Pelos Meandros do Mal
11 Capítulo 11
Notas iniciais
eu provavelmente vou postar vários caps essa semana, pq depois minhas provas já começam de novo e ai eu não vou poder ficar entrando muito no pc e tals..
Então se divirtam, e relembrando: nada contra reviews!
P.O.V Carol
- VOCÊ FICOU MALUCA? CUSTAVA LIGAR? QUASE MANDEI A POLICIA ATRAS DE VOCÊ!
Não pude evitar revirar os olhos. Ela nunca, repetindo NUNCA, ligava pra mim, mas mesmo assim fez o maior escândalo quando cheguei em casa. As empregadas, minha avó, meu cachorro, o jardineiro, todo mundo parecia mais feliz do que preocupados com a minha volta. Mas não, sempre tinha que ter alguém pra acabar com o momento fraternal, e esse alguém tinha por nome Cláudia, minha mãe.
- Eu já disse e vou repetir só pra você ouvir bem dessa vez EU AVISEI A VOVÓ E EU ESTAVA BEM, PARE COM O ESCANDALO COMO SE VOCÊ SE IMPORTASSE!
- Por favor se acalmem! – minha avó tentava falar passivamente e em vão no meio de toda a gritaria.
- EU PAGO PRA VOCÊ IR A UMA ESCOLA, TER ROUPAS DE QUALIDADE, UMA CASA BOA, PESSOAS QUE FAÇAM O QUE VOCÊ QUISER E VOCÊ FOGE DO NADA E QUER QUE EU FIQUE CALMA? EU SOU SUA MÃE!
- Claro “mamãe”, você foi minha mãe ate o vovô morrer e passar a empresa pra você. Depois daí você esqueceu o que era ser mãe, você nunca foi presente, nunca me ajudou, nunca foi em uma reunião da escola, nunca foi em nenhuma das minhas apresentações! Você não é minha mãe, aceite.
- Carol...
Posso ter pegado pesado com ela, mas isso tudo era verdade e já fazia um bom tempo que queria jogar isso na cara dela. Tirando que ela passou os últimos 30min gritando e bronqueando todo mundo por ter me deixado ir.
Por sorte dos vizinhos ou minha ela bateu o pé e saiu de casa, provavelmente voltando pra empresa. Mas eu podia jurar que tinha visto uma lágrima no canto dos olhos dela. Mas isso deixará de ser importante a muito tempo.
- Não fale assim com sua mãe menina, ela estava realmente preocupada com você.
- Ela nunca se preocupou vó, e por favor, não a defenda. Eu precisava de alguns esclarecimentos da parte dela, mas devido aos acontecimentos a senhora poderia me responder?
- Se eu souber claro que sim...
Eu fiquei conversando com a minha avó durante um longo tempo, eu não havia contado a ela sobre os deuses gregos, queria saber se ela sabia e caso soubesse se me contaria. Tudo o que ela falava realmente batia com a história contada por Afrodite. Depois de acabar de contar a história, ela tomou um longo suspiro e me disse que na verdade “todos aqueles homens apaixonados pela mamãe” eram os deuses e blá blá blá.
Era praticamente a repetição de tudo só que contada por uma velinha adorável.
Ela disse que sabia sobre o acampamento, disse que os monstros nunca nos atormentaram, por isso não havia me enviado antes.
- Minha querida, você gosta de lá?
- Olha, eu só estive lá por uma semana, não é o suficiente pra dizer se realmente gosto de lá.
- Mas quando você esta lá, como você se sente? – socorro, como minha vó era insistente.
- Eu sinto como se realmente houvesse encontrado minha segunda família, a parte que faltava em mim. – acabei desabafando sem perceber, mas sim, eu tinha querendo ou não falado a verdade sobre como se sentia lá.
- Eu não sou sua mãe, e apesar de sentir muito sua falta aqui em casa aprontando os 7, eu quero que você volte pra lá. E ajude aos deuses, eu sei que eles precisam de você.
- Mas eu não disse na...
- Zeus falou comigo, ele me explicou. E pelo que me lembro, hoje você teria uma festa a ir.
- Sobre a festa, eu não vou. Vou ficar aqui com você.
- Menina teimosa, eu já disse, eu amo ter sua companhia. Mas me faria mil vezes melhor saber que você esta aproveitando sua vida, se divirta agora pois logo mais você não poderá aproveitar da mesma forma. E sim você vai, a empregada já ate fez suas malas.
Apesar de eu me sentir bem no acampamento eu realmente sentia falta da minha avó, mas ela estava certa. Em parte, mas estava.
- DONA CAROOOOOOL POR FAVOR, SOCORRO!
Se eu ainda estivesse certa essa era a voz do meu jardineiro, e eu na pressa esqueci de avisar que havia um cavalo de fogo grego no jardim, apesar de duvidar que ele pudesse entender o fogo grego.
- Flicka! Flicka!
- Flicka? – o jardineiro perguntou confuso
- É o nome que eu dei, foi presente de um amigo. – eu não havia explicado como havia chegado então era bem provável que os funcionários estivessem confusos.
- Flicka é um belo nome minha querida – minha avó disse, eu havia escolhido o nome porque quando era menor eu tinha tido um cavalo com esse nome, na época eu não sabia o sexo do cavalo, depois descobri ser uma égua então o nome veio a calhar. Como eu me encontrava na mesma situação acabei dando o mesmo nome.
- As suas malas dona Carol – veio uma das empregadas trazendo minhas malas.
- Mas... – minha avó acabou me interrompendo
- Sim você vai, e isso é uma ordem Caroline.
- Ok, ok, mas vocês sabem como eu odeio despedidas, então podem ir pra dentro da casa, fechar janela e portas e continuar as atividades como se eu ainda não houvesse retornado.
Minha avó veio ate mim e depositou um beijo na minha testa, já os funcionários apenas assentiram e entraram em casa. Em parte o que eu disse era verdade, eu odiava despedidas mas eu também não queria assusta-los levantando voo com um cavalo de fogo grego e cheia de malas. Como eu levaria elas eu não sabia, mas daria um jeito.
_____________________________ PÓS VIAGEM _____________________________________
Duas horas de ida, um “descanso” de no mínimo 1h30, e duas horas de volta. E ainda tinha a festa que se eu não enganava começaria em 30min.
- Carol onde você estava? – veio uma Alícia esbaforida entrando no chalé de Hermes comigo.
- Visitinha a Califórnia, mas já voltei, pode ir se acalmando!
- A festa começa em, o que? – ela olhou pro relógio como para dar ênfase – 20 MINUTOS E VOCÊ ESTA FEDENDO A CAVALO!
- Já voltei criatura, já voltei! E eu vou tomar banho antes disso fique tranquila.
Ela já estava pronta para a festa certamente, um vestido rodado preto com desenhos de rosa em vermelho gliterisado. “Nada mal” pensei comigo mesma “quem dera eu tenha alguma roupa social pra vestir..” Mas nem pude completar o pensamento.
- É POR ISSO QUE VOCÊ FOI PRA CALIFÓRNIA! – ela veio na minha direção como se quisesse me abraçar, mas no meio do caminho provavelmente lembrou que ela já estava pronta e eu “fedia a cavalo”.
- Ahn? – me juntei a ela na frente da minha mala e ai sim entendi o escândalo. Provavelmente Zeus havia dado o recado completo, porque uma de minhas malas estava cheia de roupas sociais. – Ah claro, por isso fui a Califórnia! Como se eu fosse a Califórnia apenas por isso, não sou fútil desse jeito.
- Isso não se chama ser fútil, se chama ser... Como posso dizer, ah sei lá que palavra usar, mas por essas roupas eu iria até a China – Alícia disse pegando um dos vestidos.
— Se você não amasse tanto cereais e flores eu juraria que você é de Afrodite, mas enfim, se você me quer na festa tem que me deixar ir tomar banho.
- Corra, daqui a pouco o Bryan virá te buscar.
Só quando ela disse isso que eu me dei conta de como o chalé estava vazio, havia apenas outras 3 garotas ali dentro fazendo suas maquiagens. Isso não era normal no chalé de Hermes, mas eu não tinha tempo para perguntar o porque de estar tão vazio.
Enquanto me arrumava contei a Alícia sobre a conversa com a minha mãe e tudo mais. Mas a conversa teve que ser interrompida porque alguém entrou no chalé. Alguém que estava deslumbrante, e pelo jeito não foi só eu que percebi.
- O que uma filha de Démeter esta fazendo aqui? – perguntou Guilherme, por um segundo eu fiquei deslumbrada com o quanto ele havia ficado bonito de terno, mas ai eu me lembrei de sua ignorância e adivinhem? O deslumbramento se passou.
- Preciso da ajuda dela por aqui, algum problema?
Ele me olhou meio confuso por um momento e logo em seguida retomou ao seu ar de ignorância total – Sejam breves, a festa já vai começar!
- Olhe por onde anda Bryan – eu ouvi ele dizer a porta do chalé.
Oh deuses do Olimpo, eu estava quase pronta QUASE, ainda faltava a maquiagem e o Bryan já havia chegado. “Querida Afrodite, se você por algum motivo se importa comigo essa é a hora de me ajudar, uma benção pra beleza não cairia mal sabe?” disse em pensamento, torcendo pra que Afrodite atendesse.
Como num piscar de olhos eu me sentia extremamente bem e bela, até Alícia engasgou.
- Ahn, Carol? Como...
- Você esta L-I-N-D-A Carol! – o Bryan disse me entregando um buque de rosas.
- Digo o mesmo. – falei ainda temendo que Afrodite não tivesse me dado uma mãozinha, mas a cara do Bryan e da Alícia me fizeram acreditar que eu estava realmente bela.
- Vamos? – o Bryan me disse estendendo seu braço e me levando em direção a porta. – Porque hoje a noite é uma criança!
Notas finais
esse cap foi broxante e longo, mas como eu disse a festa promete então por favor tenham paciência!
eu sei que o final foi clichê (e olha que eu odeio clichês)mas já estava dando block criativo.
Gente, a fic é movida a reviews, então... 3 caps sem review nenhum ta deprimente poxa :c
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