Pensamentos Soltos

2 Ingénua Ignorância


Na imutável noite sombria,

Quando a lua resplandece

Expondo a nova descoberta,

A árvore da origem floresce

Sombria noite que tudo guardas.

Sombria noite que segredos escondes.

Sombria noite que abismos ocultas.

Sombria noite que sonhos proteges.

Sombria noite que tudo acolhes. Perigos e inocências.

A ti não te chegam bens.

A ti não te chegam males.

De ti não se valem criaturas que não queiras proteger.

Nasces para que o dia morra.

Morres para que o dia nasça.

Pois como o perpétuo dia não permite o repouso,

a perpétua noite não permite a vida.

Na tua dupla existência, o silvo das folhas é ouvido

por aqueles que tentam subjugar o princípio da existência.

Ocultas pelo teu manto, as sombras avançam

rumo à sua própria origem sem saberem

que a cobiça os leva à própria aniquilação.

Sonhos devotos, mas sem sentido

que só trazem destruição.

Não cuidem e o destino facilmente

vos apanha sem contestação.

Por vós foram levados.

Por vós foram esquecidos.

Por vós sentimentos foram aniquilados

Para que vós não fossem os triunfados.

Então, hoje, enquanto vocês avançam

outros por de trás vos alcançam, para que,

depois da sangrenta batalha, a vida permaneça

tal qual as vãs esperanças dos novos nascidos

e dos ingénuos indivíduos.

No fim, sombria noite, só a tua negra realidade

e o teu adverso oposto permanecem tão gloriosos

quanto os vossos inícios no início dos tempos.