Pensamentos Flutuantes

3 Pensamento 3: Espelho, espelho meu


Notas iniciais
Oi! Depois de muito tempo sumida, aqui estou para postar meu terceiro poema que trata um pouco sobre as aspirações humanas, relacionando com os estudos da física sobre espelhos côncavos e o espelho mágico da história da Branca de Neve (que mistureba né, eu sei). Espero que gostem!

Espelho, espelho meu, mostra muitas imagens minhas,

Mas dos outros também,

Do que sou,

Do que os demais são,

Do que eles são e eu não sou.

.

Espelho, espelho mau,

Diz que estou distante do centro e do foco,

Faz-me enxergar os sonhos pequenos e invertidos

Penso que não há solução,

Que o mundo foi feito para seres superiores.

.

Espelho, espelho falaz,

Vê que fiquei sentida e me dá incitamento,

Diz que tem indivíduo mais ínfimo que essa minha face desacreditada,

Que meus escopos não estão tão longínquos,

Mesmo longe do foco e distante do centro me faz enxergar distorcido e tudo maior do que [verdadeiramente é, e eu acredito.

.

Espelho, espelho estranho,

Tem dia que olho, olho e não diz nada,

Mau, falaz, estranho, não revela o que devo aperfeiçoar,

Olho, olho e vejo só o que sou,

Nada que queira a mais.

.

Espelho, espelho bom,

Não reclamou nada porque eu já dispunha tudo

Via o que os demais são,

O que eles são e eu também,

Eu estava no foco, no centro e qualquer imagem que não fosse a minha, seria imprópria.

Notas finais
Obrigada por ler, fiquem à vontade e comentem!