhor nos levou pra nadar numa praia, O.K.? — respondi rindo.Eu levei? — ele franziu as sobrancelhas. Assenti. Ele me analisou de cima a baixo. — Cara, eu queria me lembrar de você de...Não termine a frase! — eu o interrompi. Ele riu, e percebi que ele estava brincando. No fundo, eu sabia que era um pouco verdade, mas Leo não era, hum... Ah, vocês entenderam! Ele deitou do meu lado na cama, e ficou observando as fotos que eu colei na parede. Haviam desenhos de vários personagens de PJO, fotos de minhas amigas e eu, fotos da minha mãe e eu... Leo apontou para uma que eu tinha seis anos. Eu acabara de perder os dentes da frente, não era nem uma janelinha, era uma porteira! Meus cabelos estavam louros e bagunçados. Mamãe me carregava, e eu sorria.É você e sua mãe, não é? — ele perguntou. "Hum-hum".Você era bem lourinha. — eu sorri. Tive que me virar para o lado pra espirrar. Tremi de frio. Leo percebeu e puxou os lençóis sobre nós dois, e me puxou pra perto dele, me abraçando. Acabamos dormindo assim. Eu nunca estive tão feliz. ***Ah-há! — escutei alguém gritar me acordando. Abri um olho, e vi Nico sorrindo maliciosamente. Ouvi Leo gemer, frustrado.Você sempre entra nos Chalés assim, pra espiar as pessoas? — Leo perguntou, irritado.Não, só quando eu preciso chamar alguém pro jantar! — Nico respondeu. Eu e Leo nos entreolhamos e começamos a rir sem motivo. Nico ficou lá com cara de nada, e Leo começou a descer da cama.Você vem? — ele me chamou.Não. — neguei com a cabeça. — Estou com sono. Acho que é a gripe. — me deitei de novo, ainda olhando pra ele. Ele se curvou sobre mim e me deu um beijo demorado na bochecha, que me aqueceu mais do que aquelas cobertas.Melhoras, O.K.? — ele desejou preocupado, e me deu outro beijo, na testa. Então ele e Nico saíram do chalé, empurrando um ao outro. Acabei adormecendo pensando no Leo, com um sorriso nos lábios.
Notas finais
Lizabeth é fofo mesmo com amnésia!
Aiai, já falei que eu amo esses dois juntos (por que será, né?)?
Beijos de chocolate!
Aiai, já falei que eu amo esses dois juntos (por que será, né?)?
Beijos de chocolate!
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