Pelos Meandros do Mal
10 Capítulo 10
Notas iniciais
OTIMAS NOTICIAS: 1. sim eu mudei o nome da fic pra algo melhor (uhuul) 2. eu já escrevi a profecia 3. ta tudo muuuuuito emocionante, meu caderno daqui a pouco não comporta mais ideias
Mas eu ainda preciso de mais sugestões sobre o que vocês querem aqui na fic e tals.
Sem mais delongas ai um cap muito podre, pq os emocionantes demoraram um pouco a vir:
P.O.V Carol
Maldita genética familiar, maldita dor de cabeça! Cara, eu sou meio mortal caso eles tenham esquecido e meu cérebro não processa, ou não quer processar, tanta informação de uma vez só. Minha cabeça esta latejando tanto que parece que tem um cara tocando percussão dentro do meu crânio.
- Vamos Gui, daqui a pouco ela deve acordar... – eu conseguia ouvir alguém falar isso a distância, era uma voz conhecida e até mesmo familiar, apesar de não conseguir reconhecer.
- Não Clarisse, eu já disse, eu vou esperar ela acordar. – Essa segunda voz era a de Guilherme, disso eu tinha certeza.
- Ahn.. O que aconteceu comigo? – eu consegui formular uma frase inteira, do jeito que minha cabeça doía eu pensei que nem disso seria capaz de fazer.
- Boa tarde bela adormecida! E caso você esteja interessada, você acabou desmaiando e bateu a cabeça no chão... – ele me olhava com uma cara de preocupação, ou isso também só poderia ser minha visão turva do seu rosto. Mais atrás dele estava uma Clarisse com uma cara de tédio puro.
- Esse lerdo não conseguiu se virar a tempo de salvar a princesinha – disse Clarisse, fazendo aspas com as mãos enquanto dizia “salvar a princesinha”.
- Vocês se importam de me deixar sozinha um pouco? – é ok, isso pode ter soado rude, mas vamos combinar que eu ainda me lembrava muito bem do que tinha acontecido horas atrás, e precisa digerir aquilo.
Eles assentiram com a cabeça e saíram da enfermaria, quando eu sentei na cama senti um leve enjoo. Eu não queria pensar a respeito da minha paternidade, mas de uma forma estranha, eu queria entender. Resolvi que a melhor maneira de fazer isso seria num lugar tranquilo, então fui me arrastando até a praia. Quando cheguei lá encontrei a Alícia, eu até tentaria achar outro lugar pra pensar mas ela já havia me visto e acenava para que eu me sentasse ao seu lado.
- Como você esta?
- Como alguém que acaba de saber que sua mãe nunca te quis, que você tem um pai mortal que nunca conheceu, e milhões de supostos pais adotivos (?)
- Cara, você tem a benção de todos TODOS os olimpianos, isso é muito da hora!
- Isso porque não é você que esta no meu lugar. Alem de eu não saber nem quem é meu pai, ainda tem todo esse povo querendo que eu “proteja o Olimpo” e blá blá blá.
- Carol, você pode ate não gostar da ideia de ser uma abençoada, mas você é especial e muito importante, acredite. Os olimpianos não admitiriam que precisam da ajuda de um semideus assim se você não fosse realmente especial.
- Eu sei, mas eu não quero ser especial, eu só quero ter um pai normal. Quando a Annabeth falou comigo ela disse que meu pai precisava de mim, e por isso eu vim. Não sabia que seria essa confusão toda.
- Ahn, eu lembrei de você ter me contado isso e falei com ela. Ela disse que a principio Hades tinha falado com ela se manifestando como seu pai, ele falava em nome do Olimpo sem nem sequer Annabeth saber.
- Ah eu não sei de mais nada e nem quero saber. Vou fazer o que precisa ser feito e depois voltarei a minha vida ignorante de sempre, morando com a minha avó, brigando com a minha mãe... Eu já vivi 16 anos muito sem um pai, posso viver o resto de uma vida sem um.
- Não fale assim Carol, querendo ou não, sendo boa ou não, no acampamento nós temos uma família. Uma grande e bagunçada, mas temos. E uma família que apesar dos problemas vai dar uma festa esta noite, e o Bryan me perguntou se você ainda iria e eu respondi que sim, então aconselho você ir se arrumar assim como eu cara colega.
- É mesmo necessário ir a festa?
- Sim, você disse que iria com o Bryan, você conseguiu fazer o cara botar um terno. Sabe o quanto isso é difícil? Ele é fofo e tudo mais, você não pode deixar ele lá esperando você.
- Ok, ok... Eu vou, mas não vou ficar até tarde ok? Ok
Ótimo, agora tinha mais essa, a festa. Mesmo que eu tivesse que deixar o Bryan me esperando eu não iria, eu não estava com cabeça pra festa. Mas uma voz na minha cabeça me lembrou que o Guilherme iria, e iria acompanhado de sua ex, o que por algum motivo me motivou a ir. Enquanto eu pensava percebi que a Alícia já tinha ido, resolvi ficar mais um minutos e pensar na confusão que se encontrava minha vida.
- Complicado não? – me virei e encarei dois deuses, um deles era bronzeado e tinha olhos da cor do mar e usava roupas típicas de quem ia a praia, já o outro, por algum motivo me lembrava um ferreiro, ele estava todo sujo de graxa, tinha uma barba desleixada e parecia incomodado em estar ali. Eles estavam sentados juntos com os olimpianos, então deviam ser deuses. Se eu estivesse certa, era Poseidon e Hefesto.
- Poseidon e Hefesto?
- Sim, criança. – disse o deus dos mares
- Vocês não deveriam estar no Olimpo? Ou sei lá, resolvendo o problema de vocês?
- Deveríamos, mas estamos aqui para lhe entregar algo – disse Hefesto se sentando ao meu lado na areia junto com Poseidon.
- Olha, se for outra noticia bombástica sobre mim, podem deixar pra outro ano. Porque eu já estou confusa por um inteiro, acreditem.
- Não não, não é isso. Estamos aqui porque daqui a 2 semanas será seu aniversario e nesta data estaremos ocupados demais para lhe entregar o presente que vínhamos preparando.
- Presente?
- Sim, estivemos pensando em algo, e acho que você vai gostar! – disse Hefesto com uma empolgação e um brilho nos olhos. Apesar de eu não estar no animo pra presentes e nem nada, saber que eles pelo menos se lembraram já era alguma coisa a considerar.
De repente os dois levantaram e Poseidon assobiou.
- Espero que você ainda goste de cavalos, assim como quando você era pequena.
Me levantei rápido, tentei olhar para o mesmo lugar onde eles olhavam, por enquanto não se via mais do que um céu limpo, mas daqui a pouco comecei a ver manchas verdes pelo céu. E quanto mais perto ficava mais a forma de um cavalo aquilo ganhava, o estranho era que ele tremeluzia como fogo.
Quando dei por mim, havia um cavalo preto coberto por fogo parado na minha frente.
- Acho que fiz um ótimo trabalho!
- Fizemos* um belo trabalho, você quis dizer certo Poseidon?
- Ah sim, sim, claro. Então Carol, o que achou?
- É lindo, mas ele ta pegando fogo!
- Ah, é fogo grego, um cavalo composto por fogo grego! Foi genial! Enfim, você não se queima, muito menos o cavalo. E apesar de ele não ter asas ele voa!
- Tirando, que ele faz viagens incríveis, mesmo que sua viagem demore de 2h a mais, ele pode fazer em até menos.
Eu não sabia o que falar, sempre gostei de cavalos e aquele em especial era lindo! Quando Poseidon disse que o cavalo poderia fazer viagens longas se tornarem curtas, ideias foram surgindo em minha mente.
- Suba! Experimente seu novo cavalo!
Montar em cavalos sempre foi meu forte, fiz equitação quando menor. Minha mente estava uma confusão, mas talvez meu novo presente e possível amigo pudesse me ajudar a descontrair. Nada melhor que uma fugida de vez em quando. Quando dei por mim, eu já estava acima das copas das árvores, mas eu não estava voando no perímetro do acampamento, eu estava tentando sair de lá.
- Onde você esta indo?
- Carol! Você tem uma festa a ir hoje a noite!
- Volte menina, volte!
Hefesto e Poseidon continuaram falando e falando, mas eu já estava longe demais para ouvir. Eles foram muito gentis me dando o presente, e sei que fui grossa não os agradecendo e fugindo dessa meneira, mas eu teria que deixar as boas maneiras para outra hora.
Agora eu estava a caminho da Califórnia, eu merecia explicações!
Notas finais
Nada contra reviews já que no ultimo capitulo eu me matei com aquela história e não recebi nenhum :(
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