Penhasco

1 Capítulo 1 - O Penhasco


Notas iniciais
Poesia do Livro Velhas Histórias

Ela dançava a beira de um penhasco.

Ela era suave e serena como o vento sobre as águas.

Ela era uma pequena menina e seus medos,

Mas parecia que ali a beira daquele precipício nada era

Mais eterno que a coragem de bailar.


Ele era um menino e seu macacão, não queria nada

Além de correr da realidade intoxicada.

Apenas fugindo de uma maldade que o puxava para trás.

Quando enfim caiu perdendo as forças de seus frágeis

Braços de criança.


Então ele a viu dançando alucinadamente

De olhos fechados sem medo. Só o que ele buscava.

Ela lhe trazia paz e serenidade.


Quando os dói se viram os olhares se perderam no vento.

Parecia que ambos cairiam até que

Os braços esticaram-se a beira do fim.

Era o inicio de um amor?

Era inicio de uma nova dor.


Arriscavam-se dia após dia

Apostando todas suas cartas e entregando-se

A este amor ardente e complexo

Que ambos não sabiam dar nem tomar.

Até que surgiram as feridas por ignorância da vida.


Então quando ela estava preste a cair do penhasco

Ele a segurou com toda a força que lhe restava.

Sua alma estava ferida, uma marca que o cicatrizaria

Por toda a vida.

Mas nessa tentativa de ajuda — lá ele caiu.


Poupava-lhe a dor. Poupava-lhe novos medos.

Poupava-lhe o sofrer. Lá de baixo ele não enxergava

O erro que cometia. Ela era incapaz de entender.


Ela só sabia dançar e dançar e chorar.

A cada paço de dança que ela dava era uma

Pedra caindo sobre o pobre menino

Apenas seguro por uma raiz em seu macacão jeans.

Até quando a raiz aguentará a dor desse amor?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.