Pelo Mundo

2 Season 1: O Ataque na Estrada


Notas iniciais
Olá pessoal, tudo bem com vocês? eu espero que sim.. Segue a segunda parte de nossa história. Neste capítulo eu tentei descrever ainda mais as cenas para tentar dar um pouco mais de realidade nela, espero que gostem.. E vamos lá!

Passaram-se algumas horas, desde que Milles e Selene já haviam saído da casa. Ambos os irmãos haviam feito o possível e o impossível para se salvar, depois de correrem de meia dúzia de zumbis pela cidade e se esconderem por todos os cantos. Até que através das fugas acharam um lugar que parecia ser o mais viável que era uma floresta, onde de lá fizeram uma pausa para descansarem.

— Eu juro que se andarmos mais um pouco, sinto que meus pés vão explodir.

— Está bem. Podemos descansar um pouco Selene. Sinto que ainda temos um pouco de tempo para isso.

Já era de noite, quando as folhas das árvores balançavam pelo vento, não se podia ver mais nada a não ser árvores e mais árvores. Os longos cabelos castanhos de Selene esvoaçam ao vento, fazendo a garota contê-los com as mãos e fazer um nó, enquanto Milles por ter os cabelos curtos não foi tanto impactado. Ele sorriu com a situação, como se aquilo lhe fizesse se esquecer dos perigos que tiveram mais cedo. Situações normais como essa eram algo que lhe fazia querer viver por mais um dia. Esfriava um pouco, e então Selene resolveu se sentar em um dos pedaços de madeira que por ali havia e tirar um casaco da mochila para vesti-lo.

— Você deveria fazer o mesmo.

— Ou podemos fazer uma fogueira.

— Você uma fogueira? Hahaha.. Desde quando aprendeu a fazer isso Milles? Vai esfregar os galhos um no outro? –Brincava com seu irmão-

— Mas e claro que não. Não estou tão desesperado para tentar isso. E para a minha sorte, e a sua também, eu arranjei uns fósforos lá na casa.

— Acho que só os casacos serão o suficiente por Hoje irmão. A fumaça e a luz da fogueira, podem trazer zumbis para mais próximos da gente. Ou pior.

— Outras pessoas!! –Complementou ele-

— É, acho que você tem razão. –Falava o mais velho, enquanto pegava sua mochila e a colocava entre sua perna, ele estava sentado na grama. A abria, e olhava o que tinha pego, havia uns fósforos, um casaco, uma panela pequena, sua garrafa d’água que estava na lateral, e uma foto de sua família, entre um short e uma blusa, e na parte da frente havia uma faca pequena de cozinha um pedaço de pano e uma escova de dentes. – O que você tem aí Selene?


— Bem eu? Vejamos. –Ela abria a mochila, nas partes menores tinha um bloco de notas, uma caneta, uma lanterna e uma das facas de cozinha. Na maior parte, tinha uma calça dobrada e uma blusa, duas fotos da família e um pano. Do lado sua garrafa d’água e do outro a escova de dente, uma pasta, sabonete e aspirinas. – Tenho apenas isso. –Mostrava para ele a mochila, e então sua barriga fazia um sinal de fome, o que a fez tapar com a mão de imediato.-


— Hum.. Tome isso menina, deve te ajudar. –Ele lançava para ela o resto dos cereais que estava no plástico fechado.

— Eu achei que você tivesse comido a sua parte. –Disse pegando no alto, antes que caísse no chão.- — Eu não posso aceitar isso Milles. A minha parte eu deixei cair. Isso é seu, fique contigo.

— É um presente, nem pense em me devolver ouviu?!. E aliás eu já comi.

— Como? Se só havia pouco para nós dois e a minha parte ainda tombou no chão.

— Bem, digamos que não podemos desperdiçar comida hoje em dia. – Fechava a sua mochila e virava a sua face para o lado-

— Não sei como te agradecer meu irmão. -Abria um sorriso feliz para seu mais velho. Este que virou a face ao notar, já que não era o tipo de pessoa que mostrava muito suas emoções, mas do pouco que o conhecia, ela percebia que ele estava feliz por ela, ou algo não muito longe disso. Selene abriu o pacote de saco plástico que estava enroscado em um pequeno arame branco, e comia os cereais. Não tinha muita coisa, mas o pouco que havia podia saciar momentaneamente sua fome.-

E os dois descansaram ali por um pouco mais de uma hora, trocavam conversas fora, e pensavam a respeito de sua situação atual. Chegaram a até mesmo rir de umas situações engraçadas que ambos já vivenciaram. Quando então, que deveria ser por volta das onze da noite, eram ouvidos sons de passos próximos, vindos do mato, Milles e Selene rapidamente pegaram suas coisas e ficaram em guarda, o garoto pegou seu facão e o deixou em sua mão próximo para ação, enquanto a mais nova pegou a sua faca e a deixou pronta em posição de ataque. Cada um se escondeu por trás de uma das árvores de lados opostos, tal como se pudessem ver um ao outro, olhavam de canto de olho para frente que era de onde vinham os barulhos. Dali após alguns poucos minutos, um grupo de três caminhantes passava reto em direção a estrada principal na qual dava para a outra cidade mais próxima.

— ‘’São apenas três’’. –Pensou Milles, suspirando um pouco mais aliviado. Sua atenção foi novamente desperta quando notou passos rápidos, como se alguém estivesse correndo.-

— ALGUÉM POR FAVOR SOCORRO.. SOCORRO.. ALGUÉM ME AJUDE!

Ao ouvir sobre isso Selene ficava apreensiva, ela olhava com cara de súplica para seu irmão, mas este apenas balançava a face para os lados de maneira negativa. Ela o conhecendo bem sabia que ele iria negar por achar que seria perigoso demais. –Alguém precisa da gente Milles. –Ela olhava para os lados para saber se não haviam mais mortos por ali, e então se aproximou de seu irmão, buscando seu olhar ao dele.-

— Não sabemos quem ele é. E esse idiota está gritando bem alto, viraremos comida desse jeito.

— É alguém em perigo, precisando da nossa ajuda. Se você não vai. Eu VOU!

A garota falava com ênfase na última palavra, pisando duro no chão e saindo para frente, em direção ao pedido de ajuda. – Selene calma aí. –Logo a garota começava a correr, e ele não tinha outra escolha senão ir atrás dela. Ele ainda estava receoso com aquilo, não sabia dos perigos que havia a frente. Apertou o passo e começou a correr para não se distanciar muito dela.

— ALGUÉM POR FAVOR!

Quando se aproximaram mais, os irmãos de longe se depararam com a seguinte cena. Havia um homem no chão aparentando ter uns 32 anos, tinha a perna ferida e ensanguentada, tentando se locomover para trás com as mãos como se engatinhasse de costas pois na sua frente havia um zumbi se aproximando. Tal se abaixava para tentar mordê-lo. De trás do homem a cerca de 5 metros dois outros zumbis se aproximavam como se estivessem cercando-o. Os irmãos estavam longe e não daria tempo de salvá-lo. – SAIAM DE PERTO DE MIM SUAS ABERRAÇÕES! –Gritava o homem, pegando sua arma e apertando várias vezes o gatilho de onde não saia bala alguma, apenas o barulho do aperto era ouvido. Seus cabelos negros estavam desgrenhados e ele suava frio, sua perna doía bastante, o que o fez colocar sua mão livre sobre a calça, seus olhos tinham uma expressão aterrorizadora, sua respiração ofegante, seus batimentos cardíacos eram tão rápidos que ele nem mais conseguia falar, acabou por se dar por vencido e esperava pelo pior. O medo era tanto que nem percebeu os jovens ali. –NÃO.. NÃO!! –O zumbi estava prestes a mordê-lo na barriga.-

Selene olhava para os lados, a situação dele era aterradora, a garota já havia passado por uma situação como essa parecida antes, era como se ela pudesse se colocar no lugar dele, não, mais do que isso, ela o via nele. Era como se as horas e o tempo congelassem ali, era tudo como se fosse em câmera lenta ao mesmo tempo que tão rápido. Sabia que não daria tempo de chegar para ajudar, ela olhou o terreno, viu uma pedra aos seus pés, a pegou sem pensar duas vezes e rapidamente a lançou na direção do zumbi, acertando sua cabeça, fazendo a criatura olhar para ela e mudar a direção de seus passos. – Óh ou.. –A criatura agora ia na direção de Selene, a garota se afastou o atraindo para mais longe.

Enquanto isso Milles viu Selene atrair um dos zumbis, mais ainda haviam dois muito próximos do homem. O ruivo rapidamente passou pela sua irmã, chutando o zumbi por trás de sua perna na altura do joelho, o fazendo cair de frente com a cara no chão. Com isso Selene com sua pequena faca a encravou na cabeça do caminhante. Milles apenas a olhou de canto de rosto satisfeito enquanto corria para mais próximo do homem. Dali o garoto chutava o primeiro zumbi a altura da barriga, o fazendo cair para trás e levar o outro que estava ao seu lado ao chão também. – Seus malditos! –Aproveitando que estavam ao chão, Milles apoiou uma das pernas na barriga da criatura e encravou seu facão na cabeça deste. Neste meio tempo o segundo já havia se levantado.-

— Você já era!

Quando o zumbi deu o bote para mordê-lo, o ruivo deu um pulo para trás se desviando por pouco da mordida, mas a criatura já estava muito próxima. Para desviar sua atenção, Milles moveu sua mão livre a da esquerda como se fosse dar um tapa na cara do caminhante, quando o zumbi levou seu rosto para morder sua mão, já havia mordido sua isca, deixou seu lado direito desprotegido. E foi este que com sua mão dominante Milles encravou seu facão no crânio da criatura, fazendo seu corpo sem vida vir ao chão.

— Milles. –Se aproximava Selene apreensiva, parando ao lado de seu irmão.- -Você está bem?

Ignorando a pergunta de sua irmã, o mais velho se aproximou do homem, que o olhava, ainda incrédulo não acreditando no que havia acabado de acontecer. Era como se sua mente ainda estivesse processando o ocorrido.

— Hey quem e você?? –Dizia Milles sério, encarando o homem. Neste meio tempo ele limpava o seu facão do sangue na roupa do zumbi.- — Não ouviu o que eu falei??

— Deixe ele Milles. Só deve estar assustado.

Enquanto isso o homem, estava bastante pálido. Na parte da frente de sua calça, esta ganhava uma nova cor, e um novo cheiro. Milles notando isso, levou seu pulso ao nariz, para tentar amenizar o mal odor. – Ele se mijou. –Falou o ruivo, surpreendido pela ação.-

— Você está assustando ele. Qualquer um teria feito isso ao passar por esta situação.

— Exceto eu. –Exclamou o irmão.-

— Eu.. eu.. Me chamo.. Steve.. –Disse o homem um pouco trêmulo nas mãos.-

Selene se aproximava dele com cuidado, se abaixando um pouco e olhando em seus olhos. – Você está bem Steve? –Selene viu o homem balançar a cabeça para cima e para baixo de maneira positiva e com os olhos arregalados.- — Bom. Então, eu sou Selene e aquele e meu irmão Milles. Pode nos dizer o que houve? -Neste tempo Milles andava pelo perímetro averiguando se o local estava ou não seguro.

— Eu vim de carro com meu amigo Bryan. Nós estávamos procurando por suprimentos para nosso bando. Quando passamos na rodovia pela estrada principal, vimos que ela estava fechada e cheia dessas. Dessas. Coisas! Não sabemos quem fechou o caminho, mas tivemos que ir pelo outro lado da estrada...

—---FlashBacks On—

Por volta das dez da noite, dois homens dirigiam um carro pela estrada, estava tudo escuro e os posts não mais iluminavam, contando apenas com o farol do automóvel para sua iluminação.

— Eu não queria ter vindo, eu não sirvo para essas coisas. Se tivessem me dado qualquer outro trabalho, eu teria aceitado. Mas isso? Nunca.. É muito perigoso.

— Ah não reclame Steve. Você quase nunca sai da nossa base para procurar por suprimentos. E além do mais, todos temos que fazer a nossa parte.

— Eu sei. Mas eu sou mais útil lá dentro, aqui fora eu só atrapalho. Eu não sou bom nesse tipo de coisa. Se me derem um carro para consertar eu conserto, se me pedirem para mexer na luz eu conserto, carregar caixas? Eu vou. Mas agora, sair por aí procurando por suprimentos e matar zumbis? Com certeza isso não e comigo.

— Apenas relaxe Okay? Olhe, tá vendo aquele CD ali? Coloque no rádio e vamos nos distrair um pouco.

— Pode ser uma boa ideia, Bryan. Vamos ver o que nós temos aqui. –Olhava o CD e depois o colocava no rádio do carro, mas não tocava-. – Ele não quer funcionar.

— Então coloque outra coisa, olhe ali na gaveta.

Steve abriu a gaveta, olhando ali, um porta CD fechado e uma pistola guardada. O abria e olhava para os CDs que ali haviam, escolheu um deles e colocava no rádio, que logo não demorava muito para começar a tocar. – Blues? –Menciona Bryan, ouvindo a música.- — Isso me lembra meu pai. –Falava agora Steve.- — Ele ouvia muito isso quando eu era mais novo.

Bryan o olhava um pouco, depois voltou sua atenção para a estada. – MAS QUE MERDA E ESSA?? –Via um corpo parado na sua frente, Bryan tentou se desviar mas já era tarde, acabou o atropelando, e mais do que isso, perdendo o controle do carro, o fazendo sair de fora da pista. Ambos gritavam de pânico e acabaram batendo, a primeira batida foi ao lado de Steve na porta pela lateral ao tentar se desviar, e depois na árvore na parte da frente do carro ao ir reto. Um batia com a cabeça no volante e o outro no painel, logo tudo pareceu ficar em silêncio e sua vista escurecer até cair desacordado.

— Hm? Mas o quê? –Pronunciava Steve com a cabeça girando, havia gotas de sangue escorrendo de sua testa até seus olhos, levou suas mãos para se limpar. Sua cabeça girava, e ele estava bastante zonzo e desorientado. – Bryan?? –Olhando para o lado, viu seu amigo desacordado, ou coisa pior. O maior vidro que era o da frente do carro estava totalmente quebrado, e o que havia na porta ao lado de Bryan também. Havia um corpo deitado na carroceria da parte da frente do carro, e ao seu redor o barulho chamou a atenção dos zumbis no local, os fazendo irem na direção deles, eram muitos, tal como não conseguia contar. Steve soltou o cinto e tentava acordar seu amigo.- -BRYAN, RÁPIDO ACORDE.. –Sacudia seu amigo mas que não esboçava nenhum sinal de vida.- -BRYAN!! -Neste tempo, o corpo que estava na frente do carro era revelado um zumbi, e este despertava, puxando o braço de Steve para mordê-lo.

— AH NÃO ME SOLTA.. –Falava assustado, puxando seu braço para si, enquanto isso do lado de seu amigo, os zumbis chegavam botando os braços pela janela puxando ele. –NÃO, SOLTEM ELE. –Nesse meio tempo de distração, o zumbi quase o mordeu, Steve puxou seu braço para trás em direção ao banco de trás, conseguindo se soltar, mas pior. Agora o morto caia dentro do carro sobre Bryan, e acabando por mordê-lo. – NÃO NÃO NÃO!! –Steve puxou a arma que tinha de seu bolso, e metia um tiro na cabeça do zumbi. Na porta do motorista, esta se abria, revelando ali uns cinco zumbis, que tratavam de puxar, morder e devorar seu amigo, uma cena macabra e assustadora. –Bryan.. –Disse entre lágrimas, mas não havia tempo para se lamentar, em poucos segundos outros zumbis apareciam na frente do carro, subindo por ele e rastejando, como o painel estava quebrado, seria fácil para eles entrarem no carro, sem contar a porta ao lado de Bryan, eles tinham dois locais para invadir.

— FIQUEM LONGE DE MIM!! -Os zumbis que subiam pela parte da frente, Steve atirava neles, e também fez o mesmo para aqueles que vinham pelo lado de seu amigo. Ao todo foram sete disparos, fazendo os corpos caírem sem vida, e até ele ficar sem balas. Mas era pior, pois mais e mais vindos pela floresta apareciam. – Preciso sair daqui. –Steve se voltou para a porta ao seu lado para sair, o que tentou sem sucesso, ela estava emperrada, mais do que isso, estava amassada e presa, praticamente bloqueada. A única saída viável era pela janela da porta. Ele ainda estava sem forças, moveu seu corpo rapidamente colocando a perna para cima e chutando o vidro com força para quebra-lo. Fez isso várias vezes, ele tinha um pouco de tempo, pois os corpos mortos faziam uma espécie de barreira para protegê-lo, impedindo os zumbis que estavam atrás de pegá-lo temporariamente. Enquanto isso os mortos puxavam o corpo de seu amigo para fora do carro, o fazendo cair enquanto entravam dentro do mesmo, na parte da frente os zumbis pressionavam, fazendo os que já estavam sem vida, caírem dentro do carro para que estes pudessem atravessar. Quando finalmente conseguiu quebrar a janela, Steve se lançou por ela para cair fora, a maior parte de seu corpo já havia passado, porém no último instante, em uma de suas pernas, ela foi agarrada, ele fez força, chutando o zumbi para trás, mas isto acabou fazendo sua coxa se abaixar e o caco de vidro que havia preso na janela penetrar nela causando bastante sangramento.

— AHHH.. –Urrava o homem de dor, caído no chão. Rapidamente se levantou, com sua perna praticamente impossibilitada, ele corria ou se movia como pode, mancando muito, se escondendo pela floresta, causando todo aquele estardalhaço que Milles e Selene ouviram antes.

—---FlashBacks Off—

—Então, isso foi tudo o que aconteceu! Dizia o homem, enquanto isso os irmãos o ouviram em silêncio contar sua história.

— O que você tinha no carro? Onde foi isso?? Precisamos ir lá, pode ter alguma coisa útil para nós.

— MILLES! –Falava sua irmã, olhando a situação do homem.

— Não, tudo bem, vocês salvaram a minha vida, eu lhes sou muito grato. –Fazia uma pequena pausa.- -Foi naquela direção. –Apontava com a mão.-

Enquanto isso Selene pegava um pedaço de pano em sua mochila e enfaixava a perna do homem, evitando tocá-lo com as mãos, enrolou o pano e fez um nó. – Acho que isso deve bastar. –Ela viu o olhar de negação de seu irmão, e respondia.- – Não podíamos deixa-lo assim, tínhamos que ajudar.

— Então vamos para lá.

— Mas não podemos deixa-lo por aqui assim. –Respondeu Selene, o olhando.-

— Acho que ele já pode se virar daqui.

— Milles, nada disso. Ele vai e ponto final, senão eu não irei.

— Selene!

— Por favor, não briguem por minha causa, acho que eu posso andar.

Depois dos irmãos ficarem discutindo durante algum tempo, Milles acabava por carregar o homem, o apoiando com a mão em seu ombro, enquanto andavam em direção ao carro. ‘’Quando foi que ela passou a me dar ordens aqui’’ pensava o mais velho, andando devagar com Steve e com a cara emburrada. Depois de uns 15 minutos, estava de frente para o carro, o visual não era dos melhores. Havia um rastro de sangue no chão, vidros das janelas quebradas, corpos mortos no chão, e um carro amassado e saindo fumaça de seu capô. Milles deixou o homem de pé, com sua irmã, e depois foi olhar o que havia de útil no carro.

— Ajude ele um pouco, que eu vou olhar o carro.

— Está bem. –Respondeu Selene olhando para ele.-

— Parece que essa festinha de vocês ficou boa! –Disse de canto de olho avançando para o carro vendo a destruição feita.-

Milles tentava abrir a porta do carro do lado do passageiro, a porta estava emperrada, e ele teve que fazer força para abri-la, coisa que conseguiu fazer um tempo depois. Em seguida puxou seu facão da cintura o deixando a mão e olhava o banco do carro. Havia um porta CDs caído com estes espalhados, corpos mortos, uma carteira no chão, olhou o painel vendo que a gasolina estava baixa, as chaves ainda estavam no volante. Na gaveta a abria e achava uma arma a pegando, uma pistola preta, a guardou prontamente em sua cintura, também havia uma caixinha de munições, que logo a colocou na mochila. No banco de trás tinha uma sacola plástica com alguns alimentos, Milles a pegava. – GOSTEI DO QUE ACHEI AQUI. –Neste tempo, um dos zumbis que estavam debaixo do carro puxava o pé do ruivo, este tentava se soltar, saindo para trás pela porta.- — ME SOLTA!! –Milles dava uns passos para trás e com o outro pé pisava com força a cabeça do zumbi esmagando-o sem vida. – Hm. Selene, hoje vamos comer HAHA..

— MILLES! –Depois saiam as vozes em uníssono.- -CUIDADO!!

Neste momento por cima do banco, um outro zumbi aparecia, agarrando a mão de Milles que carregava a sacola. – MAS ESTE E. BRYAN!! – É o que? Não me diga que é este o seu amigo. –Milles conseguia se soltar, saindo pela porta, e ficou parado olhando o morto vir em sua direção pelo banco.- MILLES!! -Gritou Selene preocupada com a atitude do irmão.- -Quando o zumbi esteve mais próximo, Milles fechou a porta do carro com toda a sua força, prensando a cabeça do zumbi nela na hora. Sangue espirrou, e este caia sem vida.-

— Relaxe irmãzinha. –Ele ia na direção dos dois, mostrando o que havia pego, a sacola com comida, e levantou a blusa mostrando a arma. – Isso é nosso agora. E nosso pagamento por ter salvo sua vida.

— MILLES!! NÓS NÃO PODEMOS FAZER ISSO...

Selene era interrompida pelo homem. – Está tudo bem Selene, é seu Milles pode levar. O lugar onde meu grupo está tem muito mais.

— Pensei que tivessem mais zumbis por aqui, por causa do barulho. –Milles voltou seu olhar para o homem.- -É aonde seu grupo está?

— Tinha mais. Mas eles devem ter saído. Deve ter mais pelas redondezas, precisamos nos apressar. Meu acampamento fica ao norte não muito longe daqui, estamos no antigo posto de gasolina e montamos uma base improvisada lá. Meu pessoal e muito legal, vocês vão adorar conhece-los! Eu posso falar com eles para ajudar vocês como gesto de gratidão e até mesmo quem sabe vocês gostem do lugar e decidam ficar, estamos precisando de pessoas mesmo.

— O que está dizendo? nós não vamos até lá, mas podemos deixa-lo o mais próximo. Já conseguimos uma arma e um pouco de comida. Nós dispensamos, obrigado!

— NÓS?? Não saia decidindo assim pelos outros! –Disse Selene se virando com os braços cruzados para o seu irmão.- -Lá pode ser um bom lugar para passarmos a noite meu irmão. Não podemos simplesmente ficarmos zanzando sempre por aí. E se for seguro..

— Nenhum lugar e seguro Selene. Temos que continuar andando.

— Mas o que está havendo com você? Tu só quer andar e andar. Uma hora ou outra teríamos que ficar em algum lugar.

— NÃO PRECISAMOS FICAR EM NENHUMA DROGA DE LUGAR. NEM SABEMOS SE É SEGURO, NEM SEQUER O CONHECEMOS. PELO AMOR DE DEUS. NESSE MUNDO ATUAL, AS PESSOAS SÃO TÃO PERIGOSAS QUANTO OS ZUMBIS. VAMOS PARA O INTERIOR, DEVE SER MAIS SEGURO POR LÁ.

-NÃO GRITE COMIGO. SE NÓS TIVESSEMOS IDO PARA DENTRO DAQUELE ÔNIBUS PARA O CENTRO DE REFUGIADOS, TALVEZ NÃO TIVESSEMOS PASSADO POR METADE DAS COISAS QUE PASSAMOS.

— É VIVERMOS COMO PÁSSAROS ENGAIOLADOS? COM MLITARES ARMADOS NOS VIGIANDO DIA E NOITE? NUNCA!! PREFIRO MIL VEZES OS ZUMBIS... E NEM SABEMOS SE ELES CONSEGUIRAM CHEGAR LÁ. ESTAVA TUDO DOMINADO POR ESSAS CRIATURAS!

— Éh, pessoal.. Por favor falem mais baixo, vocês estão atraindo os...

— CALE A BOCA! –Dizia ambos os irmãos ao mesmo tempo, virando sua face para responde-lo.-

Neste tempo vários zumbis relativamente próximos apareciam pela floresta, se aproximando dos três. Milles tirou sua arma da cintura e a entregou para sua irmã, enquanto ele foi levando o homem pelo ombro para frente. – Tome, segure isto. Você vai nos proteger.

— Mas eu não sei usar isso Milles.

— Agora sabe.. –Disse o mais velho, enquanto apoiava Steve com a mão em seu ombro para andar até algum lugar mais a frente.- -É só apontar e atirar Selene.

— Então para onde vamos? –Perguntava Steve.-

Milles olhou a sua volta, deveria ter pelo menos uns vinte zumbis mais atrás, não tinha escolha, não conhecia nenhum outro lugar por ali e estava sem opções. Decidiu dar um voto de confiança no homem. – Vamos para o seu acampamento! –Depois o olhou de maneira séria e desconfiada.- — Se nos trair, você pagará muito caro!

— Tudo bem, eu entendi!

Todos foram andando o mais rápido que podiam devido a perna ferida de Steve. Logo mais depois de uns 20 minutos, saindo da floresta, os três chegaram em um lugar. Era murado, havia luz e tinha duas coisas que se assemelhavam a torres, uma dispostas longe da outra, e em baixo um grande portão de ferro. Tudo a sua volta estava escuro devido as árvores que ainda tinham e eles se aproximaram mais, quando chegaram perto a mais ou menos uns oito metros do portão em cima dele na passagem, havia uma mulher que dizia gritando.

— QUEM SÃO VOCÊS? ABAIXEM SUAS ARMAS, COLOQUEM TUDO NO CHÃO!

Imediatamente saiam pessoas armadas das torres no alto, apontando seus fuzis para os três. Uma grande luz de forma circular os iluminava, revelando seus rostos. Selene estava assustada, e Milles encarava a mulher. O garoto deu um passo para frente e dizia.

— EU SOU MILLES, AQUELA ALI É A MINHA IRMÃ SELENE. E ESTE É O..

— NÃO SE APROXIME! –Berrava a mulher, enquanto os homens armados miravam neles.-

Eles escutavam barulhos de tiros para alto. Milles olhou para Steve esperando que ele dissesse alguma coisa, mas ele apenas ficou em silêncio, aumentando suas suspeitas. Enquanto isso os zumbis apareciam um pouco mais atrás.

— Por favor Steve.. –Falava Selene apreensiva.-

Notas finais
Tentarei atualizar a fic o mais rápido que for possível. Vamos ter muitas surpresas no próximo capítulo. Que surpresas aguardam Milles e Selene? Quem puder deixem nos comentários o que estão achando da história..