Pensamentos De Um Pseudo-poeta À Beira Da Loucura.
4 Alma Sofrida.
Notas iniciais
Numa longa caminhada, duas almas sofridas que vagam por aí se encontram...
Qualquer semelhança nesta prosa com a obra do seu escritor pernambucano favorito é mera coincidência.
Qualquer semelhança nesta prosa com a obra do seu escritor pernambucano favorito é mera coincidência.
- Onde vai, Alma Sofrida?
- Não sei dizer-lhe, Alma Sofrida.
- Como não?
Todos sabem onde vão, Alma Sofrida.
- Estou sem rumo, Alma Sofrida.
- E quer companhia para chegar à lugar nenhum, Alma Sofrida?
- Não, obrigado.
Procuro por uma alma como eu.
- Sofrida?
- Eis aqui uma, Alma Sofrida.
- Não és como eu.
- Como não, Alma Sofrida? Não vê os pedaços que venho deixando por onde caminho?
- Não és como eu, Alma Sofrida.
- Explica-te.
- Tu és Alma Sofrida de tanto viver amores sem amor. Tu és Alma Sofrida, de agonizar na culpa de quebrar corações.
Alma Sofrida de saber que só o sofrer faz propagar.
Alma Sofrida como a que me fez também ser uma.
Que por aí faz-me vagar, sem rumo.
Notas finais
A Alma Sofrida então retira-se calada.
Enquanto a outra volta a caminhar, sem rumo, sem destino.
Enquanto a outra volta a caminhar, sem rumo, sem destino.
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