Pensamentos Na Chuva
1 1 - O Veneno Que Queima A Alma Solitária
Notas iniciais
É um texto um pouco contraditório (vocês vão notar que eu falo que desejo ser só, mas também desejo ter companhia), mas nãp tenho culpa de ser assim kkkk
Chuva. Algo tão frio, efêmero e delicado. Algo tão belo, mas apreciado por tão poucos. Eu me sinto assim como ela. Os dias correm, me matando por dentro, com a solidão apertando o peito cada dia mais, sem o toque humano com seu calor para aquecer meu coração e minha vida. A vida tão delicada e rápida que parece desaparecer de minhas mãos a cada segundo. Eu não quero morrer, não agora, não desse jeito.
Eu sinto que se alguém não me olhar nos olhos nesse exato momento, eu irei me despedaçar em milhões de cacos solitários, frio e afiados. Afiados de um jeito que ninguém nunca se atreveria a tocar, de modo que o deixa-se isolado para o resto de sua vida vazia.
Eu não quero ter que viver sem ninguém, eu não desejo que me compreendam, só desejo que peguem minhas mãos e digam “Não se preocupe, eu estou aqui, tudo ficara bem”.
Eu sempre desejei ficar só, mas chega uma hora que seu veneno lhe queima por dentro, começando seus efeitos no peito, subindo pela garganta e terminando nos olhos. Eu nunca quero que o veneno saia, nunca permito que ele se torne livre. É algo pesado a se carregar. Com o passar dos anos, o peso se torna fácil de carregar, mas então, todo delicado castelo de vidro desmorona e o peso triplica, envenenando não só seus olhos, mas sim toda sua alma e existência infeliz.
Por que alguém nunca pode dizer “Ficaremos juntos, pode apostar”? Algo tão simples, mas tão complexo.
Eu desejava todos os dias por alguém, mas não é algo possível. Você é capaz de entender a dor de uma alma solitária? Você consegue enxergar por dentro de dois espelhos escuros, vazios e sem vida?
Isso não é o suficiente para matar, mas é o suficiente para te deixar doente, te afastar de todos os seres e, quando só, lutar para impedir o veneno em excesso de escorrer.
Uma doença enlouquecedora, uma doença cruel, um doença maligna, algo que faz você desejar que seus dias acabem logo para não mais sofrer, algo que faz você desejar que seus dias durem eternamente, para encontrar alguém que entenda seu silêncio e sente ao seu lado apenas para observar.
Uma contradição tão triste. O desejo de ficar só e o desejo de ficar junto.
O segredo por trás de toda esta máquina é a proteção. Eu nunca quis me despedaçar em cacos afiados, porque afinal, se isso acontecer, ninguém irá me remendar doce, delicada e pacientemente.
Desculpe-me alma, eu só faço você sofrer. Desculpe-me mente, eu só faço você adoecer. Desculpe-me vida, eu nunca quis te maltratar. Desculpe-me existência, eu nunca quis fazer com que você fosse tão sozinha, doente, insana e contraditória.
Notas finais
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