Percabeth a bordo do Argo II
5 Alguém pediu uma porção de semideuses confusos mais o cara do vinho?
Notas iniciais
Annabeth
De volta ao navio.
Resumindo, Frank, Percy e eu encontramos alguns monstros, Hazel e Leo enfrentaram ninfas, Narciso e encontraram Nêmesis, Nico vai morrer e estamos fugindo. Coisas normais na vida de qualquer semideus. Depois de algumas horas, o sol já estava quase se pondo, Leo surgiu no tombadilho superior.
– Estamos a salvo, pelo menos por enquanto. – ele parou um minuto para respirar – Reunião no refeitório em uma hora. – completou arfando e seguindo para sua cabine
Todos tomaram um bom banho, o treinador Hedge assumiu o leme e fomos para o refeitório jantar e discutir qual seria o próximo passo. Depois de todos contarem seus relatórios de missão, Leo disse:
– E agora? – perguntou com uma fatia de pizza nas mãos – Fiz um pequeno conserto para podermos voar, mas ainda tem muita coisa pra fazer, vamos precisar pousar de novo antes de cruzarmos o Atlântico.
Ficamos conversando por um bom tempo, tentando resolver dúvidas (o que só nos fazia arranjar mais delas), descobrir o paradeiro de Nico di Angelo, decifrar a profecia e tentar transformar essa missão em algo menos confuso, como sempre, não deu certo.
– Então, para onde vamos agora? – perguntou Hazel
– O que vocês acham do Kansas? – indagou Piper
– Por que Kansas? – dessa vez foi a minha vez de perguntar
Piper nos contou que tem visto cenas em sua adaga, como nos sonhos de semideuses, parecia que ela não contou tudo, mas nos revelou que viu uma placa de quilometragem com os dizeres "Topeka 51", um homem de roxo com uma taça e videiras no chapéu e o fato de parecer estar convidando ela para conversar.
– Parece Baco. – concluiu Jason
– Aff: Dioniso. Sério? Vamos até Kansas só para ver o sr.D?
– É única pista que temos. – eu disse
Com isso, todos foram dormir e esperar o encontro com o deus do vinho amanhã.
–
Como sempre, não dormi bem. Os mesmos pesadelos. Atena me dando uma tarefa estranha e aparentemente impossível, ela me dando uma bronca e etc. Nada fora do comum.
Tomei um banho, me troquei e peguei um sanduíche no refeitório. Quando subi todos já estavam lá.
– Bom dia Annie! – Percy me recebeu com um sorriso no rosto
Deuses, eu AMO aquele sorriso, e aqueles olhos verdes intensos, e aquela boca, e aquele cheiro de maresia. Eu amo aquele garoto por completo.
– Bom dia Cabeça de Alga, dormiu bem?
– Mais ou menos, pelo visto você também não teve sorte.
Esfreguei os olhos, provavelmente estava com olheiras.
– Não esquenta, você é linda de qualquer jeito. – dito isso ele me de um longo e demorado beijo que me fez sentir como se tudo ao nosso redor não importasse mais.
– Eu te amo. – disse ele surrando
– Eu também. – respondi no mesmo tom de voz
– Ei casalzinho! – era Leo — Me desculpe atrapalhar, mas Annabeth, você é a única aqui com o mínimo conhecimento de engenharia, poderia ficar pra ajudar?
– Ele está certo Percy. Preciso ficar para ajudar.
– Sim, o treinador Hedge vai consertar as balistas quebradas, enquanto você e eu ficaremos na sala de máquinas.
– Então, Piper com certeza vai, afinal a visão é dela, obviamente Jason não vai deixa-la logo também vai, e quanto a Frank e Hazel? – Percy perguntou
– Eu vou me transformar em algo voador para dar uma olhada no perímetro e ver se vejo águias romanas. – respondeu Frank
– E eu vou ajudar Frank. Chamarei Arion e farei uma busca por terra.
– Tudo bem então. Seremos Jason, Piper e eu. – concluiu Percy
Percy
Andamos muito e nada da placa Topeka 51. Sinceramente eu não estava animado em ver o sr. D, preferia estar ajudando de alguma forma Annie, é que tipo, eu amo ela e adoro ficar com ela. Vimos em um antigo outdoor que ainda faltavam uns treze quilômetros para andar.
– Bem, pelo visto vai ser difícil chegar lá. Se bem que... Posso chamar um amigo. – disse Jason
– Jura? Eu também, quem chega primeiro? – respondeu Percy
Jason assoviou, enquanto eu somente fechei os olhos e me concentrei. Em pouco tempo, vi ao longe um borrão negro que rapidamente se transformou em um borrão negro alado e logo depois em um pégaso negro alado, ele ia se aproximando ao mesmo tempo em que trovões retumbavam no céu e o ar ficava carregado de energia.
– Esse é meu velho amigo Blackjack. – eu disse
– E esse é meu velho amigo Tempestade. –apresentou Jason
Tempestade era de fato impressionante. Era literalmente uma nuvem de tempestade, soltando raios e faíscas a todo o momento. Montei em Blackjack ao mesmo tempo em que Jason e Piper montavam em Tempestade.
O que era para parecerem horas caminhando foi transformado em minutos voando, ou melhor, disputando. Instintivamente Jason e eu disputamos para ver quem chega primeiro, resultado: empatados.
– Chegamos. – eu disse – Cadê o cara do vinho?
– Um minuto. – disse uma voz vinda dos campos – Com tantos nomes para me chamar você me chama de cara do vinho? Tipo... Tem coisa melhor sabia?
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