Quando o espetáculo começa

Todo mundo vem depressa

Todos querem um lugar

Para o show apreciar

Quando a cortina sobe

De risos o local se consome

Ali está o palhaço

Esvaindo-se em agonia

Caindo aos pedaços

Satisfazendo a maioria

E ali no picadeiro

Ninguém mais é verdadeiro

Por debaixo destas vestes

Há um ser que preste?

O palhaço ali está

Fazendo todos gargalhar

Com seus truques pueris

Ocultando num sorriso medonho

Seu terror enfadonho

Um, dois, três

Segure um coração por vez

Cuidado! Não se agite!

E da plateia

Nenhum som se emite

Um, dois, três

Não deixe os corações cair

Quatro, cinco, seis

Quero ver se vai conseguir

O palhaço é hábil

E mais uma vez surpreende

Não há nada mais frágil

Que sua dor latente

E o palhaço se despede

Com doce aflição

Um, dois, três

A cortina baixa então