Pequenas Coisas
1 Capítulo Único.
Notas iniciais
Quero agradecer a Natasha pela capa maravilhosa!
Boa leitura!
Regina observava as mãozinhas de Roland se fecharem mais forte ao redor de sua cintura a medida que o pequeno dinossauro afastava-se de seu pai. Quando a água veio e afastou bruscamente o pai do dinossaurinho, Roland escondeu a cabeça no peito dela e soluçou.
— Tira, Gina. Não quero mais ver. – falou o menino. Depois do almoço, Robin saiu para levar a filha pra Zelena, deixando os dois sozinhos em casa. Não tardou muito para Roland querer assistir desenhos, levando Regina com ele. Pulando os canais da TV, Regina viu os olhinhos do pequeno brilharem ao ver que estava passando O Bom Dinossauro.
— Oh, querido, está tudo bem... O pequeno dinossauro vai ficar bem. — ela falou, passando a mão pelos cachos castanhos do menino.
— Mas e o papa dele, Gina? Ele vai ir embora que nem o meu papa foi? — o garotinho perguntou, com a voz embargada, encarando Regina.
— Não, querido. O papa do dino foi para o céu, e vai tomar conta dele de lá, junto com as estrelas. O seu papa foi pro céu também, mas ficou com tanta, mas tanta saudade de você, que decidiu voltar.
— Eu não gosto de lembrar de quando o papa deixou a gente, Gina. — disse, em toda a sua inocência, fazendo os olhos de Regina marejarem com a lembrança daqueles dias escuros.
— Eu também não gosto, meu bebê. Mas o que importa é que isso passou, e agora a gente tem ele todinho pra nós. — ela sorri pra ele, batendo duas vezes com o dedo no nariz de Roland.
— Eu tive uma idéia! — exclamou o garoto, mudando de assunto rapidamente, fazendo Regina rir.
— Fale. — incentivou.
— A gente podemos esperar pra olhar O Bom Dinossauro quando o papa estiver com a gente. — pulou na cama, entusiasmado. Regina sorriu e sussurrou um "a gente pode" antes de, num piscar de olhos, ver Roland pular da cama, indo em direção a porta do quarto gritando "Papa! Papa!" .
Roland pulou no colo de Robin, que o levantou no ar, fazendo o garoto gargalhar alto. Regina olhava a cena encantada, o coração transbordando de amor.
— O que os amores da minha vida estão fazendo? — Robin perguntou, dando um beijo na bochecha de Roland, que deitou a cabeça no ombro do pai.
— Assistindo filmes. — Regina respondeu, levantando-se da cama e seguindo até eles. Quando se aproximou, Robin a trouxe para mais perto com a mão livre, plantando um beijo em sua testa.
— Eu quero ver filme também! — ele exclamou, e Roland levantou a cabeça, os olhinhos brilhando em contentamento.
— Sim! Sim! Você vê O Bom Dinossauro comigo, papa? Regina e eu não gostemos de olhar sem você. — pediu o pequeno, fazendo os adultos rirem com seu erro.
— Só se eu puder ficar agarradinho em vocês dois na hora do filme... — Robin falou.
— Por mim sim! — o garoto respondeu. — E você, Gina? — olhou pra ela com olhos pidões.
— Mmm, eu acho que posso fazer isso. — piscou e Roland se jogou em seus braços. Regina riu e beijou sua bochecha. — Que tal o senhor me ajudar a fazer pipoca pra hora do filme, enquanto seu pai toma um banho? — ela sugeriu e ele pulou de seu colo, indo para o chão.
— Sim! Pipoca de chocolate! — gritou, saindo correndo do quarto.
— Cuidado as escadas, Roland! – gritou Regina.
Robin riu e a puxou mais pra perto dele, plantando um beijo em seus lábios.
— Senti saudades. — ele sussurrou, juntando seus lábios mais uma vez.
— Eu também. — disse, meia entorpecida pelo beijo dele. Ao abrir os olhos, encarou aquela imensidão azul que tanto amava. — Eu te amo.
Ele riu contra seus lábios, lhe dando mais um beijo, e mais um, e mais um.
— Ginaaaa, vamos! — ouviram o grito vindo lá de baixo.
— Eu tenho que ir. — ela sussurrou contra os lábios dele.
— Eu sei. – ele disse, mas não a soltou. Apoiou sua testa na dela, e falou – Eu realmente senti saudades.
Ela riu, dando-lhe mais um beijo.
— Mataremos essas saudades depois. Quando for de noite e seu filho estiver dormindo. – piscou e se afastou dele. Robin riu, mordendo os lábios.
Antes de sair do quarto, ele puxou-a mais uma vez pra ele, dando-lhe mais um beijo. — Eu amo você também, milady.
Notas finais
Morri de amores escrevendo.
Beijos e até a próxima!
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