Pensamentos De Um Pseudo-poeta À Beira Da Loucura.
12 A Descoberta
Notas iniciais
Escrever um rascunho para tudo. O homem que ali viveu era assim. Frederich descobre em uma gaveta, o que teria sido o rascunho de uma carta.
"Para Peter Sean"
"Para Peter Sean"
Difícil.
Tão difícil que não sei por onde começar.
Tão difícil de dizer, que por um poema carta é que vou te contar.
Não sou o homem corajoso e galanteador que me apresentei à você.
Todos aqueles amores, todas aquelas façanhas, tudo falso.
Pra te conquistar.
A verdade talvez, você não consiga nem acreditar.
Tive uma única mulher.
Elizabeth. Linda Liza!
Me agarrei à ela por medo. Medo de não ter mais ninguém, só ela conseguiu satisfazer-me sendo mulher.
Sempre tive medo do que pensariam, você sabe.
Tive até um filho, a coisa que mais amei até aqui. Frederich, seu nome. Mas o abandonei!
Abandonei por você! Abandonei para viver esta loucura! Abandonei por te querer!
Já não me importo com o que vão dizer, quero apenas você!
Suba o riacho, venha até mim!
Notas finais
"de seu amor, Harry Evans"
Frederich mal podia acreditar. Seu pai. O abandonou pra viver com outro homem. Sua homofobia subia amarga como ânsia à garganta, queria vomitar ao ler aquilo! Como pode? Fazer tão infeliz minha mãe? Trapo de homem!
Nota: Harry enviava cartas à Peter pelo riacho, dentro de uma garrafa.
Frederich mal podia acreditar. Seu pai. O abandonou pra viver com outro homem. Sua homofobia subia amarga como ânsia à garganta, queria vomitar ao ler aquilo! Como pode? Fazer tão infeliz minha mãe? Trapo de homem!
Nota: Harry enviava cartas à Peter pelo riacho, dentro de uma garrafa.
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