Penumbra
3 Capítulo III
Notas iniciais
Ao retornar para o centro da seção, Leão assustou-se com tanta calmaria e serenidade, mesmo após o som tão terrível que o atazanara apenas há alguns segundos. Teria ele imaginado aquilo, ou sua forma de lobo havia intensificado o som por possuir uma audição melhor? Sua cabeça latejou com tantas perguntas a rondando.
— Leão? Pareces nervoso.. — Áries veio ao seu encontro, olhando-o com uma desconfiança que o deixou ainda mais desconfortável. Ela o guiou até a cabana onde dormiam, e ele despencou em uma cadeira.
— Eu ouvi um som terrível enquanto estava transformado. Escutastes algo? Parecia.. uma sirene. — ele tentou descrever, a memória daquele som invadindo-o a mente. Sentiu a cabeça doer ainda mais, como se estivesse sendo esmagada por algo. Sentou-se melhor na cadeira, e Áries ficou ao seu lado, o olhando confusa.
— Não, por quê? Apenas ouvimos o anúncio do rei — explicou ela, como se fosse a coisa mais normal do mundo. Sua voz engrossou um pouco no final. — Ele planejou um encontro com todos os líderes.
Leão passou a mão na testa, pensando no quê rei Sol trataria na reunião desta vez. Pelo semblante de Áries, ela não o tinha denunciado. Ele agradeceu aos astros, em silêncio.
— Qual o assunto que trataremos, tu sabes? — ele perguntou, com uma mínima esperança brotando em suas palavras. Talvez ela soubesse. Ao ver Áries se remexer na cadeira, ele se viu encurralado, triste e melancólico novamente. Ela não tinha a resposta.
— Desconheço. — então levantou-se em súbito, deixando Leão sozinho. Grande ajuda, Áries. pensou ele, irônico e furioso.
Ele saiu da cabana, e encontrou Sagitário. Recebeu um aceno de reconhecimento e o retribuiu. Mas não estava em clima de conversa agora. Precisava vê-la.. e rápido.
[ ... ]
Arrastou-se pela floresta, perguntando a si mesmo como ele conseguira atravessar a fronteira sem a intenção. Já andou por horas e nada de encontrar o lago cristalino que separa as duas seções. Quando estava perto de desistir, o imenso lobo avermelhado sentiu o cheiro já familiar de Aquário—ela estava por perto, com certeza. Seguiu o rastro, e pôde ver a pequena, mas esbelta vampira agachada no chão, pronta para atacar um alto e musculoso alce que era o dobro de seu tamanho. Leão respeitou sua caça e esperou até que ela finalizasse a mesma, aproveitando para transformar-se de volta para a sua forma humana.
— Você é realmente muito boa. — ele comentou propositalmente, tentando causar um susto. Mas Aquário era preparada, e o máximo que Leão tinha causado era alguns calafrios passando pela pele da vampira.
— Obrigada.. Me sinto lisonjeada por receber um elogio seu — virou-se de encontro com Leão, abrindo um leve sorriso. Deu sete passos e foi até ele, olhando-o serenamente. — De que honras mereço vossa visita, amor?
Ele quase não resistiu ao seu corpo incrivelmente delineado e olhar sombrio e sedutor. Segurando as rédeas, respirou fundo, controlou-se.
— Deves saber do encontro dos líderes, não é? — Aquário acenou com a cabeça, o semblante ficando mais sério. — Então, como será que..
— É a única razão pela qual eu me arrependo de ser líder. Gêmeos seria uma boa escolha — desabafou ela, o interrompendo. — Bom, soube que não é nada de ruim, o que rei Sol irá tratar. Creio que pensas que sabem sobre nossa.. relação. Penso o contrário, para ser sincera. Nunca estivemos tão discretos, Leão.
Finalmente pôde pensar sobre o assunto com clareza. Era verdade. Se Áries não tinha o denunciado, então estavam livres. Mas ainda tinham que manter a retaguarda, para evitar que Áries resolva mudar de ideia. Leão soltou um suspiro pesado e tristonho.
— Tudo bem, você está certa, meu amor. Mas, sabes que preciso de exatidão. Descobristes qual o real assunto da reunião? — Leão delicadamente perguntou a ela, apoiando-se contra uma árvore. Aquário veio mais para perto, e ele a abraçou com firmeza, se sentindo melhor apenas com a sensação do seu corpo contra o dela. Se era tão errado, por quê era tão bom?
— Infelizmente, não. — ela também soltou um suspiro, e Leão apoiou as costas contra a árvore, segurando Aquário com seus braços. Ela roçou a face em seu peito. — Desculpe-me.
— Não precisa pedir desculpas, Aquário — ele beijou sua cabeça. Ela sorriu em seu peito, e ele pôde sentir a vibração de sua garganta enquanto ela ria baixinho, melodiosamente. Aquário não pareceu se importar em se manter em pé, e eles ficaram naquela posição por longos minutos.
— E então, o que desejas fazer, Aquário? Temos a tarde livre, pelo que eu espero — riu com ela, ouvindo sua risada se intensificar. Ela o envolveu com mais força, e ele rapidamente sentiu sua gélida mão invadir sua blusa. Ele estremeceu ao toque, sentindo uma mistura de sensações deliciosas em seu corpo. Aquário rebolou levemente por cima dele, deixando-o ainda mais sensível ao seu toque. Leão tentou gemer algo, mas Aquário já arranhava seu pescoço, progredindo para seu tórax.
— Aquário.. — ele pôde formar a palavra, juntando cada letra com imensa dificuldade. — É melhor não fazermos isso.. As consequências..
Ela o ignorou, envolvendo seus lábios nos dele. Leão desistiu, e agarrou a cintura de sua amante, enquanto ela abria passagem para um beijo mais intensificado e faminto. Ambos gemeram o nome um do outro, entre beijos e carícias sensíveis.
— Aqui não, Aquário.. — tentou argumentar, mas a aquariana já rasgava suas vestes com velocidade. Murmurava algo, mas os sons da floresta encobriam suas palavras. Em questão de segundos, Leão já estava sem sua camisa, e Aquário apenas com as roupas íntimas. Ele não pôde negar—ela era linda, e ele a desejava.
— Minha — ele afirmou, desenhando padrões em suas costas, vindo até a modelada cintura. Ela soltou suspiros e logo tentava desabotoar a veste de cima, impedida apenas por Leão, que segurou seus braços ágeis e rápidos.
— Deixe-me, Leão. Eu quero fazer isso, não me sentirei mal — Aquário insistiu, mas Leão ainda a segurava com firmeza. — Eu amo você, Leão.. Sei que você também quer isso, tanto quanto eu, — tornou a voz rouca. — Sei que desejas muito fazer isso..
Ele tentou aguentar à tentação, sua respiração acelerada e instável. Os corpos de Leão e Aquário estavam colados, a lisa barriga de Aquário roçando no abdômen do leonino.
— Mas não.. não podemos! É errado, Aquário, e.. as consequências podem ser ruins, sabes disso. Duvido que o rei aceitaria um casal dividido em lealdade, seja lá o que seria. E essa é apenas uma das possibilidades.
Aquário segurou as rédeas, e não insistiu. Soltou os braços e manteve o sutiã incólume. Leão devolveu sua blusa, e ela a vestiu com desgosto.
— Realmente queria isso — ela murmurou, quase rosnando. — Eu não entendo. Não entendo mesmo.
— Desculpe-me. — Leão sentiu a vontade de desculpar-se, já que tinha interrompido Aquário. A mesma pôs as pontas dos dedos em seus lábios, com o intuito de o calar. Amenizou o semblante, e logo se acalmou.
— Não é culpa sua. É culpa de todos eles.. Do rei, dos outros signos. Eu só estou chateada, deixe isso para lá, tudo bem? — ela tentou sorrir, mas estava um tanto melancólica. Beijou Leão levemente, e apoiou seu corpo no dele, que decidiu não pôr a camiseta de volta. A pele de Aquário era relaxante, e ele a apreciava. Ambos sentaram no chão da floresta, e Aquário ficou por cima dele. Era tão leve e delicada, mas ao mesmo tempo, inimaginavelmente mortal.
— A reunião vai ser em quatro horas, — comentou ela. — Será um inferno.
— Não com você lá — Leão acariciou seus cabelos castanhos, correndo os dedos entre os fios. — Tente ser positiva, está em seu sangue. Não será tão ruim—dissestes que seria bom, Aquário. Mudaste de ideia?
— Não exatamente. Mas nunca gostei muito dessas reuniões.
— Muito menos eu. Mas podemos tentar — sorriu, mas não foi bem retribuído. Abraçou Aquário com mais força, como se ela fosse desaparecer na primeira desatenção.
— Tudo bem, vencestes, — ela riu, mordendo o pescoço de Leão com desejo. Ele sentiu suas presas supostamente acariciarem sua pele, o deixando louco. Era delicioso.. O leonino ofegou, incapaz de descrever a sensação. Aquário soube de como os outros reagem a ela, e aproveitou para lamber a pele do amante, espalhando o ardido veneno que carregava nas presas muito afiadas. Novamente, ela rebolou por cima dele, o incapacitando. Mas ele ainda não podia fazer isso com ela; mesmo sendo a segunda tentativa de Aquário. A afastou, a beijando pela última vez e tomando fôlego.
— Já entendi. — riram juntos. — Mas eu vim por outro motivo.. E realmente não podemos fazer isso, Aquário.
— Tudo bem, tudo bem. — ela se contraiu, se recolocando ao lado de Leão. — Então, o que queres fazer? A reunião será em quatro horas, e não desejo ficar plantada aqui por todo esse tempo, se é que me entendes.
Leão soltou um riso abafado.
— Não é por isso que arrancarei a sua inocência. Não por impaciência.
Aquário acomodou-se mais perto dele, abraçando-o e fechando seus olhos vermelhos. Ela adormeceu depois de alguns minutos, o peito subindo e descendo numa calma, serena e inabalável respiração.
[ ... ]
Leão mal percebeu as horas voarem, e depois de um longo período, finalmente acordou Aquário e pôde ver que horas eram. Faltava pouco tempo para a reunião, eles precisavam se apressar. Rei Sol não admitiria atrasos, e Leão sabia que ficaria ridículo se dois líderes chegassem tarde, ainda mais juntos. Poderia gerar desconfiança.
— Vamos, Aquário — vestiu sua camisa apressadamente. — Iremos nos atrasar se continuares lenta.
Isso pareceu acordá-la. A aquariana endireitou as vestes e penteou o longo cabelo castanho, piscando seus intensos olhos cor de rubi com certa determinação recém-adquirida.
— Já estou pronta, Leão — ela afirmou, enquanto Leão arrumava o cabelo. Ela sorriu, ajeitando a gola de sua camisa, os dedos roçando contra seu pescoço. Depois, arrumou o cabelo do amante com destreza.
— Tudo bem — ele sorriu de volta, acenando com a cabeça para irem. Transformou-se no imenso lobo ruivo por ser mais rápido nesta forma, e avançou pela floresta, seguido por Aquário; indo para o Salão, local onde aconteciam as reuniões mensais. Acelerou a ponto de chegar primeiro que a amante, e se transformou em humano novamente. Aquário veio logo atrás, e eles entraram juntos no Salão, abrindo as imensas portas douradas encrespadas tanto de ouro quanto de prata e bronze. Corredores os guiaram até a sala principal, onde os chefes de todos os signos já se aglomeravam em uma mesa circular.
Rei Sol sentava-se na mais pomposa cadeira—parecia muito mais um trono—, e os olhava com curiosidade.
— Bem vindos, Leão e Aquário. — pronunciou o rei, formalmente. O olhar discriminatório de Virgem atingiu Leão com tudo, mas ele não se abateu. Respondeu ao rei com igual honra e formalidade, e sentou-se ao lado de Escorpião, perto do rei. Aquário ficou frente a frente com ele.
— Já que estamos todos reunidos, começarei com esta reunião. — o rei iniciou, um tanto melancólico demais para a ocasião. Leão se questionou, será que Aquário estava errada? E se tivessem descoberto? O olhar de Virgem o trazia pensamentos cada vez mais negativos. — Primeiramente direi que esta ocasião apenas ocorre a cada milênios, então peço muita concentração e respeito de vós, meus amigos e guerreiros honrosos.
Mesmo se o rei não tivesse pedido, Leão teria respeito—afinal, as reuniões eram sempre importantes. E ele não tinha dúvida quanto aos outros signos. Eles fariam o mesmo.
O rei ficou em silêncio por um tempo, mas logo prosseguiu com a fala.
— A cada dois milênios, os líderes de cada signo, ou seja, vós, recebem uma espécie de retribuição. Um presente de agradecimento por seu empenho e lealdade. Pois bem, o presente muda toda vez, e agora digo minha escolha. — o rei esperou novamente, gerando uma boa expectativa entre os líderes. Aquário se remexeu na cadeira, e Leão piscou os olhos, ansioso. — Presenteei-vos com um dragão, criaturas dignas e mortais, belas, leais aos seus donos, raríssimas em todo o Universo. Qual de vós será o primeiro a ganhar este presente único, eu pergunto?
O silêncio ensurdecedor engoliu Leão, e antes que ele pudesse dizer algo, Escorpião endireitou a postura.
— Eu — disse ela, firmemente. Rei Sol acenou com a cabeça, e com outro gesto simples, a parede atrás de si se rompeu, revelando uma larga e bela campina, aberta e esverdeada.
— Pois eu clamo a ti, Asa Negra, e peço a tu para vires e tomares esta nobre líder como sua leal domadora. — o rei ergueu as mãos ao alto, e Escorpião se levantou, indo até a entrada da campina. Um som estrondoso, como um bater de asas, invadiu o local, e uma criatura imensa pousou no solo. Era o dragão, com suas escamas púrpuras e olhos verdes, asas largas e garras afiadas como adagas. Tinha três vezes o tamanho do Salão, e possuía chifres protuberantes, dando-lhe um ar ameaçador e incrivelmente mortal.
— Escorpião, toma teu dragão, e parta para sua seção. Dome-o, e faça-o te obedecer. Treine-o à perfeição. — comandou o rei, enquanto guiava Escorpião até a alta e perigosa criatura. O dragão rosnou de princípio, mas auxiliou à feiticeira para montar em seu lombo. Tomou vôo e desapareceu nos céus, de onde tinha vindo. Quando Leão foi olhar para os outros signos, viu que estavam perplexos e admirados, assim como ele. Aquário sorriu.
— Quem de vós será o próximo? — rei Sol questionou. Leão foi o primeiro a sussurrar, mas recebeu um olhar estranho do rei e se calou. Virgem, após a tradição parecida com a qual que invocou o dragão de Escorpião, ganhou seu próprio, denominado Luz do Luar. Era grande, maior que Asa Negra, mas suas asas menores e estatura alta o deixavam lento, embora fosse incrivelmente forte.
Após Virgem, o rei invocou o dragão de Aquário, uma fêmea branca chamada Névoa Sombria. Antes de ela ir em seu dragão, deu um sorriso tímido a Leão, e finalmente partiu. O leonino se viu aliviado, já que agora era, finalmente, sua vez de receber o seu próprio dragão, dado a ele pelos astros em agradecimento por todo o seu trabalho, lealdade e sacrifício. Pensou se não era digno por ter Aquário como amante, mas o rei Sol interrompeu seus pensamentos ao chamá-lo. Leão foi até ele, confuso por ele não ter iniciado o ritual.
— Te deixei por último com motivos, Leão, — o rei sussurrou, lançando um olhar ao céu. — Vejo que possuis uma aura extremamente brilhante, e és o escolhido a receber o dragão que considero o mais poderoso. Infelizmente, ele também é o dragão mais difícil de ser domado. Pergunto-te se aceitas este desafio, Leão.
Leão ponderou por um tempo. Ele foi escolhido, então aceitaria. Fazia tempo que o líder não pensava nas consequências de suas ações, e na hora não foi diferente. A coragem fervia em seu peito como fogo.
— Se é meu destino, eu aceito.
Rei Sol pareceu satisfeito. Desta vez, as palavras do ritual eram diferentes, mais elaboradas e demoradas. Mas ele esperou, e logo ouviu o barulho de um bater de asas enormes. Um dragão pousou na campina, o maior que tinha visto até agora. Era negro como a noite, e possuía garras e olhos dourados como o mais puro ouro. De suas presas, ele ejetava um líquido azul enquanto rosnava, e pequenos choques eclodiam cada vez que ele se movia. Leão pôde ouvir trovões enquanto o dragão rugia, parecendo triunfante.
— Este é Trovão Dourado, o único dragão híbrido existente no Universo. — anunciou o rei, olhando a criatura com uma imensa admiração. Virou-se para Leão, que parecia tanto determinado quanto duvidoso. — Sei que tens dúvidas, Leão, então podes perguntar agora. Lhe responderei.
— Híbrido? — Leão murmurou.
— Sim, híbrido. Os dragões anteriores possuíam seu elemento, como fogo, ar, terra e água, entre outros. Mas este, meu caro, possui mais de um elemento. E é isso que o torna tão raro a ponto de ser considerado lendário. — rei Sol disse, calmamente. — Trovão Dourado é um dragão elétrico e venenoso. Seu veneno é líquido, pode tanto ser ejetado pelas presas quanto pela cauda envergada como a de um escorpião. Ele também é capaz de invocar trovões e eletricidade. Peço para tomares cuidado quanto batalhares contra dragões de fogo e terra, pois eles possuem vantagem. Quanto ao resto, Trovão Dourado terá incrível facilidade em lutar.. e te digo, este dragão apenas luta para vencer.
Leão olhou novamente para o dragão negro, que agora também o fitava. Ele deu alguns passos até ele, e viu a criatura retroceder e retirar o veneno que antes pingava em suas presas. Estendeu as asas, e o deixou montar em suas costas maciças. Leão tentou imaginar como conseguiria ganhar a lealdade deste poderosíssimo dragão com tantos desafios que já tinha.
— Apenas mais uma pergunta, rei — disse Leão, já segurando nas escamas negras de Trovão Dourado, que ainda liberavam eletricidade. Estranhamente, esses choques não o afetavam. — Por quê dizeis que sou digno de tal presente, posso saber?
O rei o olhou, mas nada disse.
— Adeus, Leão. — respondeu após algum tempo. — Desejo-te sorte com Trovão Dourado, e peço que o treine ao máximo até próxima lua cheia.
O leonino assentiu, e, antes que pudesse falar algo a mais, Trovão Dourado bateu as asas fortemente e lançou-lhe no ar, voando acima das nuvens. Leão precisava de apoio, mas o dragão parecia ter sido feito para ele. Já tinha se estabilizado, e o tamanho de seu lombo era suficiente para acomodar o novo adestrador.
— Se consegues me entender, Trovão Dourado — murmurou o leonino, baixinho. — Saiba que estou honrado em tê-lo como dragão.
Mesmo a criatura não tendo respondido, Leão sabia que ele provavelmente sentia o mesmo.
Fale com o autor