Notas iniciais
Aquii está õ Capitulo gigante proces *0*

–Ei! Annie! Hoje é um grande dia!

–Mmh? Porquê? — Perguntei, curiosa.

Claire pulou animada na cozinha. Parecia que sua energia não acabava nunca.

–O papai vai me levar para conhecer o Empire State Building! É muuuuuuuito alto lá!

–É, eu ouvir dizer. — Resmunguei.

–Você nunca foi? Ah meu deeeeeus. Mas você mora aqui!

–Claire, eu nunca tive tempo de ir. Tenho mais coisas pra fazer. — Mordi a torrada, irritada. Aquele café da manhã estava com gosto de papelão. Tudo estava com gosto de papelão.

Claire fez uma careta

–Credo, que humor é esse? Espera! — Ela fez uma expressão pensativa. E então, saltou pela cozinha e agarrou o vestido de Victoire. — Mãe! A gente podia levar ela com a gente! Annie disse que não conhece o Empire State....

Minha mãe sorriu, divertindo-se com a minha expressão de "por favor, não".

–Bom, acho que é uma boa ideia. — Ela deu um sorriso cúmplice para meu pai. — Annabeth, que horas você sai da escola? Passaremos lá para te buscar.

–Af. Um hora. — Respondi, bebendo o suco de laranja. Então, discretamente murmurei para minha mãe para que Claire não ouvisse: — Eu tenho mesmo que ir?

Ela me olhou, severa.

–Sua irmã só vai ficar aqui por mais duas semanas. Tente passar algum tempo com ela dessa vez.

E eu ia, pensei. Mas tinha que ser hoje, quando estou nessa animação?

Bufei e peguei minha mochila em cima da cadeira. Baguncei os cabelos de Claire e dei tchau pros meus pais, e depois saí pela porta. Chamei um táxi e logo estava na escola.

E tudo estava ainda pior.

–Bom dia, piranha. — Rachel me lançou um sorriso ácido enquanto eu arrumava meus livros no armário.

Decidi ignorá-la, antes de causar mais confusão. Não sei porque, tive a tola esperança de que segunda feira pudesse ser um dia normal. Mas é claro que não.

–Ora, vejam só. Se não é a vadia mimadinha. — Uma outra garota aleatória passou atrás de mim e me deu um empurrão. Certo, Annabeth. Respire fundo. Um dia vão esquecer da festa.

E pior era que não era isso que me dava mais raiva. Ir para aquela festa me levou a ir para a casa do Percy, e então aquela briga aconteceu, e em alguns segundos tudo tinha acabado entre nós.

Mas é claro, as fofocas não me abandonariam tão fácil quanto ele fez.

Senti um gosto amargo na boca e bati a porta do armário com força, decidida a passar o resto da aula trancada no banheiro. Seria melhor do que estar nessa zona de guerra.

Senti alguém puxar meu braço e o bater com força nos armários.

–Ai! — Gritei. Olhei para o braço que me apertava e então vislumbrei o rosto de Reyna, muito perto do meu.

–Escute aqui. — Ela começou a falar, os dentes cerrados e os dedos apertando ainda mais meus pulsos. — Desde que você apareceu aqui, eu já sabia que causaria problemas. Mas até aquela festa, eu achei que não me envolveriam, então não dei a mínima pra você.

As unhas dela estavam começando a perfurar minha pele.

–Mas então, você tinha que se meter com aquele panaca. E por causa disso, eu fui obrigada a ver o meu namorado beijando outra garota que foi pisada por você. — Ela aproximou o rosto de mim e eu pude sentir sua respiração pesada no meu rosto. Senti um arrepio de medo. — Então Annabeth Chase, saiba que isso vai ter volta. Eu vou pisar em você e vou te estraçalhar e depois você vai desejar nunca ter me conhecido.

Ela deu uma pausa e me encarou com os olhos escuros. Eu a olhava de olhos arregalados, completamente apavorada.

–Acredite, você vai se arrepender profundamente do que fez, princesinha. Ninguém meche comigo, mas você ousou fazer isso e essa foi a maior estupidez que você já fez. Se bem que não posso esperar nada de uma loira burra que nem você. — Ela soltou uma risada de escárnio e então largou meu pulso. — Eu cuidaria desse cabelo enquanto você ainda o tem. Aliás, aproveite esses dias. Pode ser que sejam os últimos. Nos vemos por aí.

Nos vemos por aí.

Ah, meu deus.

Senti minhas pernas desabarem e minhas costas escorregando pela parede. Eu ainda estava de olhos arregalados e podia sentir as lágrimas que escorriam pela minha bochecha, enquanto eu abraçava meus livros. O corredor agora estava vazio.

Ah, meu deus. Ah, meu deus.

No que eu me meti?

* * *

O vidro do banheiro estava borrado e eu mal conseguia me ver.

A aula estava prestes a acabar e eu tinha ficado a manhã inteira ali, trancada e com medo, como um coelho escondido na toca.

Se eu saísse, tinha uma certeza improvável de que eu encontraria Reyna. E eu não sabia o que ela iria fazer. Isso era o que mais me assustava.

Desde a primeira vez que eu vira aquela garota, tinha notado que ela tinha um olhar frio e superior, no controle de tudo. Mas o jeito como ela falou comigo, o jeito como ela me encarou e sorriu... Eu nunca tinha presenciado nada como aquilo.

Eu... Eu simplesmente não podia deixar que ela me encontrasse.

Assim que eu entrei correndo no banheiro, me escondi em uma das cabines e sentei no vaso, soluçando. Fiquei lá pelo que pareceram minutos, mas logo o sinal do intervalo tocou. Umas garotas entraram no banheiro e reconheci a voz de Cally.

–Eu acho que aquela tarefa que ela passou está errada. Sabe, nem chegamos naquele conteúdo ainda, Hazel. — Ela dizia. — Mas relaxe, eu te ajudo em química. você vai ver que é bem tranquilo...

Tentei controlar os soluços mas não consegui. Cally conseguiu me ouvir.

–Olá? Quem está aí? — Perguntou. -Está tudo bem? o que aconteceu?

Eu recomecei a chorar, sabendo que ela só estava falando assim comigo pois não sabia quem eu era.

–Pode sair, nós te ajudamos... Está.. Está tudo bem. — Ela deu leves batidas na porta da minha cabine. Enxuguei as lágrimas e saí. — Ah. Ah... É você.

Hazel me encarou, hesitante se devia me consolar ou me odiar, como Cally faria.

–Sim. Sou eu. Com licença. — Falei com a voz embargada. Passei por elas e me encostei à pia. Lavei meu rosto, tentando aliviar a vermelhidão do meus olhos. As duas ficaram paradas atrás de mim, me encarando.

Cally ergueu uma sobrancelha e ajeitou os cabelos.

–Hã, temos que ir. Tchau. — Ela saiu, puxando Hazel pela mão.

E foi nessa hora que eu soube que estava sozinha. De novo.

Enxuguei o rosto com a toalha e depois me escondi novamente na cabine.

* * *

–Querida, está tudo bem? — Victoire falou, segurando o volante.

–Sim. Está... Tudo ótimo. — Respondi, tirando um dos fones de ouvido.

–Lá é tããão alto Annie! — Claire ergueu a cabeça por entre os dois bancos da frente.

–Eu sei. — Murmurei. Me recostei no banco do carro e tentei dormir um pouco, mas em cinco minutos já tínhamos chegado.

Depois de subir o elevador pelo que pareceram horas, com uma músiquinha irritante dos anos 80, finalmente chegamos ao topo do edifício, onde fazia um sol tão forte que se podia fritar ovo no concreto.

Prendi os cabelos, que já começavam a suar, enquanto minha mãe e Claire corriam pelos binóculos que permitiam ver toda a cidade. De repente, minha música parou de tocar nos fones e meu celular estava vibrando. Alguém estava me ligando.

Agarrei o celular. O número era desconhecido mas eu tinha que atender mesmo assim. Desbloqueei a tela e o coloquei no ouvido.

–Alô?

Notas finais
REVIEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEWS? lembrem-se, quando mais reviews, mais rápido eu posto u.u quem será que ligou? e.e kkkkkk é meio óbvio, masok gente, esse capitulo ficou gigante o: enfim, bem tenso né :T psé. Mas ainda vem muitas tretas por aí... Bezos, Blue cupcake ps: desculpem qualquer errinho..