Pelos Séculos

12 Run For A Fall


Notas iniciais
Hey aqui está um novo capitulo ♥

“Os olhos dela derramam-se enquanto a vergonha

Foi escrita em sua face

Quando ela compreendeu que suas falhas

Nunca poderiam ser desfeitas outra vez

Você não notou a mão manipulada

Que obscureceu seus pensamentos por todos esses anos

Que o fez inseguro

Você não notou a ancestral areia movediça

Que puxa você para uma vergonha eterna

Você nunca será capaz de lutar, nunca será capaz de esconder

Corra para perecer, é melhor você correr

Cego por seu sucesso e por todo o excesso

Surdo pelos aplausos que você tinha

Em um véu nebuloso, mal colocado

Onde castelos no ar não serão mais vistos

Como algo fora do alcance

Com o tempo o sonho será apagado

Então tantas coisas nunca serão do jeito que elas pareciam

E o orgulho terá sua queda afinal”

Passos suaves eram escutados entre as arvores, sentiam as ondas de poderes que emanavam de Érebor, um ressonar delicado tomava conta das florestas Esther entendia o recado, havia uma marcha a caminho da montanha, um sorriso toma conta de seus lábios. A mulher de cabelos negros bem presos e pele escura era a personificação da beleza, ela trajava roupas de batalha estava à frente das demais feiticeiras que a seguiam por aquele caminho, a voz dela inundava o local, enfeitiçando as criaturas vivas que ali residiam, Antilone, era uma guerreira nata, uma prateada antiga que guardava os mais antigos feitiços, atrás de si trazia consigo filhas de Ulmo, Nienna, Vairë, Oromë e Námo.

As mulheres deixavam seus poderes fluindo entoando o hino para seus pais e Eru, não se desgarravam, não abdicavam, quanto mais entoavam forças aqueles que lhe concederam a vida mais força ganhavam e menos poder as negras tinham, Antilone conhecia os três caos, sabia que eram idolatradas, que o império delas foram construídos pela devoção, pertenceu ao palácio de Mordor, foi a mais fiel amiga e serva de Cordélia, conheceu seus horrores, mas não, entoaria a destruição do lar de suas irmãs para que a negra tivesse Melkor de volta.

— Uma vermelha enfrenta sozinha um exército com duas negras no comando em Érebor e em Dale uma azul faz a proteção do povo enquanto homens e elfos lutam. – Sua voz era poderosa. – Nenhum sangue mágico deve ser derramado, protejam Anália, protejam os elfos, protejam os homens e protejam os anões! – Entoam.

— E quanto a rainha? – Cleontes, a cinza questiona.

— Minha cara cinzenta, sinta o poder dela e me diga se ela precisa de proteção? – Toca o rosto dela com um sorriso.

As mulheres sorriem cruzando os braços sob o peito. – Azuis e douradas para Dale, eu e minhas irmãs cinzas vamos para Érebor. – Fala por fim.

Após aquela última palavra como luzes a marcha se torna cores vagando, Antilone sabia que as cinzas seriam subestimadas e era isso que desejava, suas irmãs cinzentas eram tão fortes quanto qualquer feiticeira e se usassem o potencial de seus poderes causariam uma grande devastação e era isso que iriam ter, ela se desfaz em uma luz prateada, era o único modo de chegarem sem serem notadas pelas negras ou qualquer outra feiticeira.

Legolas via os orc chegando cada vez mais, eles eram diferentes do que era acostumado mais fortes, eram aprimorados, mas os elfos pareciam preparados para enfrenta-los e percebeu no momento que a primeira espada e a primeira flecha atingiram os orcs que se desfizeram em cinzas, a magia estava nas armas. Os humanos tinham mais dificuldade em lidar com eles embora suas armas carregassem magia, mas conseguiam se sair bem, o príncipe olhava tudo pegando suas fechas ficando em um ponto alto atirando nas criaturas, enquanto pulava de construção em construção, via a feiticeira lidar com os orcs com magia e momento ou outro com uma adaga que trazia no vestido.

Escuta o ressoar da tombeta orc, Anália olha para o príncipe, mais um exército, mais orcs, eles podiam ver que os homens estavam exaustos, a feiticeira intensifica a luta fazendo um brilho azul tomar conta do local atingindo as criaturas que começam a se deteriorar, mas eram como ratos que cada vez mais apareciam quando um morria. Legolas pula no ombro de um fincando a espada em seu crânio retirando para cortar a garganta de outro, não podiam parar não podiam se cansar, caso contrário morreriam, e aquilo não era uma opção, Bard lutava com o mesmo pensamento o cansaço não lhe era uma opção seus filhos dependiam dele e não iria deixar que nada o fizesse cair.

Um forte estrondo é ouvido no solo fazendo com que os orcs fossem jogados longe sendo repelidos de Dale um cinturão brilhante é formado envolta do local Anália olha deixando um sorriso aparecer, vendo uma feiticeira de olhos amarelos parando diante dela. – Irmã. – Se reverencia. – Hora de expurgar essas criaturas. – Pega a espada dourada que brilhava como o sol.

— Luria, filha de Námo. – Nunca imaginou que veria a líder das douradas ali, a milenar das douradas não descia de seu “trono”.

— Protejam os humanos e os elfos! Lutem minhas irmãs! – Sua voz era imperial. – Que meu pai não receberá essas criaturas em Mandos. – Seus dentes afiados eram a personificação do que ela era, uma caçadora.

Quando o cinturão é quebrado e os orcs vem em estado de fúria para cima das feiticeiras Luria é a prima a usar a mão para segura-lo usando os dentes como arma arrancando a jugular emitindo o som de uma fera que ecoa por todo local. Em Érebor, quando escutam o grunhido brutal estando diante de Elbereth as feiticeiras recuam e as negras assumem uma postura fria, as douradas deixavam suas auras apagarem.

— Luria. – Elessa sussurra atordoada, a fera das douradas, sua irmã.

Elbereth sentia a presença de outras feiticeiras, e os olhos das que estavam com as negras se voltam ao elfos e anões que lutavam com os orcs vendo Antilone aparecendo com as cinzentas que formavam um elo e poder unindo a força das cinzas. Quando Gandalf vê as feiticeiras cinzas sente a conexão dos poderes delas, sabia que ele tinha uma força ligada a elas e que aquelas mulheres o reconheciam como um igual, seu cajado é abastecido de uma magia diferente e um brilho intenso irradia dele, os olhos de uma das cinzentas cintilavam enquanto o olhava.

— Creontes... – Sussurra.

— Meu pai. – Leva a mão em seu peito, fazendo uma reverencia para o homem que havia lhe dado a vida junto a Vairë, ela tinha sangue maiar e ainu, era uma cinzenta poderosa.

— Posição! – Creontes e Antilone gritam juntas.

As feiticeiras assumem as armas, impondo seus poderes nelas, aquelas que não usavam armas tinham o veneno correndo pelos dentes e unhas, Creontes era uma delas. – Agora! – As mulheres atacam, não eram delicadas, era um ataque agressivo, Gandalf usava seu cajado abastecido do poder das cinzas conectado com os seus.

Thranduil olhava a luta daquelas mulheres ouvindo o urrar dos orcs, aquilo o dá mais impulso para a luta, o rei tinha seis orcs a sua volta, sua espada transpassava a garganta deles, havia visto sua besta cair, e aquilo tinha o enfurecido, não se importava com o sangue daquelas criaturas manchando sua impecável armadura, quando abria seu abdômen o sangue jorrava para depois sumirem em cinzas. Seus olhos frios, somente se focavam em uma única coisa a vitória daquela guerra e que nenhum elfo caísse, buscava não desviar o olhar, mas quando escuta um grito agoniado vir do seu lado esquerdo desvia o olhar vendo Dain caído e um dos orcs prestes a lhe atingir, o rei assume uma expressão fria olhando sua espada jogando-a contra o orc atingindo sua nuca, impedindo que este matasse o anão.

Pega duas agadas que guardava junto consigo entrando em lutas mais corporais com os orcs para chegar até sua espada e Dain, atingia as criaturas em pontos certeiros, era um elfo ágil e rápido, mas sente quando uma espada transpassa seu abdômen, apenas arfa olhando o orc a sua frente, vendo o sorriso dele, o rei recupera a expressão dura usando sua força para o afastar atingindo-o na garganta rasgando sua garganta o sangue orc jorra em seu rosto, o rei élfico tira a espada que estava em si jogando no chão, não se permitiria cair entre seus soldados, continua a andar até sua espada a empunhando, dando a mão para o anão que olha para Thranduil pegando-a se levantando.

A feiticeira vermelha leva a mão no abdômen, olhando suas mãos sangrando, aquele sangue não era seu. – Thranduil... – Sussurra, seus olhos perdem o brilho verde enquanto olhava aquele sangue, seu rei estava ferido.

Elessa deixa sua risada ecoar e Aurélia acompanha sua irmã. – Você o perderá, todas as armas orcs são impuras irá ser consumido pelas trevas em menos de algumas horas e morrerá para o sofrimento eterno, nem mandos e nem Valinor vagará pelas tormentas. – A ruiva diz a olhando, mas não recebe um olhar de volta.

Um forte estrondo é ouvido e um rugido furioso ecoa pelos céus as feiticeiras que antes tinham recuado ao reconhecerem a fera que que sobrevoava o céu se aproximam com firmeza das feiticeiras negras que olhavam para Elbereth que ainda olhava o sangue em suas mãos. Bard olhava o imenso dragão sobrevoando Érebor, sua espada naquele momento cai de suas mãos, ele tinha o matado, tinha matado Smaug, Legolas estava tão incrédulo quanto o humano, nada daquilo tinha sentido, os orcs pareciam ganhar ainda mais força diante da presença daquele dragão impregnado de magia negra, a feiticeiras por sua vez não pareciam abaladas, Luria olhava a figura do dourado, olhando em seguida para o céu nublado, em um sopro ela começa a fazer com que o céu começasse a ficar limpo,o sol começava a resplandecer, o brilho solar faziam com que as escamas de Smaug se tornassem um reflexo do sol, fazendo com que os orcs queimassem com a luz que emanasse dele.

Os anões ao ouvirem o dragão se voltam para Thorin que olhava o trono e a pedra Arken avermelhada e azul, já não queriam mais ficar naquele lugar seus irmãos estavam lutando por eles, morrendo por eles. – Thorin eu não vou mais ficar aqui. – Fili diz. – Nunca fui um covarde e não espero morrer como um. – Diz dando as costas para o tio.

— Peguem suas armas. – Thorin diz. – Dain precisa de nós. – Sua voz era rouca, o sangue ainda escorria por seu nariz, ele havia ficado exposto as trevas por muito tempo e as consequências não eram poucas.

Olham para ele assentindo, era hora dos anões de Érebor lutarem, quando o último anão pega a arma eles veem a pedra Arken brilhar de forma intensa e o portão explodir, eles eram chamados para a luta, e não negariam isso, saem de lá vendo feiticeiras, anões, elfos e mago lutando contra os orcs. Quando Dain vê Thorin o grito do anão toma conta do local era como se pedisse força para os outros anões para que lutassem pelo rei deles e assim os anões fazem, lutariam por Thorin, pelo lar deles, o olhar de Thorin vai para o elfo sindar que lutava com anões o via derrubar orcs que estavam para atacar seus parentes, o olhar de Thranduil era animalesco no cenário de guerra, via feiticeiras usando magia para impedir a morte do seu povo e a rainha dos elfos segurando um exército de feiticeiras comandada por duas negras e um dragão.

Azog o profano ao ver Thorin vê a chance de ouro para acabar com o rei anão, e honrar o destino de que não haveria rei sob a montanha, porém quando estava prestes a sair de lá vê seu caminho barrado pela figura de um elfo sindar loiro com adaga em mãos. – Não, você não passará daqui Azog. – Legolas diz.

— Será um prazer exterminar a linhagem da floresta das trevas. – O orc ri. – E depois poderei dar a cabeça de Thorin para Dain e a sua para seu pai. – Rosna.

Vai para cima de Legolas com violência, o elfo se defende não negava que Azog era diferente dos demais aprimorados, mas não podia permitir que os anões tivessem mais coisas retirada deles, atinge o orc no braço arrancando sangue dele o que enfurece a criatura que em um ato animalesco pega Legolas pelo cabelo o jogando contra a pedra, o elfo sente seu corpo todo doer, mas se levanta sentindo o sangue escorrer por seu nariz indo contra o orc com mais força. Elbereth sentia sangue escorrer por seu nariz, toca sentindo o sangue de Legolas, a risada das negras e o poder daquelas feiticeiras começarem a serem destinadas a ela, sua cabeça se mantinha abaixada.

— Cordélia é o caos, Cordélia é a força... Eu sou o fogo, eu sou a morte! – Escuta a voz de Smaug que sobrevoava prestes a soltar fogo sobre os que lutavam em Érebor.

A feiticeira vermelha levanta as mãos e o tempo começa a fechar o sol já não brilhava o que faz Smaug rir. – Criança tola tirou a vantagem que estavam tendo. – Sua voz penetrava a mente de todos, mas ela não olhava apenas sentia seu coração pulsando, a Arken que estava caída no chão da montanha se desfaz em nada e as negras veem a pedra aparecendo na mão da mulher diante delas.

Aurélia dá um passo para trás era como se um coração pulsasse nas mãos da vermelha, quando ela levanta a cabeça seus olhos eram de um carmesim intenso, escorriam sangue por eles seus lábios tinham um sorrio cruel, a Arken se deteriorava se impregnando em sua pele, Elessa já não ria mais. – Venham para mim. – Quando ela diz isso, as feiticeiras atacam, ela só curva a cabeça.

— Encerrem o ataque! – Aurélia diz, quase que em desespero, ela era uma arma viva, mas era tarde demais.

Quando Smaug dá um mergulho atingindo-a com as chamas, escutam a risada dela ecoando enquanto o parava como se fosse um de seus brinquedos, olhava fixamente nos olhos do dragão. – Ataque a feiticeiras de Cordélia, você é meu agora Smaug. – Faz correntes vermelhas aparecerem entorno do pescoço da criatura que solta um urro furioso se voltando para as feiticeiras que fortaleciam a magia olhando para o dragão que tinha fúria, seus olhos de amarelos tinham uma coloração avermelhada.

Cordélia sente seus laços com Smaug sendo cortados, a dor atinge a feiticeira negra, um grito furioso ecoa pelos corredores do castelo, suas feiticeiras estavam caindo, seu exército estava despencando, faz o mapa do local abrir, ofega ao ver Anália, Luria, Antilone e Creontes, o gralhar dos corvos ficam ainda mais fortes diante aquela traição, havia perdido lideres poderosas, Bree olhava a irmã nunca tinha visto Cordélia tão desestabilizada daquela forma, se aproxima olhando o mapa arfando ao ver queda dos orcs aprimorados pelo poder da negra.

— Sua neta?

— As antigas feras se uniram a vermelha, perdemos Luria. – Olha para Bree que se retrai ao ouvir aquilo.

— Luria era essencial, uma das filhas favoritas de Námo junto com Esther, ela e Esther unidas a Elbereth é muito pior do que você, Elessa e Aurélia. – Encara a irmã.

A negra rosna, mas sabia que aquilo era verdade, aquelas mulheres que haviam se unido com Elbereth eram mais poderosas do que as chamadas originais, as únicas que realmente mereciam o nome que levavam era ela e Esther, e, Cordélia não era estúpida de não admitir aquilo, volta a olhar o mapa vendo os olhos da neta é então que a vê olhando fixamente para si sorrindo, ela sabia que estava sendo observada, assume uma expressão fria, o poder dela e o seu eram o mesmo, olha para sua mão fazendo com que os fragmentos das Rogark se concentrassem em sua palma, metade de sua pedra estava no sangue e metade ela mantinha como aparência, Bree desvia o olhar sentindo o ódio a consumir.

Samaug recebia a carga de poder das feiticeira, sendo manipulado pela vermelha que lutava contra Aurélia e Elessa, o dragão sente seu couro ser rasgado pela magia de uma das mulheres, era a vida delas que estavam em jogo não importava que ele fosse um guardião, elas tinham que se salvar, o sangue dele banhava aquele solo no momento, Elbereth atinge Elessa com uma das espadas sindar enfeitiçada, a ruiva sente sua carne começar a apodrecer retirando a arma com rapidez de si, mas não vê melhora no ferimento, sua fúria contra a vermelha só aumenta, indo para cima dela a atingindo no rosto com uma das lanças cortando sua bochecha, a rainha só toca o rosto levando seu próprio sangue nos lábios apreciando.

— É o melhor que pode fazer? – Pergunta calma.

Mas antes que pudesse fazer algo escuta a voz de Cordélia em sua mente mandando-a recuar que aquela batalha estava perdida, Aurélia ao escutar aquilo deixa de se focar em Elbereth olhando para tudo vendo o exército orc devastado, os elfos e anões estavam os dominando, as feiticeiras que lutavam com eles causavam uma devastação abrindo o chão abaixo dos orcs que chegavam os fazendo serem engolidos pela terra Creontes com as mãos manipula para que o solo os envenenassem.

Antes que pudessem recuar Elbereth sente o arfar de dor de Thranduil, aquilo a enfurece, ela abre os braços chamando Smaug para ela montando nele, levantando voo o sol volta a brilhar e as escamas do dragão ficam ainda mais intensas. – Que a chama do dragão seja a benção de vocês. – Sua voz ecoa, Azog ao escutar aquilo se vira um momento de distração que causa sua queda, Legolas mesmo machucado ainda tinha forças para levantar sua espada e empunha-la contra a nuca da criatura, que apenas vislumbra o brilho intenso do dragão o queimar enquanto o sangue saia de sua boca.

As chamas queimavam os orcs restante, as feiticeiras eram protegidas, mas Aurélia e Elessa sentiam sua carne queimarem o grito das duas eram agoniantes, as duas usam seus poderes para sumir de lá, enquanto os orcs eram queimados pelo fogo de Smaug que Elbereth guiava para queimar apenas aqueles que Cordélia tinha aprimorado. De cima do dragão a rainha vê Legolas em cima do topo da pedra, ele tinha a mão na costela, mas tinha um sorriso nos lábios, não demora para ver Tauriel chegar até ele o abraçando, a elfa ruiva quase chora quando vê o amigo vivo.

Quando Elbereth percebe que os orcs estavam acabados, ela pousa com o dragão, Smaug olhava com fúria para a mulher o coração do dragão era cheio de fúria sua lealdade era de Cordélia, porém estava aprisionado aquela vermelha, queria a mantar, queria a destruir, tenta quebrar as correntes para ataca-la, mas não consegue só sente o seu sangue escorrer quando aquelas correntes queimam sua carne. A mulher via a fúria dele, Elbereth apenas caminha até ele tocando o rosto do monstro. – Que Mandos te receba, seu trabalho foi feito. – Assopra ele.

— Não! Não! – Os gritos de Smaug tomam conta de Érebor as feiticeiras se reuniam envolta do dragão, Luria tocava o dourado, Anália acariciava sua asa, Creontes beijava suas escamas e Antilone orava para Námo.

— Todas te velemos Smaug, você não é mais um escravo, você é livre, viva em Mandos. – Luria sussurra.

Os olhos do dragão se fechava, sentindo o carinho das feiticeiras que tanto as mulheres que lutavam contra e a favor se uniam naquele momento entoando:

“Guardião dourado

Guardião da morte, sejas tu louvado

Sejas recebido amado guardião, pela escuridão, por Námo

Em Mandos descansará, pela magia jamais esquecido será

Nosso poder com você levará...

Suas chamas em Érebor sempre queimará...”

Gandalf se aproxima olhando lamento das feiticeiras enquanto o corpo de Smaug se desfazia ficando apenas uma forte luz que é recolhida por Luria, as mulheres que seguiam as negras encaravam “Fera Dourada” caminhando em direção de Elbereth, as duas se cumprimentam cruzando os braços, um cumprimento de líder para líder, e o mesmo é feito com Creontes e Antilone.

— Aquelas que aqui escolherem as negras devem partir. – Anália diz firme.

— Nunca reconheceremos uma bastarda, por mais forte que seja rainha Elbereth ainda não é uma feiticeira pura, você tem nosso respeito, mas não a lealdade. – Zaras a dourada, se põe a frente.

Algumas feiticeiras ficam ao lado de Zaras a maioria violeta, as azuis vão para o lado de Anália e as douradas olham para Luria, ficando ao lado da líder o que faz Zaras assumir uma expressão fria, ela some de lá com as que ficam junto dela. — Eu preciso ir, Thranduil precisa de mim. – Elbereth fala séria, sentindo o rei com ainda mais dor.

Apenas some de lá, as mulheres se olham e Gandalf se aproxima de Creontes que sorri para ele. – Obrigado, por isso minha filha. – Toca o ombro da cinzenta.

— Fomos libertadas para ajudar os anões não estaria em um lugar diferente. – Segura a mão do cinzento, ela era uma das poucas filhas de Vairë que haviam sobrevivido, ser filha de Gandalf tinha lhe dado poderes maiores do que uma feiticeira cinza normal.

— Honras ao mago cinza, irmão de magia e guerra. – Antilone cumprimenta, sendo seguida por Luria e Anália que fazem as mesmas honras. – A Arken foi tomada pela feiticeira vermelha, ela é domadora natural do poder dela, Cordélia assumiu uma derrota e isso me faz temer Mithrandir. – Olha fixamente os olhos do mago.

— O silêncio de Cordélia será perigoso, tempos negros estão chegando, mas temo que a fúria vermelha se transforme em caos ainda maior. – Olhava para os elfos que se retiravam do local para montarem uma tenda ao rei.

— Existem dois futuros com quatro feiticeiras Mithrandir. – Luria encarava o mago. – Nenhum deles é bom, porém lembre-se que em todos os futuros dessa guerra a linhagem de Thorin Escudo de Carvalho era aniquilada, porém um jovem príncipe elfo lutou com Azog e um rei elfo está perdendo a vida por salvar o sangue desses anões. – “Elbereth não terá piedade de nenhum deles se Thranduil morrer, e nós não ficaremos a sua frente”.

— Thranduil precisa de nós, — Galdalf diz olhando para ela, apenas assentem, enquanto Antilone olhava para as irmãs pedindo para que cuidassem dos feridos, elas assentem indo fazer o que lhe era pedido.

Elbereth usava sua magia para montar tudo para que o rei fosse colocado, ver ele desacordado a deixava em um estado de desespero, pede que apenas Galion ficasse, o elfo se aproxima a ajudando retirar armadura de Thranduil, a rainha tocava o rosto do rei vendo seu feitiço desaparecer vendo ali o que ele tanto tentava esconder a carne viva, seus ossos e músculos, a feiticeira beija sua testa sentindo-o arder em febre Galion olha a cena, vendo-a tocar a desfiguração do vaidoso elfo, ela beijava como se estivesse diante a criatura mais bela, os olhos dela já não tinham o tom avermelhado, eram o mesmo verde de sempre.

Quando o guarda termina de retirar a armadura e a túnica que ele usava veem os hematomas e o local que foi perfurado pela espada negra, Elbereth vai até lá tocando a pele pálida do marido, Luria entra na tenda sendo seguida por Gandalf, que olham para o rei que parecia cada vez mais próximo da morte, a vermelha levanta o olhar para eles. – Elbereth, o veneno já tomou conta do sangue dele. – Luria diz olhando para a mulher.

— Não! Ele não vai morrer! – Exclama, com um olhar ríspido para a dourada.

— Nem mesmo sua magia será capaz de absorver essa magia do corpo de Thranduil, ele não é uma de vocês. – Gandalf sabia que aquilo destroçaria o príncipe Legolas e os elfos.

Olha para eles com frieza, Legolas lá seguido por Tauriel olhando seu pai, a elfa leva a mão nos lábios sentindo a faë do rei desaparecendo, as lágrimas caindo por seu rosto cai de joelhos, Elbereth a olha, Legolas não conseguia dizer nada, já tinha perdido sua mãe não podia perder seu pai também. Se abaixa abraçando Tauriel pelos ombros, Gandalf se aproxima dos dois jovens elfo tocando o ombro deles, querendo conforta-los, a feiticeira vermelha olha com ira a cena estavam o tratando como morto, mas ela não iria permitir que ele morresse.

Toca o abdômen dele se curvando levando os lábios no ferimento, quando Luria percebe o que ela ia fazer se afasta, arfando, Elbereth segura com força na cama que Thranduil estava, separava o sangue dele do veneno, engolia o veneno que escorria por seus lábios, seus olhos escureciam e sangravam, assim como seu nariz. Legolas ao perceber se levanta para ir até ela a parar, mas Luria o segura. – Não! É a única forma dele sobreviver. – Olha para ele séria.

O príncipe olhava a feiticeira que consumia o veneno para o seu próprio corpo, Elbereth usava sua magia para ir curando sua corrente sanguínea a restaurando, com as mãos tremulas toca o cabelo dele levemente sem deixar de sugar o veneno, o corpo dela sentia a mutação que se adaptava ao veneno negro, sabia que aquilo demoraria a ser absorvido completamente, mas quando sente o sangue dele em sua boca se afasta a boca dela sangrava assim como seus olhos, ouvidos e nariz, mas via que ele já não tinha mais febre, sorri com isso se aproxima do rosto do rei acariciando.

Galion via a lealdade da rainha para com o rei, Legolas via que o pai começava a abrir os olhos sorri com isso, Elbereth segura a mão do marido. – Chalen... – Sussurra, fazendo com que a feiticeira solte a mão do rei, se afastando dele.

Notas finais
E então?