Pequenas coisas, grandes janelas
18 Pessoas ou tapetes?
Notas iniciais
Só passando pra atualizar com esse cap pequeno e que só serve de ligação para coisas importantes que estão vindo, mas que não tem nada de mt relevante doamsoamao
Ela encarou Cassie com uma serenidade impressionante, suas mãos tremiam assim como seu queixo, mas ela não parecia se importar, seus dedos abriam e fechavam como quando se tira sangue e tudo o que eu conseguia ver era seu rosto de cor bronzeada desbotada abrir um pequeno sorriso cínico como o que fez no carro e dizer no tom mais calmo que eu já mais a vi usar na vida:
— Eu te odeio, Cassandra. Foi como se ela dissesse “ vou comprar pão” ou “ o leite acabou”. E mesmo assim, Joe e eu percebemos que isso afetou Cass mais do que faria se Hayley estivesse gritando. Elas sempre gritam, e isso meio que não significa nada, mas esse excesso de pragmatismo, bem, isso mexe com a ruiva chorona. Joe fez aquela linguagem com os olhos me dizendo “ vá atrás dela, eu cuido da Cass”, e foi o que eu fiz, subi as escadas atrás do rastro fraco de barro deixado pelos tênis da Hay e tremi ao perceber o quão frio meu corpo estava. Um espirro fraco parecendo um gritinho de um rato ou um cão pequeno latindo confirmou a minha impressão sobre o resfriado de Hay e agora parado em frente a porta do quarto de hospedes eu decido se entro ou não. Invejo a capacidade de pessoas como o Joe de fazer as coisas de imediato, ou elas tomam decisões rápido de mais ou são impulsivas. Prefiro achar que elas são inteligentes e ágeis com relações pessoais como eu jamais serei. — Hay?... Ela resmunga algo baixo de mais para que eu possa ouvir, então a porta abre e eu a encontro largada como um saco de batatas no meio do quarto de hospedes. Pondero se perguntar o que ela faz o chão é idiota, mas acho que não, pessoas normalmente não se deitam no chão. Mas essa não é uma pessoa qualquer, Jace, essa é Amyliana. Essa é a pessoa que, enquanto todos estão assistindo tv sentados no sofá, ela está estirada em frente a ele parecendo um tapete e não um ser humano. — O que quer de mim? Além de estar nesse estado, seu rosto está virado para baixo enfiado no felpudo do carpete, o que faz com que sua voz anasalada pelo resfriado fique ainda mais abafada. Gostaria de tirar uma foto desse momento para a posteridade, pra mostrar pros filhos dela : “ olhem, sua mãe, um ser estranho que queria na verdade ser um tapete”, realmente gostaria. — Olha, primeiro eu gostaria de saber o que você está fazendo ai deitada no chão nesse quarto escuro. Não disse o que eu realmente gostaria de fazer, se não, ela se levantaria e me daria um chute, na realidade não tenho certeza se ela se daria o trabalho de mover muito mais que sua perna, de qualquer forma, ela me chutaria. E isso eu tenho certeza iria doer. Esqueci de comentar, o quarto estava totalmente escuro, sendo agora a luz do corredor a única coisa que me possibilita vê-la, ela e as caixas de mudança espalhadas pelo quarto. Eu não sei como isso pode ficar ainda mais estranho. — Eu estou pensando… Jace? Você acredita no que Cass disse? Sobre a Mary?
Notas finais
To sem PC então a vida é triste, postar com o celular é uma desgraça, por favor me perdoem por qualquer erro. Beijos trevosos
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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