Pensamentos By Anne Diogo
13 Adeus, coxia!
Dessa vez eu não to te assistindo,
Te observando,
Ou na coxia,
Eu só to vivendo,
A minha feliz vida,
Mas te encontrar nos meus sonhos me deixa em erupção,
Por que Morpheu é tão cruel comigo?
Me fazendo acordar com raiva.
Eu consigo viver longe,
E acho que quero isso,
Porque toda vez que me aproximo,
Lembro dos erros,
E tenho necessidade de recompensa,
Isso é tão mortal.
Eu to seguindo em frente,
To amando voar,
Com as minhas próprias asas,
Assim como me ensinou aquela marca do seu corpo,
Mas sou uma indecente poetisa,
Que mesmo te esquecendo,
Faço questão de pelas últimas vezes escrever sobre você,
Para cronometrar na minha história onde tudo dentro de mim acabou.
Terminando faz tempo,
Acabou em mim faz tempo,
Porém não consegui não escrever sobre a raiva daquele sonho com você,
Não era nada além de te olhar,
Mas o copo cheio que estou,
A única gota de te observar,
Já me faz transbordar,
E com o liquido que você me encheu,
Transbordar deixou de ser bom,
Erupção não é mais prazer,
É apenas lava,
Quente, perigosa e mortal,
Assim como eu.
E juro que essas tantas palavras não é sobre mim,
Nem sobre você,
É sobre ir embora da minha vida
E eu deixar de ligar para isso,
A ponto do meu amor virar nada na sua ausência
E ódio na sua presença.
Porque eu só quero revogar minhas promessas,
E continuar em paz no meu lugar.
Vanglorie-se de que ainda faço textos para você,
Mas não mostre a ninguém,
Porque assim eles verão que não quero mais nada,
Nem mesmo aquela herança genética que eu pedi em situação,
Depois de você desistir,
Por pura vaidade de não querer suar ao correr,
Atrás.
Ame quem você tiver que amar,
mas conte-a que você disse a Deus e o mundo que não era paixão,
Não minta mais,
Não iluda mais,
Não por mim,
Mas pelo seu futuro.
É tudo que eu acho que eu tenho a dizer,
Sobre um amor do passado,
que a dor foi relembrada
pelas lágrimas de uma amiga
por um amor espelhado.
Siga em paz,
Como estás,
Eu to em paz,
Como estou,
E se caso sentir saudades,
Não se esqueça de me contar,
Além de amada,
Fui amiga,
E vou querer saber se quiseres me procurar,
Um café do nada,
Será normal,
Não há nada demais em rever um antigo grande amor,
Talvez um pouco desconcertante,
Diria meu amado Chico.
Não ligo,
Já passei por EME,
não procuro saber de você e ENE,
ou qualquer alfabeto,
uma xícara com ERRE não seria nada demais,
Só sei que meu ERRE nunca mais.
A menos que eu erre,
De novo.
Presentear a confiança,
Mas do jeito que estou,
Só voltaria por vingança
E nada mais.
A cada gole talvez eu te conte o quanto to crescendo,
A cada mês me surpreendendo,
E revivendo ser caloura,
mas sem marcas,
no rosto,
no corpo,
no coração
ou na alma.
Tirei você do significado de FELICIDADE,
Possivelmente encontrando o motivo do meu sorriso na minha próxima tatuagem,
Que será sinônimo de viver.
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