Pequenos Paraísos

3 Capítulo 3 - O dia em que rolamos na areia


Toda a preocupação com a roupa desapareceu quando fixei meus olhos naquele rosto. Ele já estava sorrindo. O sorriso. Os cabelos cacheados bagunçados.

– Daniel. Meu Deus! Desculpa! – disparei a falar, o álcool ajudava nisso. Eu precisava, afinal, parar de olhar fixamente para ele. Falar e gesticular foram minha escolha. – Eu estava andando e. Distraída. Não vi você entrar. Meu Deus, eu sujei você e você está entrando, então, nem chegou e eu já sujei tudo.

Ele não parava de sorrir enquanto eu tagarelava. Isso não ajudava.

– Lucy, respira. – ele fez um gesto tentando me acalmar. Ainda sorrindo. Ainda sorrindo. Aquela boca.

Respirei fundo e deixei meus braços caírem a meu lado, vencida.

– Acho que a sua roupa sofreu um pouco mais que a minha. – ele concluiu passando a mão direita pelos cabelos, na parte de trás. Cabelos bagunçados, eu não sabia pra onde olhar. – Está tudo bem.

– Eu sou um terror. – lamentei.

– Você mal chegou e eu já estraguei você.

– Eu pareço estragado, Lucy? – ele arqueou as sobrancelhas me desafiando.

– Não foi isso que eu quis dizer – apoiei a mão sobre minha cabeça, confusa.

– Você também não está mais tão bem arrumada para a festa, sabe. Isso também é um pouco de culpa minha. — ele se aproximou, falando bem próximo a meu ouvido – Pare de se desculpar.

Arrepiei. E não era porque meu vestido estava molhado. Não era de frio. O significado dessas palavras, escondidos na noite anterior fizeram meu coração acelerar. E ele sabia disso. Não havia necessidade de se aproximar tanto para dizer, se não soubesse.

– Foi impressão minha ou você estava saindo? – ele perguntou.

– Fugindo. Exatamente. – balancei a cabeça positivamente.

– Então vamos embora daqui. – ele segurou minha mão, me puxando para segui-lo para longe da entrada.

Nós nos desviamos de outras pessoas que estavam querendo entrar e, um pouco mais para a esquerda, no banco onde eu queria chegar para me refugiar, vi um amontoado de pessoas que, certamente, já estavam bêbadas. Pessoas mais fracas que eu, pensei, embora eu estivesse um pouco tagarela.

– Luciana? – ouvi uma voz arrastada me chamar e parei para olhar. Mesmo no escuro, reconheci Lara, agarrada a um cara que eu nunca tinha visto antes. Ela olhou para mim e para Daniel, segurando minha mão, visivelmente bêbada, sem foco. Como ela já estava assim? – Você tá ficando esssspertinha, hein. Muito.Gostoso. – e foi engolida pelo cara novamente.

Balancei a cabeça e indiquei para que Daniel continuasse andando. Logo, saímos da maior concentração de pessoas na entrada e estávamos na rua. Mais alguns passos adiante e areia. Quando pisamos, levantei o pé para desamarrar minha sandália e ele me segurou do outro lado, dando equilíbrio. Continuamos andando lado a lado sentido Praia dos Sonhos. Daniel parou em um pequeno mercado próximo e comprou um engradado com algumas cervejas. Abriu uma e me entregou, depois pegou uma para ele.

– Desculpe por estragar a sua festa. – repeti, embora ele não gostasse das minhas desculpas – Ok. Parando de me desculpar.

– Eu não conhecia ninguém lá. Tudo bem.

– Ninguém? Você não tem amigos? — achei a frase rude depois que falei, mas já era tarde. Sem desculpas.

– Tenho. Mas, não aqui. Não estou exatamente de férias. – ele riu – Alex, um amigo que trabalha comigo, desistiu na ultima hora de vir.

– Sobre você não estar de férias... – comecei a falar, e ele logo me interrompeu.

– Nem pense... – balançou a cabeça negativamente.

– Ok. – me calei, escondendo um sorrisinho.

– Eu vi, pelo endereço, que a festa era bem perto da sua pousada. Resolvi dar uma olhada. É sério. – completou, quando olhei para ele desconfiada.

A essa altura, já tínhamos andando um tanto considerável e não dava mais para escutar nada da festa que ficou para trás.

– Mais ou menos a metade do caminho. Vamos ficar por aqui? – ele perguntou.

– Está ótimo. – nós paramos e nos sentamos lado a lado, como na noite anterior. Como eu estava de vestido dessa vez, tomei cuidado para ajeitar a saia para que ela ficasse exatamente em baixo de mim.

– Você disse que estava fugindo. – ele comentou, com as pernas dobradas a sua frente, mas sem abraça-las.

– É. Meus amigos, às vezes, tem algumas ideias meio que constrangedoras...

– Notei que você fica vermelha. – ele acrescentou, dando um gole longo na cerveja – Tipo agora. – Eu sabia que estava mesmo corando. Por que ele tinha que fazer isso?

– Para com isso. – me senti no direito de dar algum tipo de ordem também.

– O que eles estavam fazendo com você lá? – ele parecia preocupado. Como se eu fosse uma garotinha indefesa.

– Queriam que eu cantasse no karaokê. – expliquei – Não gosto dessas coisas.

– E por que você tinha que cantar?

– Eles acham que eu canto bem. Mas tenho pânico de atenção. – fiz um gesto com as mãos, mostrando algo grandioso para ilustrar o tamanho do meu pânico.

– Acho que concordo com eles. – ele concluiu, olhando para o mar a sua frente.

– Você nunca me ouviu cantar.

– Mas eu gosto da sua voz. – ele sorriu.

– Não é bem assim. Existem algumas técnicas...

– Então você já fez aulas de canto? Concordo ainda mais com eles agora. – balançou a cabeça de maneira afirmativa.

– Algumas. Foi quando percebi que eu não tinha o menor jeito para isso. Não conseguia encarar nenhuma apresentação e gostava mesmo era de cantar no chuveiro. – concluí com uma entonação bem determinada e ele riu.

Eu também ri. Olhei para baixo, a mancha no meu vestido. Na camiseta dele não dava para notar, pois ela era azul marinho. A mancha era só um detalhe, enquanto que no meu vestido branco, era uma tragédia. Acho que eu ia perder o vestido, ou teria que tingi-lo depois.

– Eu disse que você tinha sofrido mais. – ele comentou ao perceber que eu encarava a mancha.

– Minha avó costuma dizer que essas coisas só saem se forem lavadas na hora. – murmurei – Acho que já era mesmo.

– Não acredito que não está seguindo os anos de experiência da sua avó. A dona...

– Katherine. Ou Kate, como ela gosta. – completei.

– Kate? – ele arqueou as sobrancelhas para mim, espantado. Eu ri.

– Minha avó é inglesa, mas agora mora no Brasil com a família. – acrescentei.

– Mulher de negócios. Boa família. – ele pensou alto – Com tudo isso, como você pode ser tão rebelde assim? — ele me olhou com uma expressão interrogativa, mas séria.

– Não sou rebelde. – falei desentendida.

– Então vamos lavar isso agora. – ele se levantou e ficou em pé na minha frente, oferecendo-me sua mão para me apoiar e me levantar também.

Segurei e fiquei em pé. Eu não estava entendendo o que ele tinha em mente, eu estava apenas seguindo. De repente, ele me surpreendeu passando um braço pelas minhas costas e o outro me pegando em baixo da parte de trás dos meus joelhos, tirando-me do chão e segurando em seus braços.

– Você é maluco! Me coloca no chão! – consegui falar e minha voz saiu como um falso grito. Alta e exaltada o bastante, mas não o suficiente para ser um grito forte.

Concentrei minhas forças em me segurar em seu pescoço. Embora ele parecesse estar me segurando com muita facilidade, eu não ficava totalmente confortável sem meus pés no chão.

– Vamos lavar nossas roupas! – exclamou e caminhou a passos mais rápidos do que eu imaginaria ser possível com alguém nos braços em direção à água.

Ele ignorou todos os meus protestos e gritos do tipo “pare com isso, seu maluco” e sequer hesitou. Sequer parou com o choque inicial da água fria da noite em seus pés. Entrou com tudo na água me segurando até que estivéssemos totalmente molhados pelas ondas, que batiam em nós. Ele me colocou no chão em seguida e estávamos encharcados. O vento batia e eu tinha certeza que sentiríamos frio ao sair. No entanto, agora eu não conseguia pensar em frio.

Olhei para ele, todo molhado, e foi impossível não admirar sua beleza. Ele esperou a próxima onda e se abaixou, molhando todo o seu cabelo. Passou a mão, colocando-o para trás e percebi como esse gesto o deixava irresistível. Fiz o mesmo, e molhei meus cabelos, enrolando a faixa verde no meu pulso para não perdê-la.

– Sabe, você tinha que ter algum juízo. – comentei me aproximando dele.

– Eu tenho. – ele passou seus braços pela lateral do meu corpo, juntando suas mãos nas minhas costas. Nós estávamos próximos, nossos corpos quase colados. Ele não parava de olhar fixamente em meus olhos, muito embora eu estivesse com a roupa totalmente transparente. Alguma coisa se desligava na minha mente quando ele estava perto, notei. Acho que poderia ser o constrangimento, afinal, eu de verdade já teria saído correndo dali a muito tempo.

Ele me puxou um pouco mais, me apertando contra ele. Não havia mais distância que nos separava. Seu corpo era firme, era tão bom tocar nele. Minha sensibilidade estava concentrada em sentir cada parte. Ele abriu uma de suas mãos, apoiando minhas costas, me mantendo firme junto a ele e a outra tocou a lateral do meu rosto, colocando uma mecha molhada para trás. Eu estava orgulhosa de mim por conseguir manter o olhar fixo ao dele por tanto tempo.

Quando nossos lábios se tocaram, senti um arrepio que não era de frio. Aquela sensação de ontem, como se uma corrente elétrica percorresse meu corpo e desligasse meu raciocínio voltou. Sua boca estava levemente salgada e ele estava me beijando delicadamente. Algo dentro de mim queria mais. Entrelacei meus dedos em seu cabelo, puxando-o para frente, e ele entendeu o recado. Apertou seus braços ao meu redor e nos beijamos mais intensamente. Senti sua língua contra a minha, com pressa, quase com necessidade. Eu não queria respirar, não queria parar de senti-lo. Nós nos afastamos por alguns instantes, peguei seu lábio inferior com os dentes e puxei levemente, soltando devagar e ele sorriu. Sua mão deslizava pelas minhas costas, do alto até a base. Ele trilhou beijos leves sobre minha boca até meu pescoço e inclinei minha cabeça para que ele tivesse acesso livre. Cada beijo de sua trilha pelo meu pescoço me fazia arder, passando pelo meu ombro e depois minha orelha.

Eu estava sem fôlego. Talvez minhas pernas não me suportassem por muito tempo, tamanha ansiedade. Eu as sentia bambas. Quando ele se voltou novamente para minha boca, fez uma espécie de tortura, não conseguia chamar por outro nome.

Deslizei minhas mãos até a base de sua camiseta. Passei minha mão por baixo dela, sentindo seu corpo. Seu abdômen rígido, seus músculos e sua pele fria. Um novo arrepio tomou conta de mim. Ele se afastou um pouco e olhou em meus olhos, com os lábios formando um leve sorriso no canto. Segurei a barra da camiseta e, em uma manobra rápida que eu não achei que me sairia bem, puxei-a para cima, até que ela passou por sua cabeça e estava em minha mão.

Por um instante, não consegui desviar mês olhos de seu peito nu, ali, na minha frente. Seus músculos eram definidos, mas de maneira sutil. Como eu adoro surf. Seus ombros eram largos e sua pele era lisa. Era lindo. E eu podia sentir seus olhos em minha cabeça, enquanto eu o admirava. Talvez eu tenha corado um pouco. Ok. Minhas bochechas queimaram. Antes que a próxima onda forte viesse e levasse a camiseta da minha mão, olhei para ele novamente enquanto desvirava e vestia a camiseta em mim mesma. Reparei que ele estava sorrindo, e passando a mão nos próprios cabelos para trás.

– Vestido transparente. – comentei.

– Azul marinho fica bem você. – ele acrescentou e me envolvendo novamente em seus braços, tomando meus lábios e me beijando novamente.

Eu poderia beijá-lo o tempo todo. Agora eu deslizava minhas mãos por suas costas nuas, até chegar novamente a seu cabelo. A camiseta ainda estava entre nós, embora em meu corpo, mas eu sentia como se ela não fosse uma barreira para que meu corpo captasse o corpo dele.

Distraídos, fomos surpreendidos por uma onda mais violenta que todas as anteriores e fomos jogados para a areia, obrigados a nadar junto com a onda. Rolamos e ficamos na beira, conforme a água se retraia para voltar a bater em nós na onda seguinte. Daniel se virou sobre mim, controlando seu peso com o braço estendido a meu lado e beijou-me novamente. Era bom sentir parte de seu peso e os beijos delicados não existiam mais. Eram beijos urgentes e exploratórios, que acabavam facilmente com a minha capacidade de respirar.

Nós nos arrastamos para trás, onde a água não batia mais e eu me enrolei em seus braços, sentada entre suas pernas. Ele me abraçava firmemente e a partir daí só conversamos. Não sei por quanto tempo, mas era fácil conversar com ele. Uma coisa puxava a outra e não sabíamos mais como parar. Ele se interessou bastante pela história da minha avó e contei sobre como ela tinha vindo morar no Brasil quando meu avô faleceu e não podia mais ficar sozinha lá. Ele me contou uma experiência que teve na Inglaterra, quando viajou também a trabalho.

– Quando se sentir a vontade – ele começou a falar – gostaria que me deixasse ouvir você cantando.

– Daniel...

– Só quando quiser.

– E se eu não quiser? – perguntei.

– Podemos negociar. – ele sorriu e em seguida deixou dois leves beijos perto da minha orelha.

– Quer me comprar?

– Você está à venda? – ele sorriu – Deixa para lá.

De repente, bateu um vento mais forte e percebi como estava frio. Minhas roupas ainda estavam molhadas e Daniel estava sem camisa, com sua bermuda molhada. Certamente também estava sentindo frio, recebendo todo o vento em suas costas.

– Você está com frio? – perguntei. Minha voz era baixa e quase inaudível. Meus olhos estavam pesados.

– Estou. – ele confirmou – Mas acho que você está mais. As roupas molhadas não ajudam muito. – ele deslizou as mãos rapidamente por meus braços, como se quisesse me aquecer – Não deve demorar muito a amanhecer.

– Amanhecer? Sério? Já? – entendi o motivo pelo qual eu estava cansada. As meninas não tinham me deixado dormir direito.

– Você precisa trabalhar, já estou estragando tudo de novo. – me movi rapidamente, como se acordasse. – Você precisa descansar!

– Começo só às 13h. Calma. – ele esclareceu e eu voltei a me aninhar em seu peito, como se quisesse dormir ali. Eu não entendia essa conexão e o porquê eu ficava tão a vontade com ele.

– Então você tem dormido mais que eu. Não é como se minhas amigas me deixassem dormir até tarde. – sorri.

Quando o céu começou a ficar mais claro, percebemos que era mesmo hora de voltar. Havia tanta areia em nós que as roupas estavam pesadas, mas ainda longe de estarem secas. Ele não pediu sua camiseta de volta, apenas passou o braço sobre meus ombros e fomos caminhando no sentido da pousada. Não adiantava argumentar, ele era irredutível sobre me acompanhar até em casa.

No caminho, o céu foi ficando cada vez mais claro. A manhã estava chegando e algumas pessoas que já estavam aproveitando o raiar do dia para correr na praia. A maioria ignorou a nossa presença, mas uma senhora nos encarou de maneira suspeita.

– Até a próxima. – suspirei quando chegamos à porta da pousada – Desculpa por falar na sua cabeça a noite inteira. – sorri.

Ele segurou meu rosto entre suas mãos e me beijou. O beijo delicado estava de volta.

– Não se desculpe. – ele sorriu e foi embora.

Fiquei observando-o enquanto estava em meu campo de visão. Era uma bela visão de suas costas.

Quando subi as escadas para meu quarto, o cansaço bateu. Eu precisava dormir. Ninguém parecia ter se levantado, e tentei não fazer muito barulho. Eu tinha que tomar banho, me livrar dessas roupas molhadas e de toda a areia. Então, fui me esgueirando para o banheiro fazendo o possível para não acordar as garotas.

Quando saí do banho, com o cabelo enrolado na toalha, Camila já estava sentada na cama e Natália de olhos abertos, ainda envolta em suas colchas.

– Vi você chegar. – Camila comentou – De manhã.

Seu tom tenta ser casual, mas por trás ela queria apenas que eu me sentasse e contasse sobre a minha noite. Eu queria apenas dormir.

– Você está chegando agora, Lu? – Natália arregalou os olhos.

– Isso porque você não viu o pedaço de homem que veio com ela, meio sem roupa. – Camila acrescentou.

Sentei e minha cama, ainda de roupão, e peguei uma almofada para apertar. Queria que fosse Daniel.

– Quem é você e o que você fez com a minha amiga? – Natália perguntou, sem entusiasmo. Ela não parecia muito animada e eu me lembrei de que não sabia o desfecho da sua noite com Bruno. Olhei para Camila e ela balançou a cabeça negativamente. Ela sabia do que eu estava falando. Lamentei.

– Achei que você tinha se afogado quando te vi pela janela. – Camila riu. – Acordei com a luz, esquecemos a janela aberta.

Suspirei. Meus olhos queriam se fechar. Eu já sentia minha cama me aninhando e a vontade de não sair dela de jeito nenhum.

– E estava vestindo a blusa dele. – Camila acrescentou sugestiva.

– COMO ASSIM? – Natália pareceu acordar de verdade – Que parte da história eu perdi?

Fiz um breve resumo sobre ter conhecido Daniel na primeira noite da viagem para Natália, que não sabia e acrescentei algumas coisas da última noite. Só algumas, como o fato de termos conversado muito e em algum momento decidido dar um mergulho. Camila me interrompia para exagerar em algumas partes. Exceto quando exagerou meu comentário sobre sua aparência. “Ele é bem bonito”, eu havia dito. “Não, ele é totalmente gostoso sem camisa”, ela adicionou.

Eu gostaria que a conversa fosse mais breve, mas não seria.

– E aí na segunda vez que o vê você já chega de manhã, usando a roupa do cara. Você mudou, Luciana. – Natália acrescentou.

– Não é bem assim. Eu não era tão careta assim.

As duas se entreolharam, confirmando entre si que eu me envolver com um completo desconhecido era, sim, coisa de outra Luciana.

– Ficamos preocupadas com o seu sumiço. Por um momento, achei que tivesse saído com o Matheus. – Camila acrescentou.

– Com o Matheus? Pelo amor de Deus, não. Pelo menos vocês, que são minhas amigas, poderiam não trazer esse assunto à tona o tempo todo? – praticamente implorei.

– Então porque você não pula para a parte em que seu novo-deus-grego-das-pesquisas tirou a roupa? – Natália sugeriu.

Revirei os olhos para elas e finalmente vesti uma roupa para dormir.

– Porque você vai gostar mais dessa parte na sua imaginação. – respondi – E me deixem dormir! – implorei, cobrindo o rosto com a minha colcha.

– Hoje você vai ganhar um desconto. – Camila finalizou.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.