Pelos corredores do Castelo
2 Expresso Hogwarts
Notas iniciais
Luffy’s Pov
– TODOS A BORDO!! – Berrava em alto e bom som o maquinista, tentando superar o apito agudo e estridente da locomotiva a vapor à moda do século XX.
Luffy, com toda sua calma e agilidade, entrou cautelosamente pelo grande e belo Expresso Hogwarts e procurou por uma cabine vazia, tateando pelas portas das mesmas com a esperança de encontrar uma, a qual não tardou muito para localizar uma desocupada. O garoto de madeixas negras se sentou no grande assento vermelho estofado que provavelmente no seu interior era provido de muita espuma e analisou tudo ao seu redor. Absolutamente nada havia mudado naquele ano ( Quase sempre nada mudava ) , o que não impressionou o menor, que limitou-se a sentar-se próximo a janela e observar as outras famílias dando suas últimas despedidas aos seus filhos e filhas. Luffy desejou que seus parentes estivessem lá.
Balançando os pés freneticamente, Luffy aguardava seus companheiros ansiosamente no local, levemente preocupado. Não sabia se os amigos iriam encontrá-lo ali. Principalmente Zoro, aquele o qual possui o pior senso de direção que o adolescente já havia visto na sua vida. As vezes Luffy se pegava indagando do por que Zoro conseguira entrar para o Time de Quadribol da Gryffindor, porém nunca se aprofundara muito no assunto.
Não tardou muito até o primeiro companheiro chegar, o melhor, A primeira companheira.
Nico Robin além de ser a mais velha, ela era indiscutivelmente a mais madura entre todos. Juntos de Luffy, Zoro e Sanji, Robin também fazia parte da casa de Gryffindor, e no final do ano passado ela havia sido convidada pela Professora Minerva McGonagall para exercer o cargo de monitora, o qual ela de cara recusou, pois de acordo com ela, isso atrapalharia seu desenvolvimento na escola de bruxaria e também faria com que ela não pudesse passar muito tempo com os amigos.
Com seus belos cabelos negros lisos e sedosos, e com seu rosto fino, Robin relaxou-se um pouco no assento e lançou um sorriso sem dentes para o menor que sentava-se a sua frente, que logo se alegrou.
– OEE, ROBIIN! – Gritou Luffy, feliz e despreocupado. Não via a mulher desde o final do último ano letivo, e o único contato que eles tinham era pelas cartas mandadas pela sua coruja Tony Tony Chopper.
– Olá Luffy – Respondeu calmamente a mais velha o observando de cabo a rabo com seus belos olhos azuis – Você cresceu! – Afirmou, depois de um curto período de analise.
O menor ficou feliz por ela ter notado. Nas férias de verão junto de Ace e Sabo, Luffy havia feito diversos exercícios de alongamento com a finalidade de tentar ganhar alguns centímetros a mais. Pena que com o tempo, Luffy acabara deixando de lado a sua série de exercícios devido a grande ausência dos irmãos. O pensamento o fez ficar um pouco mais deprimido, e isso logo despertou a atenção da mulher a sua frente.
Tentando mudar drasticamente de assunto, durante um curto período de tempo Robin começou a conversar de coisas aleatórias as quais ocorreram durante suas férias de verão. Conversas sem sentidos e sem nexo que poderiam variar de carne para múmias mortas-vivas, porém as histórias faziam alegrar o dia do menor. Logo as outras pessoas começaram a chegar,primeiro Zoro e logo em seguida Sanji, que para variar estavam discutindo quem era melhor no feitiço de transformação.
– OE OE OE MARIMO, VOCÊ NUNCA CHEGARÁ AOS MEUS PÉS NOS FEITIÇOS DE TRANSFORMAÇÃO, VOCÊ NÃO É NEM CAPAZ DE TRANSFORMAR UM PALITO DE FÓSFORO EM UMA AGULHA! – Berrava o louro em ataque ao homem de madeixas verdes ( As quais pareciam muito artificiais, mas pode acreditar que não é )
– QUIETO SOBRANCELHUDO, E ISSO NÃO INCLUI O FATO DE QUE SUA COMIDA É UMA MERDA! – Retrucou Zoro já mostrando mais agressividade na voz.
–COMO É QUE É!?
– É ISSO MESMO QUE VOCÊ OUVIU!
Após alguns minutos de tensão e de muito esforço da parte de Luffy e Robin a fim de apaziguar da discursão, Zoro e Sanji finalmente sentam em seus respectivos locais e começam a dialogar como se nada tivesse acontecido.
Todos estavam ali ( Menos a Nami, claro, a qual havia se tornado Monitora) e Luffy se sentia muito feliz. Nunca queria se separar deles.
Não tardou muito para que a locomotiva a vapor começasse a se movimentar. A pressão da inercia fez a barriga de Luffy gelar, como se tivesse engolido de uma vez só 500 cambucas de gelo. "Mal posso esperar voltar para Hogwarts" Pensou o menor, em seu pequeno apogeu psicológico.
Law’s Pov
Estava quase na hora. Law havia treinado todas as falas , rotas e instruções as quais ele precisava passar para os novatos. O moreno estava se sentindo levemente nervoso com a situação. Mal podia esperar para acabar com tudo isso e ir logo para sua cama e descarsar durante um século.
– Não se preocupe, são só pivetes de 11 anos, eles não mordem, caso der algo de errado, é só ameaçá-los com sua varinha que logo calarão o bico – Aconselhou a monitora da HufflePuff, Jewelry Bonney. Uma mulher provida de uma personalidade invejavelmente forte. além de ser muito bela aos olhos de Trafalgar;
– Bem...agradeço pela dica – Disse Law com certa indiferença a mulher de cabelos róseos e olhos claros.
Law sempre fora uma pessoa muito antissocial. Não sabia o que a professora McGonagall tinha na cabeça de colocá-lo como monitor e além disso, ela tinha lhe concedido o poder de capitão da equipe de Quadribol da Gryffindor, e isso o preocupava. Trafalgar não possuía espirito algum de liderança e ainda por cima era péssimo para dialogar com os outros. Em modéstia parte ele poderia ser um aluno excelente nos estudos, tanto que está em 2º lugar no hanking de melhores notas da escola ( Perdendo somente para Nico Robin ).
Não tardou muito para que o sol caísse e o moreno começasse a ouvir alguns múrmuros vindos de fora do castelo.
– Eles estão vindos – Disse Bonney, realçando seu belo sorriso e arrumando sua postura, o qual fazia ficar mais destacado seu batom vermelho vivo que ela usava constantemente.
– É – Respondeu o maior, engolindo o seco e preparado para o que der e vier. Pelo menos ele achava
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