Pensando Bem...
9 IX- He is mine, ok?!
Notas iniciais
Outro mês de puro calor começou, e Robin obviamente, seguiria mais um mês passando mal. Só que para ela não teria problema algum, o importante era estar com seus nakamas. Um mês que confessara seu amor por Zoro e há um mês as coisas estão indo muito bem, nada que não seja normal numa relação (tirando a monstruosa fome dele e a surreal concentração dela).
Tudo com certeza para os dois estava muito bem, até desembarcarem na Ilha Callanos, um lugar meio parecido com Amazon Lily num único sentido: Só tem mulher habitando.
A vegetação parece como a de qualquer outra Ilha, menos pelo fato de haver uma planta roxa e rosa chamada Kajin, não tem um significado efêmero como a maioria das outras plantas e alguns acreditam que ela seja derivada da akuma no mi (N/a: meus bugs quaisquer)... Como sempre eles cumprem suas tarefas para com o navio e depois vão se desgrudando para se divertirem;
Só que desde que Zoro pisou nesta Ilha as atenções tem se feito grandes e a súbita mudança de comportamento de uma certa arqueóloga também...
Robin estava meio... irritada? Não é comum dela ficar com mau humor, porém Nami a entendia e deu um sorriso por isso.
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–Em nossa Ilha são poucos os navios piratas nos quais encontramos mulheres. -dizia uma garota de cabelos rosados e baixinha, olhos castanhos e bem abertos, atentos para tudo- Vocês não são os únicos visitantes, mas fiquem a vontade, a Marinha não passa por essa rota da Grand Line.
–Muito obrigada! -a navegadora dos Mugiwaras agradeceu- Bem, então, já que terminamos nossas tarefas podemos fazer o quê?
–Acho que o Sanji já foi caçar o que fazer... -Chopper tinha uma enorme gota na cabeça enquanto apontava para o cozinheiro admirando as mais belas moças que pelas ruas passavam.
–Bem, tirando o Sanji-kun... -Nami corrigiu-se-
–Na verdade, parece que o Franky e o Ussop também arranjaram algo para fazer... -Chopper continuou com a mesma expressão-
–Ah, esqueçam... -a ruiva revirou os olhos-
O espadashin encarou a morena ao seu lado, ela parecia realmente brava com alguma coisa.
–Ne, Robin, o que foi?
–Detestei essa Ilha... -ela bufou e seguiu rumo para dentro do navio outra vez.
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–Ne, Robin-chan, por que voltou? Não é a sua vez de ficar na vigia. -Luffy pronunciou enquanto a via caminhando até uma das cadeiras no convés.
–Eu sei, Luffy-kun... Mas é que... eu não estou me sentindo muito bem nesta Ilha. -sorriu fraco-
–Está assim por causa do Zoro?
Ela paralisou... Encarou-o meio estranha e depois chacoalhou a cabeça;
–Está tudo bem com a gente.
–E pra onde ele foi?
–Não sei, acho que ele foi dormir em algum lugar. -Ela realmente pareceria muito chata se fosse atrás dele, o que estava quase impossível de fazer, mas se esforçaria. Foi pegar algum livro para ler enquanto ficava de companhia para Luffy;
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Ele estava pensativo, era a primeira vez em sua vida que a via de mau humor. Robin tem agido de modo estranho ultimamente, ainda quando Nami abria a boca para falar de tal ilha. Estava deixando a arqueóloga muito incomodada; Talvez, ela saiba de algo que possa ser importante... Mas ele não entendia.
E achava melhor não entender agora ou com certeza teria um sério problema depois. Só queria dormir em algum canto... Só que algo lhe chamou mais atenção: viu Brook se entretendo com a tal planta derivada da akuma no mi, o grande esqueleto abocanhou a kajin e engoliu.
Em questão de segundos Brook foi se tornando uma coisa que jamais foi: Neste momento Zoro sentia que precisava correr a todo custo até o nakama, o que aconteceu ele nem sabia direito.
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–Brook você está b... -ele se interrompeu, meio que... os ossos grandes do músico ficaram menores, ele ganhou carne, muita carne, curvas e um par de melões. Brook virou um agarota. Um garota muito bonita por sinal. -E-E-EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEHHHH?!
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–Todos estavam voltando para o navio quando Robin parou de ler. Ela já estava começando a achar que sua teoria era a certa, Zoro deve ter mesmo dormido em algum lugar... Ussop, Franky, Nami, Sanji, Zoro e... Zoro e... Zoro e... uma garota?!
Robin quis enfartar ali... Mas o que foi isso?!
–M-M-Mas... SERÁ QUE DÁ PRA EXPLICAR ISSO MARIMO?! -Sanji foi esbravejando com todas as letras-
–Não é o que estão pensando! -o espadashin tentava se defender, mas só tentava e quando seu olhar encontrou aquele azul... seu mundo caiu por completo. A cara extremamente brava dela já dizia tudo.
–N-ne, Robin-san não faça essa cara! -Nami já estava ficando nervosa-
–Zoro quem é essa pilantra do seu lado?! -Ussop gritou-
–É serio que vocês não estão me reconhecendo?! -anunciou a garota de pele bem morena e cabelo black power-
Ah, o ciúme!... Aquele que deixou uma arqueóloga muito explosiva e para não brigar com o espadashin, saiu dali... Sim, ele foi atrás dela;
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O eco de seus passos era forte, alto e firme. Não, ela não podia se deixar abalar por algo tão patético. Até ele conseguiu se controlar por que ela não conseguiria?
Mas quando deu por si já chorava de raiva, e não sabia explicar se era por causa dele ou da tal garota no convés. Só sabe que sentiu aqueles braços lhe apertando...
–Pode me escutar?... -ele perguntou e ela numa resposta muda permitiu- Aquela garota que está no convés, é o Brook.
Ela o encarou confusa, extremamente confusa.
–Então está me dizendo que você é...
–NÃO! TÁ LOUCA!? -ele gritou com desdém- Ele comeu a tal da Kajin e virou mulher!-
–Só isso?
–Só isso... Qual é Robin! Você me conhece e sabe que não faria isso com ninguém, muito menos com você. -era uma mania, abraça-la do nada quando a via em agitação- Eu já falei que te amo e se precisar repetir, eu repito. Além do mais, Brook pode ser bonito como mulher, mas continua sendo alto demais.
–E altura importa? -disse ela meio fria-
–Não, mas quem eu amo importa. -e novamente aquelas mãos desceram das costas para a cintura, cintura que geralmente é prensada contra seu corpo de uma forma mais sensual. Ela perdeu a conta de quanto tempo ficaram naquele abraço, mas sabe que foi um bom tempo até Chopper aparecer; Mas enquanto estavam sozinhos, não custava nada para ele enxugar aquele rosto. Gosta de vê-la sorrindo, mas admite, vê-la com ciúmes é outro nível!
Robin acabou por sentir seu rosto queimar, estava com vergonha, não pelo ciúme, mas sim pelo jeito de como ele consegue tratar as coisas. Estavam parados no corredor escuro, o corredor do porão. Ele lentamente foi pedindo espaço para um beijo, de início a beijava em lugares destintos e por fim foi explorando-a.
Aquela famosa informalidade nas coisas, Zoro não faz teatro, quando quer, consegue e ai de quem lhe nega... E ele se surpreendeu porque ela é quem estava exigente hoje, as mãos delicadas da morena enlaçaram o pescoço do mesmo, lhe percorrendo a nuca e aprofundando o beijo, e Robin acaba por se divertir em puxar alguns fios esverdeados dele;
Pulmões... esses sim eram os verdadeiros lutadores agora, oxigênio faz bem a saúde, sabiam?... Mas é claro que sim! Porque depois de um tempo só no beijo o ar faltou e ambos sentiam as costas doerem por tal.
Mas ainda sim era pouco, o gosto dela pulou a etapa do vício e se tornou uma necessidade; O beijo foi ficando lascivo e violento, num bom sentido... Era inevitável jogá-la contra as paredes daquele lugar, a respiração pesada, os arfados, gemidos... Nada era suficiente para tê-la por completo, nunca era. Zoro precisava de mais daquela insana!
A saia do vestido branco da arqueóloga foi subindo a cada vez que o espadashin a pressionava mais contra a parede, os corpos já estavam se espremendo muito, sentia aqueles seios grandes comprimidos de um modo absurdo contra seu tronco...
Queriam ter continuado, porém Nami deu entrada nos corredores a procura deles.
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–Ah, Brook não devia ter engolido aquela planta, agora vai ficar umas três semanas como mulher! -Chopper diagnosticou com tédio-
–Mas fala a verdade, eu fiquei gostoso assim né? -gabava-se o esqueleto-
–Eu concordo! -Sanji lhe lançou um olhar tarado-
–VOCÊ CONCORDA COM QUALQUER COISA QUE ENVOLVA MULHER! -todos no convés gritaram-
E assim eles ouviram passos ecoando, Zoro estava na companhia da arqueóloga, ainda de cara marrada, mas bem melhor do que aquela careta assustadora de ciúmes.
–Robin-chan! Não faça mais aquela carinha, me deixou preocupado! -Brook falou aflito-
–Está tudo bem, Brook-san... -respondeu ela com um sorriso mínimo-
–Nós já vamos jantar.
–Estou sem fome, obrigada. -ela dera um sorriso mais elegante e puxou Zoro para fora do navio.
–Hey, aonde vão?! -Nami perguntou-
–Dar uma volta! -Robin disse simplesmente-
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A cidade de Callanos é bem grande e com certeza mulher é o que não falta em seu campo de visão, mas para a arqueóloga aquilo era o quinto dos infernos;
E não havia uma garota que não engolisse o espadashin com os olhos... Não era incômodo, a morena sabia ignorar, porém...
–Robin, lembra daquele livro sobre os historiadores de Pursting que você falou há alguns dias atrás? -ele parou subitamente encarando o comércio-
–Sim, o que tem?
–Não é aquele livro? -o maior apontou para uma livraria em que havia o tal livro- Quer ir ler?
–Você ficaria duas horas me esperando ler?
–Acho que não, acabaria dormindo. -ele riu de canto-
Ela também riu e assim continuaram andando;
Não fizeram nada de realmente divertido, mas estavam curtindo a companhia um do outro e isso era mais divertido que qualquer outra coisa, acabam tirando sarro de algumas coisas ou até imaginando como será a próxima Ilha (e ela reza para que não seja uma Callanos da vida).
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Ah, mulheres! São tão... mulheres! E Zoro já tem duas para suportar todos os dias, não quer mais outra... Fora Brook que virou menina.
Na volta para o navio a cidade parecia mais cheia do que o normal, possível que novas embarcações piratas tenham chegado, mas a quantidade de mulheres subiu muito em duas horas. E a quantidade de olhares também. Zoro evitava ao máximo, mas onde passava, havia outra e outra e outra e outra...
Uma delas chegou a deslizar as mãos levemente pelas costas do mesmo sem que percebesse; Mas quem disse que Robin não percebeu? Estava cansando daquele lugar, queria logo chegar na próxima Ilha... Suspirou.
–Vadias, todas vadias... -resmungou a arqueóloga-
Zoro se espantou com o que ouviu e encarou-a surpreso...
–Nico Robin falando palavrão?! Que bicho te mordeu?!
Ela se aproximou do ouvido do moreno e riu sensualmente;
–Um chamado Zoro... -e para o deixar na provocação, ela lhe mordeu o pescoço e voltou a caminhar como se nada tivesse acontecido.
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Quando voltaram pro navio, algo estava bem errado. Todos estavam brigando:
–CHEGA! -Zoro gritou, todos voltaram sua atenção aos dois nakamas na entrada do convés- O que está acontecendo aqui?!
–Brook virou menina, não pode dormir com a gente! -Luffy franzia o cenho-
–Mas ele ainda sim é um homem e não pode dormir no quarto das meninas! -Nami resmungava-
–Então eu durmo no convés e acabou a discussão! -Brook falava se irritando-
A briga continuou e aumentou de volume, nem mesmo Zoro conseguia fazê-los se calarem outra vez. Então, mãos e mãos foram aparecendo e subindo até cada uma das boquinhas abertas, as tapando com muita força.
–Ah, acalmem-se! -pediu Robin- Os meninos tem razão, Brook agora é uma garota e não pode dormir com eles. -os rapazes comemoraram- Mas... -ela indagou- Nami-san também está certa, ele só está assim temporariamente e não pode dormir com as meninas.
A garota do black power retirou a mão de Robin de sua boca para poder falar:
–Então eu vou dormir aonde?! -a voz do esqueleto com vida agora estava menos rouca, menos grave e um pouquinho irritante-
–Pode dormir no quarto que sobrou. -sorriu a arqueóloga-
As bocas foram sendo destampadas e assim eles passaram a refletir no ato...
–Aaaah...
–"Aaaah", nenhum de vocês pensou nisso antes?! -Zoro esbravejou, aquilo era tão óbvio que dava até raiva.
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E depois da confusão resolvida, a morena dos hipnotizantes olhos azuis encarava o céu, estava pensativa... Um mês de muita coisa, um mês de muitos sentimentos aparecendo sem ao menos notar.
Estava na sala de observação, sentada ao lado da janela, encarando cada estrela ali presente. Aqueles braços novamente a apertaram num abraço confortante.
–No que tanto pensa? -perguntou o espadashin sem precisar encará-la, esperaria que ela quisesse-
–Em Ohara... -ela respondeu com tranquilidade, ainda admirando a noite;
–Algo ruim?
–Não, só... lembrei de algumas coisas importantes. -Robin estava acompanhada apenas pela taça de vinho antes de Zoro chegar, a enorme saia verde clara que se tonalizava para um amarelo na barra cobria-lhe os pés, a blusa branca não dizia nada mais que serenidade.
–Robin, você está com ciúmes?
–Não...
Ele a encarou com um sorriso maldoso.
–Você é péssima mentindo sabia?
–Dereshi... -riu ela... E o moreno a encarou... o que seria "dereshi"? Ás vezes a pega rindo usando essa palavra, se é que é uma palavra.
–Você ri de um jeito meio estranho de vez em quando. O que é dereshi?
–É apenas um riso, um riso muito especial.
–É tão... estranho usar uma palavra para rir.
–Dereshi!... -ela riu outra vez, até que contagia rir assim-
–Do que está rindo? -ele indagou curioso-
–Você mudou bastante Zoro, isso é bom... -ela encarou a taça de vinho-
–Dereshi... -ele riu fracamente-
–Está errado! -ela reclamou-
–Então faça melhor! -ele devolveu rindo-
–Dereshishishi... -ele não aguentou, é fofura demais numa pessoa só, lhe jogou no sofá e começou um ataque de cócegas em Robin... Agora daria motivo para ela rir assim. Quando parou as cócegas encarou-a e lhe deu um abraço;
–Você fica linda quando está com ciúmes!
–Obrigada! -ela sorriu se deitando com no sofá com ele enquanto ainda lembrava de como as coisas mudaram tanto em sua vida.
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