Pelos Séculos

16 Land Of Confusion


Notas iniciais
Hey desculpem a demora tive alguns problemas pessoais e não consegui postar antes.

“Eu devo ter sonhado mil sonhos

Sido assombrado por um milhão de gritos

Mas eu consigo ouvir os pés marchando

Eles estão se movendo na rua

Agora, você leu as notícias hoje?

Eles dizem que o perigo se foi

Mas eu ainda posso ver a luz do fogo

Eles estão queimando na noite

Tantos homens, tantas pessoas

Causando tantos problemas

E nem tanto amor para dar a volta

Você não consegue ver que essa é a terra da confusão?

Esse é o mundo em que vivemos

E essas são as mãos que nos são dadas

Use-as e vamos começar a tentar

Fazer deste um lugar que valha a pena viver”

O rei élfico não conseguia prestar atenção no que era dito por seu conselho, sua mente vagava longe tudo o remetia as palavras proferidas por sua esposa mais cedo, haviam muitas coisas a serem conversadas entre eles, segredos que deveriam ser revelados, Elbereth não era a única que tinha um passado marcado, ele também tinha coisas obscuras para dizer, coisas que apenas ele sabia, contar a ela sobre Chalen já havia sido difícil, mas haviam muitas outras coisas sobre as quais ainda precisavam conversar, já não tinha motivos para querer manter segredos escondidos quando a mulher que tinha ao seu lado já demonstrará a ele ser mais leal e fiel que seus próprios elfos e membros e do conselho.

Seus olhos vagam pelos conselheiros parando fixamente em Amarïe que o olhava séria via que ele estava alheio ao assunto tratado por eles, o conhecia bem o suficiente para saber quando sua mente vagava além das paredes daquele castelo e pela primeira vez sabia que a dona de seus pensamentos não era sua irmã Chalen e sim a maldita feiticeira com quem tinha se casado, cerra seus punhos embaixo da mesa. Mesmo depois do que passou em Érebor ela não seria bem vista pela líder do conselho do rei, jamais seria aceita por Amarïe que a desprezava mais do que qualquer outra coisa.

Ninguém como uma feiticeira deveria estar ocupando o lugar de rainha, sua irmã havia lutado para conquistar Lyfalia e conseguir a posição ao lado de Thranduil, o olhar de Amarïe era frio a lembrança de sua irmã usando todos os artifícios para conseguir subir no conceito da esposa de Oropher retornam a sua mente, apenas ela e Cordélia sabiam como ela tinha conseguido aquele posto, um motivo a mais para ela odiar as feiticeiras, um favor devido as feiticeiras, e ela sabia que um dia aquele favor seria cobrado, afinal feiticeiras cobravam seus favores do sangue e ela tinha o sangue de Chalen, sua irmã tinha sido irracional pela coroa e morreu por uma das criaturas daquela que um dia procurou ajuda para ter o diadema de rainha na cabeça.

Olha novamente para Thranduil. – E a rainha? Por que não está na reunião? É dever dela se integrar do que acontece aqui. – Fala de forma ácida.

— Elbereth teve um compromisso com as feiticeiras, a queima da grande fogueira, ritual sagrada para elas. – Responde calmo encarando a elfa que ocupava a outra ponta da mesa.

— Não demorou para que ela abandonasse seu posto de rainha e se unisse as suas selvagens raízes. – Tinha escárnio na voz. – Qual vai ser o próximo passo? Vamos ter aquelas mulheres caminhando por aqui? – Ri com um falso humor.

— Exatamente isso Amarïe. – A voz de Thranduil é cortante.

O sorriso de Amarïe morre e o silêncio toma conta do ressinto, a elfa se levanta de forma brusca chamando atenção dos elfos. – Não pode estar em seu juízo perfeito Thranduil, esse casamento não tivemos escolha a não ser aceitar, porém permitir que essas criaturas nojentas caminhem entre nós já nos pede demais! – Diz com desprezo.

— Lembre-se que por causa dessas mulheres retornamos com o exército inteiro para cá e Elbereth salvou minha vida quase dando a dela. – É rígido em suas palavras.

— Não fizeram mais do que a obrigação delas diante a todo massacre élfico que fizeram. – É irônica.

Um dos membros do conselho ri de forma amarga chamando atenção do rei e Amarïe. – Você conta a parte do massacre élfico, mas esquece de mencionar a parte em que nós as caçamos e matamos, temos tanto sangue magico nas mãos quanto elas os nossos. – Asthor mexia os dedos sobre a mesa.

— São mulheres brutais mereceram o destino que tiveram Asthor, não compare essas crias imundas conosco. – Volta a se sentar.

— Você não é diferente de Melkor, não é diferente de Sauron. – A voz de Asthor é dura.

O silêncio é assombroso na sala de reunião, Amarïe olha friamente para o elfo de longos cabelos negros e pele pálida, um dos poucos noldor que habitavam na Floresta das Trevas, sua morada se iniciou ali desde Oropher conhecia a personalidade das feiticeiras e tudo o que envolvia elfos e aquelas mulheres, a caçada a elas havia sido cruel até aquelas que tentavam ajudar haviam sido mortas por homens, elfos e anões, algumas lutaram outras acolheram a morte, o destino como diziam, elfos como Amarïe tinham provocado uma grande baixa na espécie que hoje pertencia a rainha de onde viviam, pensamentos triviais.

— Como ousa... – Seus lábios estavam trêmulos ao se dirigir a Asthor.

— Feiticeiras são inimigas naturais dos elfos isso é uma verdade, mas isso não quer dizer que não possamos nos aliar, uma vez elas já tentaram, mas não foram elas quem traíram e sim nós, as matamos a sangue frio quando entregaram o poder delas a nós. – Asthor se levanta caminhando até a janela, Thranduil o acompanha com o olhar.

— Quais feiticeiras você conhece Asthor e por que nunca mencionou tal fato? – O rei pergunta rígido.

— Tíssaia eu a conheci pessoalmente quando seu pai morreu e a conhecia pela boca de teu pai antes, ela teve o coração do seu pai e sua mãe teve a alma. – Olha fixamente para o rei. – Houveram outras, Ethilon, Ione, Hilda, Chrisana, todas mortas há mais de um milênio em um banho de sangue...

— Eram fracas. – Caron diz com desdém.

Asthor sorri se virando para eles olhando para cada um dos membros daquela mesa. – Não, elas eram feiticeiras de luz... As últimas restantes sem uma gota de sangue na mão foram mortas, as verdadeiras brancas foram eliminadas, hoje apenas o mal caminha entre nós.

— Basta eliminarmos Cordélia a rainha delas. – Caron fala com simplicidade. – Assim haveria uma baixa generosa entre a espécie todos sabem que é ela quem comanda a maior parte do delas.

Da risada voltando ao seu lugar. – Matar Cordélia? Acha que ela é o problema? – Questiona.

Thranduil se arruma na cadeira quando escuta aquele questionamento. – E quem seria o ponto do problema para você Asthor? – Pergunta para o conselheiro.

— Não faço ideia, porém Cordélia não é o fator principal, ela é a favorita dos ainur, mas existe alguém que a supera em alguma coisa seja em poder ou crueldade. – Fala olhando fixamente para o rei. – Poderia dizer que é Elbereth, mas não sei, a rainha ainda é uma incógnita para todos, até mesmo para a própria espécie.

— Elbereth não é uma ameaça. – Thranduil diz firme.

— Como podemos saber? Seu casamento se baseou em um acordo realizado pelo rei Oropher com uma feiticeira verde, o senhor nem ao menos a conhecia majestade... – Caron diz o encarando.

— Por que minha ligação com ela não é vazia. – Se limita em dizer.

Aquilo atinge Amarïe de forma quase violenta, entendia o que ele queria dizer, sua alma estava junto daquela maldita feiticeira, o elfo que estava diante de si e com quem sua irmã ficou casada por anos tinha entregue a alma para uma mulher repleta de escuridão, fez o que nunca fez para Chalen, o que nunca faria para ela. Ódio era isso o que sentia naquele instante, o ódio percorria suas veias, não importava quem estivesse por trás de tudo, faria o possível para que Elbereth a vermelha caísse em desgraça diante os elfos, não permitiria uma ascensão, ela seria desprezada da pior forma possível, nunca a aceitariam.

— Mithrandir e lorde Elrond confiam nela, então devemos ter esse voto de confiança. – Asthor diz por fim.

— Como se a confiança de um mago valesse de algo. – Amarïe diz com riso irônico.

— Mithrandir e o pequenino Bilbo Bolseiro foram considerados amigos dos elfos após a batalha dos exércitos Amarïe, então sim suas palavras e confiança são bem-vindas. – O rei a olha sério, começando a ficar irritado com a atitude da cunhada.

— Me esqueço que quando envolve a rainha qualquer opinião positiva você considera, mas quando alguém entrar dizendo que ela dizimou um condado todo você não irá dar ouvidos. – O olhar dela era gélido como o dele.

— Pelo jeito você desconhece de fato a mulher que está no trono junto comigo, Elbereth não dizima condados, ela tortura, mata e suga sua essência... A alimentação lhe é essencial quando deseja, e, bem sim ela o fará em algum momento, inimigos existiram e eu não irei mover um único dedo para impedir a natureza dela de agir contra o perigo. – Sua voz era fria e cortante.

O silêncio toma conta do ressinto e os elfos encaram Thranduil após sua fala. – Tem ideia do que acabou de dizer? Está em concorde com um massacre, ela está enfeitiçando sua mente de uma forma absurda Thranduil! – Amarïe leva a mão na testa.

— Como eu disse quando o dia que ela precisar exercer sua natureza contra inimigos eu não irei entrar em seu caminho, Elbereth não ataca se não for provocada, ela reage ao que lhe é imposto e em uma guerra todos nós sabemos que há sacrifícios para serem feitos e uma grande guerra ocorrerá. – Thranduil se levanta olhando para cada membro do seu conselho.

— A rainha será a peça central do nosso reino em uma guerra futura. – Asthor olhava para as próprias mãos antes de olhar para o rei. – Todas as feiticeiras são cruéis e as que não eram foram mortas faram o possível para sobreviver, Elbereth jogará conforme a guerra exigir. – Fica em pé diante ao rei.

— Ouvi nomes como Esther, Luria e Anália entre as aliadas da rainha, sendo essa última irmã de Lady Galadriel. – Dalamaria olha séria para Thranduil. – Pelas histórias que ouvi nesses poucos dias são criaturas fortes... Luria, a fera dourada, nós há séculos atrás tentamos caçar, sua mãe a rainha Lyfalia ordenou a que bela criatura que tinha olhos felinos e o brilho do sol fosse morta e entregue a ela para que expusesse como um ornamento de poder élfico. – Mantinha seus olhos azuis fixos no rei.

Aquelas palavras o atingem de forma violenta, sua mãe havia ordenado uma caça contra uma das feiticeiras que lutaram a favor dos elfos, contra a mulher que ficou ao lado de Elbereth a noite toda enquanto ele se recuperava do veneno de Cordélia. – Cale-se Dalamaria! – Amarïe quase não respirava diante as palavras proferidas pela colega do conselho.

— O rei deve saber a verdade, Lyfalia já navegou, porém seus rastros persistem por essas terras, muito sangue feiticeiro foi derramado por causa de nossa antiga rainha e por causa de sua irmã a falecida rainha Chalen. – Dalamaria tinha a voz forte, era a mais antiga dos membros do conselho, pertencia aquele lugar desde a época de Oropher.

— Já chega! – Amarïe fala mais alto.

— Asthor e Dalamaria ficam os demais se retiram. – Thranduil diz sério olhando fixamente para a elfa que cresceu vendo ao lado do pai e o elfo que havia conhecido ainda quando era um príncipe.

Amarïe lança um olhar rígido para Dalamaria que se mantinha tranquila em seu lugar enquanto via a elfa se retirar junto com os outros, Galion recebe um sinal do rei para que fechasse a porta e ficasse de guarda do lado de fora e assim o faz. – O que você sabe sobre minha mãe e Chalen? – Questiona olhando para Dalamaria.

— Lyfalia desprezava as feiticeiras, sempre as desprezou, mas ao mesmo tempo amava o poder delas, Luria tinha a selvageria que a enojava e a beleza que ela queria, uma noite ordenou que alguns soldados fossem atrás da Fera, como a chamávamos, para que a matassem... — Suspira. – Porém a única coisa que aconteceu foi a morte de quinze elfos, Luria matou um por um e os mandou para sua mãe no café da manhã do dia seguinte, Lyfalia furiosa acabou ordenando alguns massacres de feiticeiras mais fracas no período de repouso.

Thranduil não conseguia absorver aquilo. – Essa não é a mulher que conheci. – Estava chocado com aquilo, Lyfalia havia sido uma delicada, doce, uma mãe rígida no máximo, mas nunca alguém que ordenava massacres, esperava isso do pai, mas nunca da mãe.

— Dalamaria está dizendo a verdade Thranduil, sua mãe não era uma elfa tão doce quanto se lembra, havia muita escuridão em seu coração, quando Chalen apareceu cada criança que tinha indicio de magia era uma ordem de morte, não poderia haver alguém que tivesse poderes como de Cordélia, ninguém que pudesse se casar com você e assumir o lugar de Chalen... A maioria dessas mortes muitas vezes quem ordenava era sua esposa, com o consentimento de Lyfalia. – Asthor, via a expressão dolorosa no rosto do loiro.

— Com que espécie de criatura me casei? – Questiona.

— Com alguém que faria tudo para ter a coroa, para ter você, mas até hoje não sabemos como Chalen foi aceita por Lyfalia sua mãe a detestava. – Dalamaria diz.

O silêncio toma conta do local, era cruel se dar conta de que pessoas que ele havia amado tinham feito coisas tão cruéis quanto aquelas, ele desprezava as feiticeiras por julga-las mulheres sem sentimentos e capazes de tudo por obterem o que desejam, mas agora descobria que a mulher que o gerou e aquela com quem se casou e teve um filho eram tão cruéis quanto. Haviam matado feiticeiras sem que estas tivessem feito nada, tinham caçado por prazer para se livrarem de problemas que criaram em suas mentes doentias, jogou na cara de Elbereth que suas irmãs procuraram a morte por serem quem eram quando sua espécie tinha mão manchada por mulheres que podiam ser inocentes.

— Minha mãe tinha algum motivo para mata-las? – Olha para os dois.

— Eram feiticeiras, deveriam morrer, espécie impura, o sangue delas manchava a terra. – Dalamaria se recordava da voz de Lyfalia em sua mente depois de limpar sua espada suja com o sangue magico de uma feiticeira.

— Não acham injusto que essas mulheres paguem por serem quem são quando não escolheram o destino delas? – Da um sorriso fraco enojado com tudo aquilo.

— São criaturas más por natureza, mas não merecem morrer sem ter a oportunidade de mostrar o que realmente são. – Asthor fala.

Thranduil assente olhando pela janela, não havia mais estrelas no céu a lua já não era tão brilhante e sua coloração era vermelha, como se estivesse sangrando, uma lua daquela cor naquela época não era normal, fecha os olhos, sentia-se traído por duas pessoas que havia amado, sua mãe e Chalen. Jamais teria coragem de dizer aquilo para Legolas, seu filho não precisava saber que sua mãe era uma mulher traiçoeira e cruel, para ele Chalen continuaria sendo a mulher que acreditava ser.

Em Dol Guldur o corpo de Elbereth girava e a magia fluía, tudo a sua volta era poder sentia a mais sublime força que emergia da terra e de suas irmãs, Cordélia se deleitava do que recebia da companheira de dança, a fogueira lhe dava ainda mais poder sentia a energia que lhes passava o fogo sempre lhe pertenceu, era a mãe do mal, a criatura abençoada pelos ainur, aquela que estava fadada a carregar os mais profanos e terríveis terrores daquele mundo, havia visto mais morte do que qualquer irmã ali presente, mas naquela dança podia compartilhar tudo com a jovem feiticeira a sua frente, para todos era uma mulher bela que herdara toda sua agressividade e beleza, mas ainda diante de si era uma criança em idade e poder no quesito controle.

Toca o rosto dela a sentindo fazer o mesmo os olhos negros e avermelhados estavam fixos um no outros uma guerra interna, uma batalha que travavam para não se infundirem em uma única pessoa, eram uma única alma que nasceu rachada, o poder nunca pode ser completo, se Elbereth fosse morta Cordélia poderia ser a suprema, aquela que nunca seria destruída por nada e se Cordélia morresse o mesmo ocorreria com a vermelha. Àquela altura ambas sabiam disso e nenhuma delas almeja tal feito, a ganância pelo poder tinha um limite para a negra, ela já possuía o poder que desejava, já tinha seu lugar entre a espécie, seu desejo pelo sangue era insaciável, mas ela era controlada, não era como as demais, sentia tudo isso na mulher a sua frente, uma cópia exata, tão obscura quanto, tão cruel.

A feiticeira vermelha sentia a ganância de Cordélia, mas o que a atormentava era que se via refletida dentro da negra, os mesmos desejos, mas sem as mortes em sua mão, não era uma criatura despedaça jamais matará inocentes, nunca na proporção que sua avó, seu ódio pela negra era emblemático, as chamas deixavam tudo ainda mais intenso. O vislumbre da alma de Cordélia a faz ficar confusa, não entendia como alguém que carregava tanto horror e poder era capaz de trazer tanto desespero e dor no que lhe restava de humanidade, o ódio se infundia com um sentimento que julgou ter sido extinto daquela criatura, havia o mito do amor de Cordélia e Melkor, mas via agora ali a única coisa pura dentro dela.

Era o momento que ambas haviam esperado para que pudessem se conhecer, e, por fim, estarem no mesmo ambiente sem que não fossem uma ameaça ou que Elbereth não fosse o alvo de mais de metade daquelas mulheres, ela tinha ganância por falar com a mulher diante de si, aquela maldita música só continuava a tocar, a festa só teria fim quando o sol começasse a aparecer e aquilo estava longe de acontecer, nenhuma palavra seria trocada entre elas até lá, sabia que Cordélia era leal as tradições, amava os ainur, amava aqueles que tinham lhes gerado.

O vento forte chama atenção das feiticeiras a fogueira que sugava a energia das mulheres começava a ser apagada, os olhos de Cordélia se voltam para a pira se afastando de Elbereth a olhando não via manifestação de magia dela, porém não havia nada de lugar algum daquela coluna. – Que brincadeira é essa? – Olha friamente para as feiticeiras, seus olhos começavam a escurecer, odiava que rituais sagrados fossem profanados.

Der repente a loira leva as mãos na garganta sentindo seus olhos sendo forçados a voltarem ao azul, as feiticeiras se afastavam apenas Elbereth e Esther olhavam sem reação a cena, Cordélia caia de joelhos com sangue escorrendo pela boca ainda segurando o próprio pescoço. Fiapos negros começam a se formar diante delas a veste negra se arrastava pelas pedras assim como sua capa em folhas de ouro e o cajado de carvalho com uma pedra de ônix com uma mancha avermelhada no meio brilhante, o cabelo castanho caia liso além da cintura, os olhos escuros completavam a aura obscura, era alta e tinha uma postura elegante, caminhava em direção a Cordélia com uma expressão fria batendo seu cajado no chão fazendo seu poder emanar, as feiticeiras mais influenciáveis caiam de joelhos diante dela.

— Esperava mais de Cordélia a Negra, rainha mãe da feiticeiras. – Sua voz era carregada de ironia.

Usando seus poderes resistindo ao que aquela criatura emanava Cordélia se levanta sentindo o sangue escorrer por seus lábios. – O que é você. – Olha fixamente para a mulher diante de si, era visivelmente mais alta do que as demais feiticeiras e o porte era superior.

— Austrix a suprema. – Sua voz soa poderosa.

O choque transparece pelo rosto de todas as mulheres ali presente, Cordélia a encara friamente. – Não é possível... – Sua voz era contida, não existiam supremas entre elas.

— Elbereth a vermelha não é a única capaz de se esconder. – Toca o rosto da mulher diante de si. – É uma verdadeira lastima ter encerrado tão cedo a exaltação de vocês aos ainur. – Tinha desprezo na voz.

Cordélia sentia a onda de poder dela atingir suas irmãs era algo superior a qualquer outra coisa só tinha visto aquele poder uma única vez e a criatura estava no vazio. – Qual sua hierarquia? – Questiona friamente.

Com um sorriso de canto apenas deixa sua aura a mostra, Cordélia empalidece ao ver a cor negra em uma de suas mãos e o vermelho em outra aquilo era impossível, Elbereth se aproxima atraída por aquele poder. – Como...

— Eu lhes disse, sou Austrix a suprema. – Seu olhar era fixo em Elbereth agora. – Não foi a primeira vermelha, apenas a primeira vermelha pura. – Diz se virando para as demais feiticeiras batendo o cajado no chão e fazendo com que três feiticeiras com vestes negras e bocas costuradas apareçam, cada uma delas carregava uma foice em mãos. – Hoje a fogueira será diferente minhas irmãs, escolherei três de vocês para terem a honra de morrer em nome de Melkor, meu criador. – Entoa de forma poderosa, suas palavras atingem Cordélia como como fechas negras.

Notas finais
E ai?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.