Pensando Em Voce
2 Wendy Testaburger
Notas iniciais
Hoje na aula, me sentei do lado do Stan.
- Oi Stan! — disse.
- Oi Addie! Tudo bem?
- Tudo e você?
E então a namorada dele apareceu.
- Sabe Addie, você bem que poderia ficar longe dele, não é?
- pergunta Wendy Testaburger, a namoradinha do Stan.
- Por que eu ficaria longe do meu melhor amigo?
- Porque o "seu melhor amigo" é MEU NAMORADO.
- E eu com isso?
- Stan, você poderia arrumar uma amiga melhor que essa aí, não é?
- Wendy, eu não quero discutir com você.
- Por favor, Wendy, não vamos começar com isso! — pediu Stan. — Vamos conversar lá fora.
E então eles foram e Ana vem.
- Você não cansa de brigar com essa Testaburger, né? — comenta Ana.
- Mas foi ela que começou!
- Isso não importa.
- Não... — disse revirando os olhos.
E então, Bebe Stevens aparece.
- Oi Addie, oi Ana! — diz Bebe.
- Olá... — dissemos eu e Ana, mas Ana respondeu secamente.
- Eu estava pensando em nos encontrarmos na lanchonete.
- Que horas? — perguntei.
- Seis horas.
- Nós topamos.
- Ok. — e então ela sai de perto da gente e vai conversar com o Butters.
- Não acredito que você aceitou por mim, Addie. Você sabe que eu não tolero a Bebe. — reclamou Ana.
- Qualé, Ana? É só um encontro babaca! Além do mais, precisamos sair um pouco!
- Mais não com ela!
- Só hoje, para não magoar ela, por favor!
- Ok, ok... — disse Ana.
E então, Stan volta com a namorada, mas Wendy foi conversar com Bebe.
- Hey, Stan me desculpe por aquilo. — disse.
- Tudo bem, não foi nada. — isso ainda não me acalmou.
Percebi que Stan estava tenso.
Quando finalmente chegou o intervalo, não vi Stan na mesa em que nos reuníamos ou na mesa da Wendy. Nem vi a Wendy na mesa em ela e gente da laia dela fica.
Fiquei imaginando onde Stan estaria com Wendy, mas provavelmente eles estariam namorando, mas algo me diz que não é isso.
Preferi ficar quieta, enquanto todos conversavam.
Mais tarde, quando a aula acabou, fui para casa almoçar e não ficar com o lago Starks.
Minha mãe ficou me vigiando a tarde inteira.
Quando eu perguntava o que estava acontecendo com minha mãe, ela sempre ficava em silêncio e isso é muito estranho.
Mais tarde,quano Ana chegou em casa para ir a lanchonete, começei:
- Ana, lembra de ontem, quando eu fui consultar o Mckay?
- Lembro sim. O que tem isso?
- Meus pais devem estar escondendo alguma coisa de mim em relação á isso.
- Mais que sacanagem! Eles não podiam estar escondendo nada de você! Caralho, você tem quatorze anos! Já está amadurecendo!
- E, além disso, eles falaram que foram "eles" que fizeram isso, mas eles quem?
— Quer descobrir isso?
- É claro que sim!
- Vamos começar amanhã.
- Certo.
E, no restante da viagem até o restaurante ficamos em silêncio, apenas obsevando o nosso redor.
A primeira coisa que me chateou logo de cara: Advinha só? Wendy Testaburger estava lá, do lado da Bebe.
O encontro foi um tanto... idiota. Para dizer a verdade, foi uma putaria. Wendy estava se oferecendo para todos os garotos bonitos que aparecia na lanchonte, e por causa da Wendy, fomos embora ás sete. Mas eu não fui exatamente embora, fui ao lago Staks.
E advinha quem eu encontrei?
- Stan! — exclamei.
Ele se virou para mim com os olhos inchados.
Me sentei do lado dele e o abraçei.
- Não chore, Stan. — disse o abraçando. — O que houve?
- Wendy terminou comigo. — respondeu.
- Sinto muito, Stan.
- O que você acha dela? — perguntou-me.
- Eu acho ela uma vadia. Nunca gostei dela.
- Você acha que eu supero?
- Você ainda me pergunta, Stan?
- O que eu faço, Addie?
— Se ela não te deu valor, é sinal que ela não precisa de você. Mostre que você não precisa dela.
- Como? Eu preciso dela.
— Não, Stan. Você não precisa.
- O que eu faço então?
- Esqueça ela.
- Como?
— Olhe ao seu redor! Há tantas meninas bonitas por aí.
- Isso não dá.
- Tenho uma idéia melhor.
- Qual?
- Vamos nos divertir?
- Onde?
- No parquinho.
Ele se levantou. Fomos ao parquinho.
Contei várias coisas engraçadas, para ver se arranco alguns sorrisos dele, e ele também contou as suas.
Nos divertimos muito, muito mesmo. Fomos em todos os brinquedos, pagamos mico, comemos e bebemos, descansamos, contamos piadas, zoamos com as pessoas que passavam, cantamos as musicas dos nossos celulares, mas traduzindo: o fiz dar uma esquecida naquelazinha.
Quando fomos embora, era uma onze horas da noite.
Fomos embora agindo como bebados.
Ele me deixou na minha casa primeiro. Ficamos parados na porta, encarando o chão.
- Sabe, Addie. Hoje você me ajudou bastante. — disse Stan.
- É para isso que os amigos servem, não é? — disse olhando.
Ele me deu um sorriso e me abraçou.
Durante o abraço, pude sentir seu carinho, seus sentimentos, seu calor... seu perfume.
Depois, ele me soltou e me deu um "boa noite", e foi embora.
Algo dentro de mim não o queria deixar ir, mas eu tive que superar essa vontade.
Fechei a porta e encontrei meus pais, bravos.
- Onde você estava, mocinha? — perguntou minha mãe.
- Eu estava com um amigo. — respondi indo pro meu quarto.
- Está de castigo! — disse meu pai.
Mas quando ele disse aquilo, eu ja tinha me deixado cair na minha cama.
Minha mente girava, em torno do Stan. Não sei por quê.
Senti algo amais por ele hoje.
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