Notas iniciais
Heey! Gente, sério, desculpa. Eu demorei algum tempo, mas espero que de alguma forma esse capítulo recompense. E vamos aos comentários. Eu fiquei muito, muito feliz. Juro. Muito obrigada ao VictorHugoMariano, à Ester Cullen, à Alice, à Yas Oliveira, à Sweet Girl, à Invisible Fire e à Anah Vi XD ( que favoritou também, então muito obrigada novamente).Vocês são incríveis. Bom, quem quiser ouvir uma música ao ler o capítulo aí vai: Lowercase Noises - Silence of Siberia ( https://www.youtube.com/watch?v=79Hx5Qpyh7s). Boa leitura =)

Eu me sinto completamente afogada. Eles nadam. Nadam e nadam perfeitamente em um mundo imperfeito. Eu aprendi a nadar. Aprendi, de verdade, a viver em meio ao nada e sobreviver a isso. Eu só não quero mais. Eu escolhi me afogar. E se eu já estou morta, eu juro que não sei. Nós somos seres humanos e mesmo que queremos fugir, nós voltaremos a superfície. Nós viveremos...

Ando com pouco tempo. Quer dizer, eu corro com pouco tempo. O dia inteiro tenho coisas idiotas a se fazer. Talvez se eu contasse uma delas, muitos de vocês mostrariam uma lógica a qual eu não entendo e tenho medo — acho que é essa a palavra — de escrevê-la. Pois eu a considero vazia, incompleta e eu tenho medo de que isso seja verdade.

Eu tenho medo, porque eu estou vivendo isso. Vivendo a droga de uma vida vazia. Sem sentimentos. Sem nada concreto, nada real. Um monte de mentira. E eu olho para as coisas e eu não entendo absolutamente nada delas. Eu as encaro e percebo que estou sozinha. Sozinha em meio de... Em meio de nada. Ou de falácias.

Eu...É engraçado. Eu, às vezes, sinto que não estou vivendo. Apenas atuando, fingindo, enganando, mentindo, nadando. Eu até me canso de ouvir as mesmas palavras que escrevo... Porém é como se nadássemos. Nadamos em um mundo submerso por algo a mais. Ou esperamos que seja isso. Acho que todos tem esse medo idiota. Esse medo de que a vida seja isso mesmo. Apenas isso.

Eu me sinto completamente afogada. Eles nadam. Nadam e nadam perfeitamente em um mundo imperfeito. Eu aprendi a nadar. Aprendi, de verdade, a viver em meio ao nada e sobreviver a isso. Eu só não quero mais. Eu escolhi me afogar. E se eu já estou morta, eu juro que não sei. Nós somos seres humanos e mesmo que queremos fugir, nós voltaremos a superfície. Nós viveremos...

E eu li uma vez algo que questiona o meu texto inteiro. Que me questiona. "Sim, eu sou feliz. Não, minha vida não é perfeita." Eu não entendo. Juro que eu não entendo. Essa frase me machuca de uma forma que não tenho como explicar. Eu só sinto coerção e dor lendo ela. Porque eu não sou feliz e minha vida poderia ser perfeita para muitos. E, merda, eu não sou feliz.

Agora, o certo seria apenas afirmar que sim e ignorar o que sente? Ignorar as dores e só... Viver? Tanto faz. Simplesmente ninguém se importa com isso. Não há cura para o que se sente internamente. Não há remédios, não há pessoas, não há nada. Mas você pode fingir. Fingir até acreditar que há. Até você ser feliz e os seus problemas não forem nada demais.

É o que dizem para se fazer. Finja que você está bem. Finja que você não sente medo. Vamos fingir então que isso signifique alguma coisa. Vamos parar de sofrer e vamos também dar um tiro nas nossas cabeças. Porque nada importa. Nada, absolutamente nada. Tudo é uma mentira. Tudo é um fingimento. Esqueça quem você é e seja quem eles querem que você seja. Arrume um emprego, case com alguém, tenha filhos, trabalhe até você não conseguir mais. Não deixe que uma impressão errada te impeça de ser feliz. Porque isso é a felicidade. Essa é a porra da nossa vida.

Caso você não conseguir, fique tranquilo. Você voltará a superfície e irá seguir com a sua vida. Você irá viver. Porque todos vivem. E durante isso, olhe as estrelas ou o céu. Mas nunca as pessoas. Por favor, não olhe para elas. Porque elas são felizes e a felicidade delas é uma onda. Ela vai te afogar e você vai voltar de novo. Irá viver de novo. Quer dizer, nós somos seres humanos. Sempre vivemos. Sempre atuamos, fingimos, enganamos, mentimos, nadamos.

Notas finais
É isso, então. Espero que tenham gostado. Esvaziem-se nos comentários ou encham-me deles assim como no anterior. Beijos e até Ç: Ah, continuem a nadar! [ Ou não...]