Notas iniciais
Oieee LEIAM AS NOTAS FINAIS ! *3* xau

–Alô? — Atendi. Na linha, pude ouvir algumas vozes baixas e outros telefones tocando. — Oi?

–Annie... Sou eu. — Uma voz masculina falou. Reconheci-a quase de imediato e um frio tomou minha barriga. Tentei controlar o sorriso na minha voz para que ele não percebesse. Percy finalmente tinha me ligado!

–O que você quer? — Perguntei, tentando fazer uma voz indiferente, com muito fracasso.

–Eu...Estou com problemas. — Ele suspirou na linha. Minha alegria murchou. Eu sabia que tinha algum motivo pra ele ter me ligado! Droga.

–E o que eu tenho a ver com isso?

Ele soltou um suspiro cansado. Agora que eu percebi, sua voz parecia ter envelhecido vários anos.

–Por favor. Eu só preciso conversar com você. — Ele fez uma pausa e eu aguardei em silêncio. — É sério. Será que você não pode me encontrar?

Olhei para Claire, junto com minha mãe. Ela apontava alguma coisa na paisagem de Nova York, animada, e minha mãe sorria enquanto pagava uma lembrancinha do Empire state que um cara estava vendendo.

–Agora? — Perguntei, hesitante.

–Bom.. Eu acho que posso esperar até...?

–Cinco horas. — Falei, tentando conter o entusiasmo na voz. — Certo, te encontro às cinco horas. Você está em casa?

–Bom... Não.

–Aonde você está? — Minha voz soou desconfiada.

–Em uma delegacia na quinta avenida.

–Percy. O que você está fazendo aí?

Ouvi algumas vozes alheias reclamando na linha.

–Er, vou ter que desligar. Tchau.

–Mas espera, Per..- Ele desligou.

E eu fiquei lá, plantada, no alto do Empire state, imaginando porque meu ex namorado teria sido preso.

* * *

–Mãe, estou saindo. — Falei, agarrando a mochila jogada no sofá da sala. Ainda estava suada daquele sol que tomamos no prédio, então prendi meus cabelos em um rabo de cavalo. Mesmo assim, estava com cara de acabada.

–Aonde você vai? — Victoire questionou. Disse que ia apenas fazer trabalho na casa de uma amiga e ela me deixou sair tranquilamente, falando que era o mesmo que Claire iria fazer hoje.

–Ela não está de férias? — Perguntei, abismada com a perspectiva de um trabalho durante as férias.

–Você conhece a sua irmã. — Minha mãe sorriu, orgulhosa. — Ela diz que quer fazer uma "super mega blaster top redação" pra entregar quando as aulas voltarem.

–Ah. Claire. — "nerd" murmurei comigo mesma. Então lembrei que eu também era assim. Que horror.

Saí pela porta e chamei um táxi.

Você deve estar se perguntando porque eu realmente fui. Afinal, não tinha tudo acabado entre nós?

A verdade era que, eu não queria mais me sentir sozinha. Eu daria tudo para ter de novo aquela sensação de segurança que eu sempre sentia nos braços dele. Eu estava triste e assustada, e tudo que eu precisava era de alguém que me dissesse que tudo ia ficar bem. Eu me sentia uma idiota fraca por ir até lá, correndo de volta pros seus braços, mas o fato é que... Eu queria ele naquele momento. Eu precisava dele.

Logo eu estava em frente à 13º delegacia, na quinta avenida.

Subi as escadas e atravessei as portas de vidro branco, sem saber realmente o que encontrar. Nunca tinha entrado em uma delegacia antes.

A verdade, era que estava vazia. Afinal, era segunda feira. (quem cometeria um crime na segunda feira? é segunda feira!) Até bandidos parecem ter preguiça de começar a semana.

Quer dizer, menos o Percy, ao que parece.

Me encaminhei para um balcão onde uma garota uniformizada falava ao telefone ávidamente. Ela me fez um sinal para esperar e então, quando desligou, eu lhe falei:

–Er... Estou procurando Percy Jackson...? — Eu não sabia realmente o que eu deveria dizer. Mas ela simplesmente fez um sinal para eu segui-la.

Atravessamos um corredor cheio de celas temporárias e na última ela parou, tirando as chaves do bolso e abrindo as grades.

–Você tem visitas, rapaz. -Ela me empurrou pra dentro e fez um sinal de que esperaria logo no final do corredor, caso acontecesse algo.

E lá estava ele, sentado no chão com os joelhos dobrados. Uma das mãos cobria seu rosto, mas ele a tirou de lá assim que ouviu meus passos. E, meu deus, como era bom ver aquele rosto familiar novamente.

–Annabeth. — Seus olhos verdes faiscaram. Ele se levantou num salto e me abraçou forte. Eu sentia meus braços, inertes, surpresos por aquele afeto, depois de tudo que tinha acontecido. Depois que ele me soltou, eu olhei em volta da cela, surpresa.

–Percy... O que você fez? — Perguntei.

A garota que dizia estar esperando no final do corredor aparentemente estava logo ao lado, espiando nossa conversa, pois ela se surgiu novamente, prestativa:

–Ah, eu digo o que ele rapazinho fez. — Ela colocou as mãos na cintura. — Foi pego em flagrante tentando roubar uma loja de roupas femininas!

Percy corou violentamente.

–Que mentira! eu estava tentando roubar uma joalheria! — Cruzou os braços. A policial lhe lançou um olhar irritado.

–Cale a boca! Quer piorar a sua situação? — Ela suspirou, impaciente. — A fiança pra uma loja de roupas é 600 dólares. A de uma joalheria é 5.000. Eu sei que você não é tão mal assim rapaz, então fique quieto e pare de falar besteiras!

Percy suspirou, derrotado.

–Tá. Agora pode nos deixar conversar à sós?

Ela me lançou um olhar, interessada, mas se retirou logo depois. Dessa vez, me certifiquei se ela tinha ido realmente até o fim do corredor.

–Sabidinha. — Ele sorriu, se aproximando. Pude sentir em seu hálito um forte cheiro de cigarro misturado com balas de menta. Até que era um cheiro bom. — Eu senti a sua falta.

–Você não foi na escola hoje. — Observei.

–Sim. Eu... Eu estava aqui. Ha. — Ele riu, sem humor.

–Sua ex namorada me ameaçou de morte.

–O quê? — Ele franziu o cenho. — Reyna?

–Exatamente. Meus pais desconfiam de mim. A escola inteira me odeia e me considera uma piranha. Até mesmo Calypso. — Dei uma pausa. — Percy, você praticamente transformou minha vida num inferno.

–Eu? — Ele deu um sorriso presunçoso. — Annie, fui eu quem comecei com a sua vida.

Eu admito. Nessa hora, eu senti vontade de socá-lo bem no meio da cara.

–Certo. Estou indo embora. Se vira, seu maluco. — Comecei a caminhar pra fora da cela, mas ele me puxou pelo braço. Pra, hã... bem perto.

–Fala sério. Alguma vez na vida você já sentiu tantas coisas? Tantas emoções diferentes? — Ele sorriu.

–Hã, acho que você não entendeu, colega. Todos me odeiam. Isso não é muito bom.

–Tá, tá, eu sei, é horrível e tudo mais. — Ele revirou os olhos. — Mas Annie. Vai me dizer que não é legal ter a sensação de que algo realmente interessante está acontecendo na sua vida. Sentir que... Você pode sentir tudo.

–Percy, você está drogado? — Perguntei, encarando-o desconfiada. Ele estava falando umas coisas estranhas.

–Agora não. — Ele respondeu. Certo, depois eu me preocuparia com o fato de ele ter dito "agora". — Mas é sério. Pense um pouco.

Então, de repente, me veio a lembrança de quando ele me levou de moto até em casa. Eu lembrava como ele acelerava na avenida vazia, e eu via apenas as luzes de Nova York piscando, e o vento transpassando meus cabelos, enquanto eu abraçava Percy.

Lembrei de nós dois no meu quarto, assistindo Nemo, dando risadas bobas. E ainda daquela vez que matamos aula em um parque desconhecido, sentados em cima de uma àrvore, ouvindo os passarinhos piarem em pleno centro da cidade.

Lembrei da festa, do medo que senti quando Cally descobriu, da desconfiança de Reyna e da indiferença de Nico. E quando chegamos ao apartamento de Percy e tivemos uma noite maravilhosa.

Eu nunca tinha vivido nada parecido com aquilo. Nunca pude dizer que minha vida era emocionante, mas depois de tudo isso...

Eu finalmente estava entendendo o que ele queria dizer.

–Você tem razão, eu acho. — Murmurei.

–Não falei? — Ele riu. — E o que você sente agora?

–Medo. — Respondi de imediato.

–De Reyna? Relaxa, eu não vou deixar ela fazer nada com você...

–Não, Percy, de você. — Eu me afastei dos seus braços. -Você está certo e tudo mais, mas até que ponto você vai? você está em uma delegacia, sendo acusado de roubar uma joalheria, sabe-se lá porquê. Você podia ter se metido em encrenca. Eu não quero o mesmo pra mim.

–Isso foi.. um pequeno deslise, eu acho. — Ele deu de ombros. — Não aconteceu nunca. E nunca vai acontecer com você, Annie. Eu não deixaria você cometer o mesmo erro que eu.

Eu continuei em silêncio, mordendo os lábios com os pensamentos novos que surgiam em minha mente. Fui interrompida dos meus devaneios, quando ele me estendeu a mão.

–Sabidinha, volte pra mim. — Seus olhos verdes prenderam-se aos meus. Ele não sorria, sua expressão era mais de necessidade.

Mas será que ele necessitava de mim o quanto eu necessitava dele?

–Eu não sei... — respondi, encarando o chão.

–Por favor. Eu prometo que vai dar tudo certo.

Eu fitei seus olhos novamente e antes que eu pudesse controlar minhas pernas, eu caminhei de volta à ele, segurando seu rosto em minhas mãos e beijando-o. Ele passou os braços em minha cintura e me levantou do chão.

E lá estávamos nós de novo.

Notas finais
REVIEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEWS? Então, postei rapidinho pro povo que tava em abstinência *o* alguém consegue adivinhar porque ele assaltou uma joalheria? humm... Muitas surpresas no próximo capitulo ! *0* me digam se esse ficou ruim, qualquer coisa, eu refaço... é que eu quero deixar bem claro qual o "objetivo" de vida do Percy. Se não ficou... me avisem ;) (pra quem não entendeu, lembram que na sinopse, percy dizia que annabeth não tinha "vivido" o suficiente? tentem captar a mensagem.. ) enfim, senti saudade docês bezos B.C.