Notas iniciais
Sorry pela demora, mas eu não fazia ideia de como continuar, ainda continuo sem ideias mas esta aí.
Boa leitura.

P.O.V. Guilherme

Abençoada seja a minha ignorância, por motivos desconhecidos eu beijei a Carol, mas não pude negar que eu tinha gostado da sensação.

- VOCÊ ESTA LOUCO? – garotas não deveriam ter nascido tão fortes assim, ou adquirido tal força durante a vida, seus tapas doem. E muito.

- Que foi? Vai dizer que não gostou?

- Nã... Sim... Não sei ok? NÃO, NÃO, NÃO GOSTEI!

- Sua confusão te condena minha cara. – sai do meio da pista esperando que ela me seguisse, passei pelo Bryan e a Samantha que mantinham um olhar de puro ódio em nossa direção, mas continuei caminhando em direção ao bar como se nada tivesse acontecido.

Como o acampamento não promovia muitas festas o pessoal parecia estar querendo aproveitar ao máximo, mas eu queria permanecer sóbrio. São nessas festas que rolam coisas memoráveis, e bêbado não se pode guardar nada.

- Qual teu problema hein?

- Ser um cara impulsivo e irresistível?

- Eu to falando sério Guilherme, por que você me beijou?

- Porque você é bonitinha e eu estou na seca? Ah qual é, pare com o interrogatório.

Eu podia estar sendo ignorante, mas por algum motivo especial eu não queria ter que revelar os meus reais motivos para isso ter acontecido. Tinha sido impulsivo, mas tinha sido verdadeiro, pelo menos para mim.

- Mas você me deve.. Rachel mas o que você esta...? – eu estava tão entretido na madeira do balcão que nem havia percebido a aproximação da Rachel. Lógico que era bem provável que nossa festa acabasse agora, pois o modo oráculo dela estava ganhando espaço nesse exato instante e parecia querer que a Carol prestasse bastante atenção pois segurava firmemente os ombros dela.

- De todos os olimpianos a benção recebeu

Na mente de um dos mais antigos se perdeu

Pelos meandros do mal a salvação ficará

Com o auxílio do mensageiro se reerguerá

A lua oferecerão aquela cuja a benção não tem restrição

Uma onda de vertigem me atingiu, eu estava muito bem, mas por algum motivo estranho eu comecei a me sentir mal. Como se minha cabeça fosse estourar a qualquer momento.

- Segurem segurem a Rachel – ouvi alguém gritar ao longe.

- Guilherme? Guilherme você esta me ouvindo? Cara? Ei acorde, isso não tem graça! – eu podia ouvir a voz ao fundo me chamar, mas eu não podia reconhecer e sentia como se fosse desmaiar a qualquer momento.

P.O.V. Carol

- É estranho não é? – era no mínimo a terceira vez que Alícia me perguntava isso.

- Shiu, se você não parar de falar ele vai acordar.

A festa ainda acontecia, mas eu preferi voltar ao chalé. Era muita coisa pra uma noite só, primeiro o beijo do Guilherme, ai a Rachel resolve soltar uma profecia e logo em seguida o Guilherme desmaia.

Alícia tinha voltado comigo para o chalé, estávamos sentadas na minha cama observando um Guilherme dorminhoco a algumas camas a distância, ainda se podia ouvir o barulho da festa e logicamente os murmúrios de alguns falando sobre a profecia.

- Você deve ser a garota da profecia, já imaginou que legal seria?

- Claro, claro. Arriscar sua vida em nome de algo que você não acredita fielmente.

- Pare de reclamar...

- Shiu Alícia, ele parece estar acordando.

Vi um Guilherme resmungar algo incompreensível da distancia que estávamos. Corri até sua cama para ver se ele tinha mesmo acordado.

- Guilherme? Você esta bem?

- Carol? – ele resmungou

- Oi seu idiota, você me deixou preocupada.

- Obrigada por se preocupar com meu bem estar – ele disse tentando se sentar na cama.

- Ahn... Alícia você não quer voltar a festa?

- Mas... – tive que dar uma olhada significativa para ela entender que eu queria ficar a sós com ele. – Ah claro, até mais vocês.

- Você esta melhor?

- Nada que um pouco dos remédios divinos não curem.

- Então já que você não esta tão mal assim, pode responder sem problemas o porque daquele beijo, sim?

- Oh céus! Minha cabeça! Não consigo pensar! – ele disse se jogando na cama novamente, dramaturgo perfeito.

- Ok, não quer falar não fale. – disse me levantando e indo em direção a porta.

- Pare de drama e volte aqui.

- Vai me contar?

- Posso tentar .

- Ok, explique-se — sentei-me na ponta da cama, uma parte de mim queria apenas ouvir que ele sentia algo por mim, já outra que aquilo tinha sido impulsivo, sem sentimento algum.

- Para ser sincero, eu não sei. Acho que ficar tão próximo a você me fez perceber que você pode ter uma beleza um tanto quanto diferenciada digamos assim, e acabou me levando a ser impulsivo e me fez te beijar.

Tentei disfarçar ao máximo a decepção que me preenchia. Ora, vamos Carol, você não pode estar mesmo se apaixonando por ele.

- Você fala como se fosse algo banal beijar alguém.

- Não digo ser banal, só acho que foi impulso, mas não posso dizer que não gostei. – ele disse dando um sorriso torto. – E a profecia? Você já descobriu algo?

- Não, não tive cabeça pra pensar em profecia... – olhei pra baixo tentando disfarçar as prováveis bochechas vermelhas aparecendo.

- Sua cabeça estava aonde então? – ele perguntou com um certo brilho nos olhos.

- Nada que seja de seu interesse.

- Claro senhorita educação. – ele parecia cansado, mesmo tendo dormido minutos atrás, e o bocejo apenas confirmou.

- Durma, talvez sua sanidade volte quando você descansar melhor.

- Gosto de dormir ouvindo música, você sendo abençoada por Apolo provavelmente tem uma bela voz.... – demorei um pouco a perceber o que ele queria dizer com aquilo.

- Oh, não. Não tenho voz pra isso.

- Cante, por favor. Só uma.

- Promete não rir?

- Prometo.

Ele se ajeitou na cama e eu comecei a cantarolar uma das musicas que minha mãe cantava pra mim antes de dormir. Ele foi relaxando, estava praticamente dormindo quando resolvi me aproximar mais com um sentimento de culpa me tomando.

- Desculpe, espero que isso não seja minha culpa novamente.

Notas finais
O que acharam da profecia?
Eu vou começar a dar pequenos spoilers sobre o próximo capítulo nas notas finais ok?

"-Eu não posso me apaixonar de novo, você sabe o que acontece com as pessoas que amo."
"- Você terá que escolher Carol,é um risco que você tem que assumir."
"Era difícil acreditar que esse acordo poderia funcionar, mas quem sabe nós pudéssemos fazer dar certo"