Mas é claro que eles deram um jeito. Eles sempre davam.

Percy só não esperava que essa solução não o incluísse. Ele não esperava que Reyna e Luke iriam aos caras, dizendo que a dívida era única e somente de Percy, e que iriam ajudá-los a conseguir arrancar a grana dele.

Fizeram isso no dia seguinte.

Percy ainda estava dormindo, quando no dia seguinte o telefone tocou. Ele atendeu e lá estava. A explicação de Luke sobre o que aconteceu, sendo contada simplesmente como se eles estivessem num jogo e ele mudara de time.

Percy ficou furioso e a única coisa que podia fazer era pedir ajuda ao Nico. O pai do garoto tinha enviado algum dinheiro à ele e Percy o entregou como uma "parcela", para que não acabassem com ele.

E então, no primeiro dia de aula naquela escola maldita, ele a viu, chegando no seu Mercedes gigante. Com um olhar, ele soube: ela já estava no papo. Arrancar algum dinheiro daquela mimada ia ser moleza.

Semanas depois, percebeu que tudo tinha dado errado quando passou uma noite em claro pensando nela. Depois daquela vez que tinham brigado, Percy se contorcia de culpa ao pensar nas lágrimas nos olhos dela. Ele tinha causado aquilo. Ele tinha feito seus lindos olhos cinzas ficarem vermelhos e ele quase podia ver a fraqueza dela emanando do seu olhar. Ela ficara simplesmente arrasada.

Tudo que queria era ir atrás dela, impedi-la de tomar aquele táxi, puxá-la pra si e pedir desculpa. A expressão tensa que mantinha no rosto nunca foi por causa da discussão e sim pelo que ele se impedia de fazer, mas é claro, ela interpretara errado. Para ela, ele simplesmente a tinha usado.

Às três horas da manhã, não conseguia mais ficar deitado. Precisava fazer alguma coisa, precisava reconquistar a confiança dela. Queria mantê-la afastada para que ela não se metesse na sua merda de vida e que não sofresse pelos seus problemas, mas isso não deu certo. Não conseguia se manter longe dela, por pior que fossem as consequências para os dois. No dia seguinte, ia pedi-la oficialmente em namoro e precisava de um anel para isso. Annabeth só merecia o melhor.

E é claro, tudo deu errado de novo. Percy foi pego e sua única opção foi ligar pra ela pedindo ajuda. Que patético.

E horas depois estava ali. Tudo que podia fazer era se arrepender de ter envolvido ela em tudo isso, mas agora era tarde. E ele precisava fazer alguma coisa.

Já tinha um plano arquitetado na cabeça. Precisaria de duas pessoas. Uma delas, com certeza seria Nico, seu melhor amigo. Mas e quanto à outra? Em quem mais ele confiara, além de Nico e Annabeth?

Pegou o celular e ligou pra Calipso.

* * *

–Hmm, Alô?

–Cally?

–Quem é?

–Sou eu, Percy.

Silêncio na linha. Ele sabia, tinha que escolher as palavras certas agora.

–Tem uma coisa que eu preciso te pedir.

–Percy, eu estou com raiva de você. E sabe que horas são? Vou desligar o telefone e voltar a dormir, se vira.

Ele suspirou. Já viu que teria que ser direto.

–Eles levaram Annabeth.

–...O quê?

–Annabeth. Eles levaram Annabeth. — Repetiu.

Mais silêncio. Pelo menos ela não desligara na sua cara.

–Como assim? Quem a levou?– Perguntou. Sua voz estava neutra agora.

–Você sabe quem. — A voz de Percy estava rouca, ele mal conseguia conter as emoções. — Eu já te falei deles, Cally.

–Percy...Vamos chamar a polícia...- Ela finalmente havia entendido o que estava acontecendo.

–Não! — Ele a interrompeu. — Se eles souberem vão matá-la, por favor, não faça isso.

–E o que você pretende fazer? - A voz de Cally era séria.

–Eles só querem o dinheiro. Acho que sei onde posso conseguir. — Ele explicou. — Mas eu preciso da sua ajuda. Por favor.

–Eu não sei...– Calipso respondeu, hesitante.

–Por favor, Cally. Você é a única pessoa que eu confio.

Ela ficou em silêncio na linha por alguns segundos. E então, suspirou.

–Você realmente a ama, não é?

–Você nem imagina.

–Certo. Me encontre naquele café em meia hora.– E desligou.

* * *

–Então, em qual encrenca você vai me meter dessa vez, Jackson? -Ela tomou um gole do café.

–Cally, já fomos melhores amigos. Você foi a única naquela escola que aprendeu a confiar em mim.

–E me arrependi muito. — Ela assoprou a xícara.

–Eu sei. Mas eu só espero que você entenda a situação... Aquilo que aconteceu entre nós nunca deveria te acontecido.

Podia-se notar uma ponta de tristeza em seus olhos castanhos. Ela tomou mais um gole do café, amargurada.

–Tudo bem. Continue.

–Eu te amo, Cally. Mas nunca foi desse jeito que você pensou. Sinto muito por tudo que aconteceu.

–Eu entendi! — Seu tom de voz se elevou. — Eu não sou idiota que nem você.

Percy surpreendentemente sorriu.

–Tudo bem, tudo bem. Eu sou o único na escola que sabe que você não é tão bobinha quanto parece. Você também tem um lado negro, Calipso.

Ela revirou os olhos, impaciente.

–Certo, desembuche logo, panaca. O que temos que fazer pra salvar a donzela em perigo?

–Precisamos arranjar dez mil dólares. — Percy falou, tentando se manter calmo. Batia com os dedos insistentemente em cima da mesa. — Cinco que eu estou devendo, e mais cinco, por precaução.

–Não se dá cinco mil dólares por precaução... — Cally murmurou.

–Pra eles sim.

–Certo, Einstein, e onde você pretende arrumar essa grana?

–Com meu pai. — Percy suspirou.

–Como é? — Ela franziu o cenho e então riu. — Você vai pedir para aquele velho egoísta dez mil dólares? Acha mesmo que ele vai dar?

–Nunca disse que eu vou pedir. — Percy olhou para a mesa, ainda batendo os dedos na toalha. Mal tocara no seu café. — Vamos à casa dele hoje. Eu, você e Nico. Meu pai tem um cofre no porão com no mínimo o dobro dessa quantia.

–Como você sabe?

–Já roubei de lá antes. — Murmurou, envergonhando por ter que admitir qualquer tipo de dependência do pai. — De qualquer modo, é rápido e fácil. Ele nem irá perceber. Pegamos o dinheiro e o levamos ao porto, que é onde eu imagino que eles estejam. Eles soltam Annabeth e damos o fora dali, livres.

Calipso o encarou, num misto de desconfiança e hesitação.

–Eu vou ter algum lucro nisso?

–Te dou dois mil.

–cinco mil. — Negociou.

–3 mil.

–3.500

–Certo. 3.500 então. — Percy bufou. Cally sorriu, vitoriosa.

–Então vamos não é? Annie deve estar desesperada, coitada. — Cally se levantou da mesa. Percy se levantou logo depois, deixando uma nota de dez dólares em cima da mesa para pagar os cafés.

–Antes, temos que buscar o Nico.- Falou.

E saíram do café para o ar frio da noite.

Notas finais
AÍIII ESTA PRA QUEM BOIOU UM POUCO NO ULTIMO, EXPLIQUEI A TRETA QUE ACONTECEU ENTRE LUKE, REYNA E PERCY. MAS CALMA, VAI TER MAIS SOBRE O QUE ELES TIVERAM U.U PQ ACREDITEM, É MUITA TRETA, HAHA enfim, espero que tenham gostado e tal.. NÃO PERCAM O PRÓXIMO CAPÍTULO, VAI SER FODA PRA CARALHO psé. Vou ficar sem postar por 4 dias, pois vou viajar, mas domingo à noite eu prometo proces, vou postar *0* AH, SIM. PREPAREM AS LÁGRIMAS MUAHAHAHAHA NÃO, MAS SÉRIO. VAI SER TENSO. REVIEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEWS? beijos, blue cupcake.