Pelo Mundo

6 Season 1: A Invasão


Notas iniciais
Fala pessoal tudo bem com vocês? Esse capítulo demorou um pouco mais que os outros para ser feito, pois tinha alguns detalhes nas cenas que eu precisava adicionar para a continuação dos próximos. Tenham uma boa leitura e flw.

Capítulo 6 — Season 1: A Invasão

— Milles, Gabriel! Vocês precisam confiar em mim.. Eu nunca colocaria vocês em perigo, tudo o que fizemos. —Fazia uma pequena pausa.— Tentamos, foi para proteger vocês.. Milles, por favor, eu te defendi lá no acampamento quando te acusaram de roubo.

— Claro que você me defendeu, você sabia que não foi eu, pois foram vocês!

Gabriel olhava para Milles e falava. — E me desculpe por isso também Milles, te acusei lá sem ter provas.

— Está tudo bem Gabriel. —O ruivo pensava novamente em toda a história que Thomas havia lhe contado, sentiu certa pena por seu passado triste e a perda de sua noiva, mas ao mesmo tempo, em seu coração estava entristecido com sua atitude, se sentiu traído e nem foi avisado sobre Sam e o plano. Quase havia morrido naquele dia e havia perdido a confiança nele.

— O que faremos com ele Milles? —Perguntava Gabriel apontando a arma para Thomas.

— Eu não sei, mas temos que voltar ao acampamento. Pegue as armas dele Gabriel, chegando lá a Carol irá decidir.

Thomas ficou em silêncio e triste pela perda de confiança, entregou suas armas para seus companheiros. Depois voltou a dirigir na estrada para que pudessem voltar ao acampamento. Enquanto isso Milles se lembrava da briga anterior com Sam, ele ainda tinha marcas em seu rosto, sua face estava um pouco inchada e em seu pescoço tinha uma marca vermelha de mãos, sua testa estava cortada pelo vidro e suas roupas sujas de sangue, imaginou como as pessoas do acampamento os receberiam.

.

.

Enquanto isso na base, Selene andava ao lado de Carol ambas conversavam a respeito da administração do lugar, os problemas e as pessoas. Caminhavam ao centro próximo da fogueira do dia anterior. Ela havia reparado que Selene não tinha levado todas as granadas caseiras para seu quarto, mas achou melhor deixar algumas por ali mesmo, caso precisasse. Olhou a garota, ela tinha um ar de inocência e bondade, não poderia imaginar que tivesse sido ela a roubar o acampamento, então se imaginava quem foi. Seus pensamentos foram cortados quando Selene lhe puxou assunto.

— Aquela garota a Julie, ela parece ser bem legal.. Mas sinto que ela e triste. —Olhava para baixo como se pudesse sentir a sua dor.

— Hey ouça, a Julie ela.. —Estava pensativa, encostando um dos dedos aos lábios como se escolhesse as palavras certas. — É um tanto diferente. Não é de se misturar muito e trabalha melhor sozinha, ela já está aqui a um tempo, mas sabemos tão pouco sobre ela que na maioria das vezes passa despercebida.

— É como a conheceram?—Perguntava Selene curiosa.

Carol cruzava seus braços se lembrando da cena, enquanto caminhava uma das pessoas do acampamento passava por elas as cumprimentando, ela sorria levemente e fazia o mesmo e Selene repetia o ato. Depois respondendo sua pergunta. — Uma vez em uma missão em busca de suprimentos estávamos eu, Sam, Thomas, Ed e Carlos. Tudo havia dado errado naquele dia, não havíamos encontrado nada e os mortos tinham nos cercado. E para fugir deles, entramos em uma casa para nos proteger, mas os caminhantes já estavam quase entrando pelas portas e janelas, já não tínhamos munições suficientes. E foi então que, ela apareceu. —Suspirou, se lembrando dos acontecimentos.

— É o que houve?

— Ela foi igual louca na direção dos zumbis, cortando e matando tudo que havia pelo caminho. Eu nunca tinha visto alguém fazer isso dessa forma. Ela estava ensopada do sangue deles. Fomos salvos por ela.

— Nossa difícil de acreditar que tenha alguém assim, eu morro de medo deles.

— Mas nesse dia eu reparei algo. Caiam lágrimas de seus olhos, ela deve ter perdido alguém muito importante.

— Você não procurou saber?

— Hey ouça, não ficamos fazendo muitas perguntas sobre o passado das pessoas por aqui, muitos ainda tem lembranças ruins que ainda não superaram, então até que elas mesmas decidam dizer, não os questionamos. —Olhava séria para Selene. — E também o passado já não importa mais, e sim o presente.

Selene concordou com a cabeça e decidiu não fazer mais perguntas, achou que um dia iria descobrir quando fosse o momento certo. Ouvia as palavras da líder.

— Já conheceu o Jhon? —Perguntava Carol enquanto paravam de andar.

— Ainda não, quem é?—Retrucava curiosa a olhando.

—Ele é o nosso armeiro daqui, faz umas coisas bem legais. Vamos lá conhecê-lo! —Voltava a caminhar indo em direção a um dos cantos da muralha de madeira, ali havia um homem em uma barraca de acampamento azul com roupas lavadas sobre ela pegando sol, e ao seu lado uma armação de madeira como se fosse uma bancada, nesta possuía algumas armas brancas e outras improvisadas. Carol parou em frente a ele e sorriu dizendo. — Olá Jhon, deixe-me lhe apresentar a Selene.

— Ér, olá Jhon. —Expressou um sorriso meigo e tímido. — Nossa, onde você achou tudo isso? —Selene olhava as armas que haviam sobre a mesa, tinha facas, facões, arcos, flechas, lanças, bestas, machados e até algumas ferramentas. — É tanta coisa, estou impressionada... —Reparou que ali não haviam armas de fogo. — E onde estão as outras armas?

— Estou encantado em te conhecer mocinha. — Falava o homem sorrindo, e contente pelas pessoas sempre se impressionarem com suas criações. Jhon se considerava um artista por conseguir imitar armas reais e deixa-las funcionais. Era um homem velho e experiente que já visitou todo o mundo e lugares históricos, deu aulas em escolas, faculdades, trabalhou em museus e organizou incursões. Ele sentia que naquele novo mundo poderia colocar suas criações em prática e ser realmente muito útil. Mas havia um problema, ele tinha muito medo dos zumbis e não se arriscava em ir lá para fora, dentro das muralhas se sentia mais seguro, então usava seus talentos para criar coisas e trocar por outras. — Eu crio réplicas de armas medievais, trabalhava com isso antes de tudo virar de cabeça para baixo. E que outras armas? Se refere a armas de fogo? Essas bem, elas.

— As armas de fogo. —Respondia Carol cortando-o, enquanto ajeitava os óculos em sua face. — Pois bem vou te explicar, já que você e nova por aqui e não deve saber. Neste lugar temos uma regra sobre armamento e suprimentos, existem as armas pessoais e as de uso comum. Tanto uma quanto a outra conseguimos lá fora além dessas cercas. Sempre que alguém consegue recursos em missões, a maior parte delas e dedicada ao acampamento e isto também inclui armas, e a menor parte fica para quem achou.

Selene a ouvia falar, pois gostava de saber de cada um dos detalhes, ainda mais por ser um dos mais novos moradores do acampamento e achava que aquilo seria importante. Ainda não tinha armas direito, embora não gostasse de manuseá-las, não descartava que eram bem úteis e representavam sua sobrevivência, e a de seu irmão. Ao pensar nele, ela imaginava como Milles estava, pois ainda não haviam voltado e já era de tarde por volta das cinco horas. Carol vendo que Selene se distraia um pouco, entrava em sua frente e ficou mais séria.

— SELENE!

— Ah, o quê? Me desculpe.. Eu pensei em meu irmão e acabei me distraindo.

— Preste atenção, não vou repetir de novo. —Colocou uma das mãos sobre o ombro da menor a fazendo olhar para ela. — Como eu estava dizendo. As armas de uso comum pertencem ao acampamento e só podem ser usadas em missões devido a quantidade limitada de munições que encontramos. Elas ficam na antiga loja de conveniências que agora atua como nosso armazém e estão sempre bem vigiadas, pois lá também ficam nossos suprimentos. —Desviou seu olhar para os portões e as torres que estavam bem mais à frente. — Exceto os guardas e vigias, pois eles precisam delas. Mas. Ela levantou um pouco a sua blusa mostrando ali sua pistola bem guardada. — Armas pessoais são de livre circulação, e você também pode trocar suas coisas pela as de outras pessoas.

— Acho que já entendi. —Olhava para as várias armas legais por ali, chegava a tocar em um arco curto o segurando nas mãos. — É uma pena já que eu não tenho tantas coisas para trocar agora. Vou esperar meu irmão voltar para saber que coisas ele encontrou. Mas espera, que tipo de arco e este Jhon? —Selene colocou o arco na bancada de madeira e pegou um outro diferente que chamava sua atenção, ele parecia ser mais forte que os outros, era modificado, sua composição não era de madeira. Fez pose com o corpo como se fosse atirar com ele, testando-o. —Gostei desse.

— Então parece que você tem bom gosto mocinha, esse aí é o meu único modelo. —Foi para o lado de Selene a auxiliando em sua postura com o arco. — Este e uma arma moderna, um arco composto profissional. Ele e uma versão aprimorada do arco comum, e possui muitas variações. Mas em todas, ele possui esse sistema de roldanas e cordas melhoradas, assim a potência e a precisão dos tiros são sempre ampliadas no arco, além de ser mais rápido. —Ele ajeitava os ombros de Selene e a explicava como sacar as cordas. — Seu material também e mais forte feito de uma liga de alumínio e possui um suporte próprio nele vindo com essas quatro flechas. Infelizmente não fui eu que fiz este.

— Adorei este Jhon. —Ela estava impressionada, olhando suas peças cima e baixo tentando descobrir como funcionavam. — Também e mais silencioso que uma arma de fogo, é muito útil para lidar com os zumbis lá fora. Por favor guarde este para mim.

— Está bem. Respondeu o homem concordando com a cabeça. De qualquer forma, a maioria das pessoas hoje em dia preferem armas de fogo mesmo. Não sabem apreciar esta bela arma.

Carol cruzou seus braços, ela era uma das pessoas que preferiam armas de fogo contra os zumbis, principalmente por serem mais rápidas e fáceis de manusear. Depois chamou Selene para que as duas fossem até o armazém para que pudessem refazer e verificar a contagem dos suprimentos. — Vamos Selene. Puxou a garota pelo braço delicadamente a fazendo colocar o arco no balcão e depois seguiam até a loja de conveniências.

— Até mais Jhon.. —Sorria, não deixando de tirar os olhos do arco.

— Até! —Acenou o homem e depois arrumando suas coisas.

As duas seguiam até o posto de gasolina que ficava mais no fundo do acampamento. Pelo caminho elas ouviram um barulho de carro chegando e os portões da frente serem abertos. Selene rapidamente olhou para aquela direção, e o automóvel entrava e parava no meio da base, Selene foi correndo para ver quem era pois pensava que fosse seu irmão. Carol olhando a cena suspirou com certa raiva pois ainda não haviam terminado de verificar o estoque.

— Irmão?

As portas da picape foram abertas, Thomas descia de um lado e Gabriel do outro. Atrás Milles descia do porta-malas, seu rosto estava um pouco inchado, sua testa tinha um corte, e estava mais manchado de sangue do que os outros. Neste meio tempo outras pessoas do acampamento se aproximavam para ver e também para ajudar a carregar as coisas até o armazém. Selene ficou surpresa e extremamente preocupada com seu irmão, se aproximando dele e tocando sua face carinhosamente.

— Meu irmão, o que aconteceu? Como ficou tão machucado assim?

— Tivemos uns contratempos, e muitas surpresas. —Desviou seu olhar para Thomas.

— Vocês foram mordidos? —Perguntou a líder do lugar.

— Não, pior!

— Pior como?

Carol reparou que Sam não estava junto com eles. Ela deu a volta na picape, notou que faltava os espelhos retrovisores, tinham marcas de bala por todo o canto. E por último reparou que tinham encontrado bastantes recursos e o carro estava cheio. — Quem atacou vocês? E o que aconteceu com Sam? ME RESPONDAM!

— SAM ERA UM MALDITO TRAIDOR! —Falava Gabriel dando um passo para frente e encarando Carol. — Ele..

— E o Thomas também. —Respondeu Milles, enquanto sentiu uma leve ardência na pele que estava machucada com o toque das mãos de sua irmã.

Haviam cerca de umas dez pessoas envolvendo o carro, elas ajudavam a descer com as mercadorias, algumas haviam trazido dois carrinhos de mão para facilitar o transporte. Quando ouviram sobre a traição de Sam e Thomas todos ficaram surpresos, pois eles eram um dos membros mais antigos dali. Enquanto isso poderiam se ouvir as palavras das pessoas:

— É MENTIRA.

— O QUÊ? ISSO E IMPOSSÍVEL.

— NÃO POSSO ACREDITAR?

— MAS O QUÊ ACONTECEU?

— É VERDADE THOMAS? FALA ALGUMA COISA?

Thomas ficou em silêncio e desviou seu olhar para o chão. Enquanto isso Milles e Gabriel contavam para todos, os detalhes que aconteceu, os bandidos, as marcas e os combates. Os membros dali ficaram impressionados pelo relato e com medo, pois agora todos eram alvos. Eles esperavam que Carol fizesse alguma coisa, que tomasse alguma providência. Ela por sua vez tinha medo de algum levante e que as coisas pudessem sair fora de controle, ainda mais agora que a situação exigia que todos ficassem juntos.

— Mas até mesmo Steve? Perguntou Suly após ouvir a história, e olhando a confirmação de Milles quando ele assentiu com a cabeça. — E onde ele está? Depois olhou séria para Carol. — Eu espero que você tome alguma providência aqui, eu tenho dois filhos, as coisas não podem ficar assim. Como não pôde perceber a traição debaixo do seu nariz? O roubo. O que estava fazendo?!

— MAS COMO DIABOS EU PODERIA SABER DISSO?? —Colocou uma das mãos sobre a face decepcionada e com certa raiva, pensando em seus próximos passos.

Enquanto isso as pessoas mais atrás também perguntavam.

— Carol como vai resolver isso?

— Faça alguma coisa!

— O Steve está solto, ele e perigoso.

— Mas não vai ficar assim.. GUARDAS! Imediatamente dois homens armados aparecem atrás de Thomas. — O tirem daqui, levem-no até aquela sala fechada do armazém e o deixem sobre vigia. E Suly... —Retribuiu o olhar dela a olhando séria. — EU NÃO VOU FICAR LEVANDO DESAFORO. Apontou seu dedo indicador para ela. — SE NÃO GOSTA DA FORMA DE COMO EU LIDO COM AS COISAS POR AQUI, VOCÊ PODE DAR O FORA QUANDO QUISER. E VOCÊS TAMBÉM! —Neste instante, imediatamente as pessoas em volta começaram a se dispersar.

Enquanto isso Thomas era levado andando cabisbaixo, ele não havia feito as coisas por mal, tentou proteger a todos, da forma como podia e achou melhor esconder aquelas informações por um tempo até que fosse o momento certo para revela-las. Mas agora, parece que tudo foi por água a baixo e o passado voltou da pior forma possível para assombrá-lo. — VOCÊS ESTÃO FAZENDO UM GRANDE ERRO, EU SOU INOCENTE. EU TENTEI AJUDAR TODO MUNDO AQUI. EU SOU UM HERÓI.. CAROL.. CAROL.. —Depois ele foi levado e não foi mais visto.

Gabriel entregou as armas de Thomas para Carol, enquanto Milles abraçava com força sua irmã, fazendo sua face encostar em seu peito. — Eu fiquei preocupada irmão. Vocês demoraram muito. —Ficou olhando para ele, principalmente em seus ferimentos para saber se não haviam sido graves. — Precisamos ir à enfermaria. E agora! Você precisa de cuidados.

— Viemos o mais depressa possível irmãzinha. E não se preocupe comigo, eu estou ótimo Selene. Estamos todos bem... -Depois se lembrou de Sam. — Ou quase todos. -Ele concordou sobre dar uma olhada em seus ferimentos, embora fosse o tipo de pessoa que sempre se mostrasse ser forte ainda mais na frente de sua irmã, ele ainda sentia dores em seu corpo e estava impactado com aquilo tudo.

Neste momento Suly já havia saído dali ‘bufando’ e indo até a sua barraca. Enquanto os suprimentos que a equipe conseguiu em missão eram tirados do carro e levados até o armazém. Ed se aproximou de Carol e atrás dele outras quatro pessoas armadas e falavam.

— O que faremos com Steve Carol? Vamos pegá-lo também! —Tinha uma expressão enraivecida na face, já que outrora chegou a confiar sua vida na mão desses traidores. Os homens que o seguiam também faziam menções de captura-lo.

— Eu vou cuidar disso Edward. Mas não vamos fazer um estardalhaço, lembre-se que tem crianças por aqui e não queremos derramamento de sangue desnecessário. Preciso que você e os outros vigiem todas as saídas e expliquem nossa situação e tirem as pessoas da zona de perigo. Enquanto isso. —Ela olhou para Milles, Selene e Gabriel. — Vocês vêm comigo, vamos colocar ORDEM NESSA CASA! —Disse elevando seu tom de voz nas últimas palavras e sacando sua pistola da cintura.

Milles falava no ouvido de Selene sussurrando. — Ela parece quem tem prática em pôr a mão na massa. Gosto de mulheres assim. Deve ser por isso que o pessoal a segue por aqui.

— Ela era policial Milles.

— A tá, entendi. —Depois se afastou, sabendo que aquilo fazia sentido.

— Eu acho que você não deveria vir irmã. Pode ser perigoso. Por que não fica aqui atrás e..

— Ela vira junto Milles! Não pode protege-la sempre. Uma hora ou outra ela vai ter que se virar sozinha.

Selene escutou as palavras de Carol e ficou mais confiante, e voltou a olhar para seu irmão, achava muito fofo quando ele se preocupava consigo. — Eu consigo meu irmão, vai dar tudo certo. Não vou ficar sempre sendo protegida.

— Isso não me parece ser uma boa ideia.

Gabriel apenas caminhava sem nada a dizer, escutando a conversa sem se intrometer, pensando no que fariam agora a respeito de tudo e principalmente dos bandidos.

Carol dizia — Vamos aproveitar que aquele safado está na enfermaria se recuperando e vamos pegá-lo.—Carol olhou para trás. — Vai ter que ser a gente, não temos muitas pessoas e os guardas estão ocupados. —Olhou para Gabriel. — Você vai ficar mais atrás para nos dar cobertura caso ele tente alguma gracinha. —Olhou para os irmãos e lhe davam instruções. — Ouçam, vamos terminar com isso o mais rápido possível, vamos prendê-lo mas se não for possível encham a cara de bala do sujeito. Eu ainda não posso acreditar que eles eram traidores. Óh céus! —Estava um pouco abalada e seu coração estava acelerado, ainda não havia digerido a traição de alguns de seus companheiros, que a horas e dias atrás haviam lutado juntos várias vezes contra os zumbis. Sentia pressão com toda aquela situação pois as pessoas esperavam que ela resolvesse as coisas rapidamente.

.

Os quatro se dirigiam para a base médica improvisada, Milles deu sua pistola para Selene, esta que a guardou em sua cintura. O ruivo pegou sua espingarda na mochila as suas costas e ficou em posição de ataque, e Thomas fez o mesmo sacando sua arma. Quando se aproximaram da porta da enfermaria, Carol fez um sinal de silêncio encostando um dos dedos apontado para cima em seus lábios, depois fez uma contagem com seus dedos de um a três, até que empurravam a porta para trás a abrindo.

— STEVE!!—Gritou o olhando sentado na cama ao lado de Michelly, ela apontou sua arma para ele. — Precisamos de você, vamos leva-lo.

— Ele ainda não está totalmente recuperado Carol, o que está fazendo? —Perguntou sem entender. Michelly estava sentada com uma cadeira ao lado da cama olhando os ferimentos na perna do homem.

Enquanto isso Milles ficou ao lado de Carol e Selene do outro, enquanto isso Gabriel ficou do lado de fora da porta. Steve notou as armas e certo desespero na face de Carol e ficou nervoso imaginando todas as situações possíveis, incluindo aquelas da qual ele teria sido revelado. O homem viu a face de Milles e Selene que o encaravam, o viam não mais como um companheiro ou coitado, mas como um inimigo, e dali ele teve certeza, que estava descoberto.

— Está bem, só me deixe apoiar a perna no chão e.. —Steve rapidamente se jogou para trás da médica se aproveitando que ela estava ao seu lado, a agarrou pela cintura e usou seu corpo como um escudo a sua frente.

A jovem ficou paralisada e com medo, já que nunca havia ficado em uma situação assim, e todas as armas da sala foram apontadas para ele e consequentemente para ela. — Steve o que você está fazendo? —Disse inclinando seu rosto levemente para cima para olhá-lo.

— Ele e um traidor, rato desprezível. —Falava Milles encarando-o e mirando a arma em sua cabeça.

Carol gesticulou com a cabeça de um lado para o outro de maneira negativa pela atitude de Steve. — Não faça nenhuma besteira Steve, o acampamento todo está armado não vai ter como você sair daqui assim.

— Eu estou desapontada Steve, como pôde? Logo nós que salvamos sua vida. —Selene falava com um certo pesar, pois ainda acreditava na bondade dele e que fosse fazer a coisa certa.

Steve levantava o corpo de Michelly se pondo de pé e o seu mais atrás a agarrando, sua mão direita pegou a arma na cintura da médica e apontou para a sua cabeça. — VOCÊS NÃO ENTENDEM, NÃO TEM COMO LUTAR CONTRA ELES, VÃO PERDER. ELES SÃO CRUÉIS E NÃO TOLERAM FRAQUEZAS. SE TIVEREM ELES COMO INIMIGOS ESTARÃO TODOS MORTOS. Ele fez Michelly dar uns passos para frente devagar em direção a porta, pois sua perna ainda estava machucada e andava com dificuldade. Notou que todos apontavam as armas para os dois, mas apostava que ninguém se atreveria em atirar na única médica do lugar.

— Steve espera.. —Com sua mão esquerda Selene fez gesto para que ele parasse. — Ainda da tempo de voltar atrás, não faça isso. Sei que você e uma boa pessoa e que se importa com os seus amigos. Eu vi como você ficou pela morte do Bryan.

— Aquilo foi um acidente, não era para ele ter ido. Se tivesse me escutado e ficado aqui. —Fechou seus olhos brevemente se lembrando do ocorrido, a batida no carro, os zumbis e por último a morte. Bryan era seu melhor amigo e o único que conseguia fazê-lo se esquecer do mundo lá fora, e de seu pavor pelos zumbis.

— Steve por favor. —Falava Selene em um último apelo.

Carol fez gestos para que Milles e Selene não atirassem, pois qualquer passo em falso a garota poderia ser morta. Os três apenas observaram Steve e Michelly colocarem os pés para fora da sala enquanto mantinham suas armas apontadas para eles. Quando o homem pôde olhar para o acampamento, Gabriel que estava escondido ao lado da porta acertava um soco em Steve, o fazendo ficar meio zonzo e andar para trás. Neste momento a médica se soltava e corria lá para fora em segurança.

— AÍ. —Colocou sua mão que antes segurava Michelly agora sobre seu nariz, e a outra apontou para Selene sem precisão antes de cair ao chão. Steve encostou o dedo no gatilho e então ocorreu um disparo.

— ...

Steve estava caído no chão e sua arma jogada para o outro lado. Sangue saia de sua barriga e seu corpo se contorcia de dor. Selene estava bem e impressionada, suas mãos tremiam. Carol olhava para Milles e este estava tão impressionado quanto Selene, os tiros que ouviram vieram de sua arma, ele acabara de salvar sua irmã. Carol foi até o corpo de Steve já quase sem vida e sujo de sangue. Enquanto Milles abraçava Selene forte e a beijando na nuca.

— Minha irmã você está bem??

Selene o apertou em um abraço, seu corpo todo tremia e seus olhos mal piscavam. Teve seu corpo agarrado em um abraço forte encostando a cabeça no peito de seu irmão e chorando. Ele a fez virar a cabeça para o outro lado para que não visse mais aquela cena.

— Eu vou mata-lo Steve. —Milles apontou novamente sua arma para ele, mas desta vez tinha como alvo sua cabeça.

— Milles espere. —Falava Carol, se abaixando e revistando o corpo de Steve que respirava com dificuldade e agonizava.

Enquanto isso Gabriel entrava na sala para saber se tudo estava bem, viu os três sem nenhum ferimento e Steve caído.—Vocês..

— Estamos todos bem Gabriel. —Carol o respondia, e olhava todos os bolsos do homem. – E a Michelly?

— Ela está bem, os outros estão cuidando dela e lhe dando apoio.

Carol se levantava e olhava para seus companheiros. — Milles, Selene obrigada por tudo, agora deixem que eu cuido do resto. Gabriel, chame a médica de volta, vamos precisar dele vivo para conseguir mais informações. Traga o Ed também.

Gabriel concordou e foi buscar a Michelly bem como o Edward. Enquanto isso os irmãos saíram dali e foram em outra direção.

.

O ruivo caminhava ao lado de sua irmã, esta por sua vez se encontrava ainda muito abalada com aquilo tudo. Pensou em algo para animá-la e fazê-la se distrair um pouco, mas não tinha livros e nem tão pouco eletrônicos, já que no mundo atual pela falta de eletricidade não iriam servir muito. Andaram pelo acampamento por uns vinte minutos, viram as pessoas voltarem a ‘normalidade’, trabalhando em suas coisas, estendendo suas roupas, crianças correndo. Ele decidiu quebrar o silêncio.

— Hey Selene, você está mesmo bem? Qualquer coisa saiba que pode sempre contar comigo. —Falava em um tom preocupado, envolvendo seu braço sobre seu ombro a trazendo para si.

— Eu estou bem meu irmão. —Disse de maneira suave o olhando, ainda tinha os olhos vermelhos por causa do choro. — Só estou um pouco em choque. —Depois desviou seu olhar para o lado. — Você acha que ele morreu?.

Ele ouvia as palavras de sua irmã, isso o fazia sentir raiva de Steve por ter quase atirado nela, justamente a mulher que salvou sua vida. Respondeu quase que de imediato. — Eu espero que sim. —Depois viu o estado de Selene achando melhor não tocar naquele assunto. — Vamos mudar de assunto um pouco. Em falar nisso, você conheceu o Jhon?

— O que vende armas? Sim! —Se lembrou das coisas legais que viu e do arco que teve amor a primeira vista. — Tinha coisas legais por lá, mas não tenho nada para trocar por elas.

— Agora tem. —Disse confiante esboçando um leve sorriso.

— O que você quer dizer. —Olhou para ele curiosa, neste momento ela achou que ele estivesse blefando.

— Venha comigo. —O mais velho a puxou pela mão e foram andando até a barraca de Jhon. Chegando lá o encontraram abaixado atrás da mesa de madeira.

— Ér, Jhon? O que está fazendo moço? –Ela tocava em seu ombro devagar.

O homem estava abaixado com as mãos na cabeça, como se esperasse algo ruim acontecer. — Vocês não estão sabendo? Parece que Thomas e um traidor, e Steve está a solta. Por favor se abaixem. Me disseram que as coisas vão ficar perigosas. Logo quando eu achei que teríamos um pouco de paz.

— Sim, já lidamos com eles Jhon, tudo já foi resolvido. — Milles colocou ambas as mãos sobre o balcão pegando em uma tomahawk. — Quero esta aqui, parece estar muito bem afiada. —Olhava a machadinha, seu fio da lâmina era limpo e parecia reluzir no fim daquela tarde de sol.

— Irmão, eu gostei deste aqui. — Pegava o arco anterior, amostrando para ele.

— O que é isso Selene? —Olhando o arco, era muito diferente que despertava sua atenção. — Parece bem legal, mas prefiro uma arma de fogo.

— Não meu irmão. Esse e diferente. E mais leve e silencioso, posso matar aqueles zumbis de longe sem que o barulho os atraia.

Jhon já havia se levantado e olhava para ambos com os braços cruzados, sem levar muita fé nos dois, imaginando que eles não teriam nada para trocar como nas últimas vezes. Então, o que vocês tem aí?

— Que tal isso? —Milles pegou a mochila das costas e tirou uma garrafa de vinho. Neste instante ele viu os olhos do homem brilharem e suas mãos próximas como se quisesse tocá-la. —Ham hã.—Gesticulou com seu dedo indicador como se dissesse não, e depois afastou a garrafa dele. — Eu quero essa machadinha.

— Milles, e o arco. —Respondeu prontamente, fazendo biquinho e um olhar de pidona para ele, com as mãos juntas como se estivessem em oração.

— Tá tá, está bem. Quero o arco também!

Neste instante Jhon se afastou indo para atrás do balcão. — Desculpe isso eu não posso fazer. — Cruzou seus braços e continuou. — Esse arco custa pelo menos uns cinco mil dólares, e diferente dos outros desta categoria ele foi alterado para que aceitasse flechas comuns. —Voltou a olhar para o vinho. — E essa bebida que você tem aí nem e tão cara.

Milles ouvia aquilo indignado, deu o vinho para sua irmã segurar e bateu com as duas mãos sobre o balcão olhando sério para ele. — Comparações em dinheiro agora não servem para mais nada Jhon. E mesmo vinhos ‘baratos’ como este são difíceis de serem encontrados, e valem bem mais pelo perigo de vida para se achar um. Vinhos como esses estão cada vez mais escassos.

— Mas isso já não é meu problema, é contigo. —Respondeu o homem inflexível.

O ruivo estava sem argumentos. E enquanto isso Selene tomou a frente e analisou o homem, ele deveria ter por volta de seus 50 anos, era branco e usava uma barba curta, tinha os cabelos curtos grisalhos meios bagunçados. Era gordinho e tinha olheiras, sinal de noites mal dormidas, ou por causa de pesadelos pelos zumbis. — Jhon, uma arma parada também não serviria para muita coisa, e você também não parece ser do tipo que se viraria bem lá fora. Se me deixar ficar com ela posso fazer coisas mais úteis, e incluindo trazer mais coisas para trocar com você.

O homem analisou a garota, de fato colocar os pés lá fora lhe fariam ter calafrios. Ele já havia passado tempo de mais correndo dos mortos e que agora queria ficar um bom tempo sem vê-los. Teve muitas sortes na vida ao custo de muitas perdas, o álcool lhe ajudava a dormir. — Está bem. —Olhou para baixo ainda se perguntava se era um bom negócio. — Podem ficar com elas. —Puxou a garrafa das mãos de Selene. Mas eu tenho uma condição. —Fez uma pausa.

— E o que seria? —Perguntou os irmãos ao mesmo tempo, depois um olhou para a cara do outro e sorriam.

— Se um dia eu precisar, vocês vão garantir a minha vida. Vão me proteger.

— E o que ganhamos em troca? —Disse Milles interessado no acordo olhando as outras armas.

— Em troca vocês não vão mais se preocupar com armas.

— Por mim tudo bem. —Disse a garota toda animada, pegando o arco e o guardando em suas costas como uma mochila com o auxílio da alça de ombro.

Milles apenas concordou e pegou a tomahawk guardando seu cabo no bolso de sua calça e deixando a parte de cima do ferro amostra. Depois estava pronto para ir embora mas ouvia sua irmã mais nova reclamar.

— Hey espere aí. Só veio quatro flechas, preciso de mais.

— Verdade, cadê o restante Jhon?

O homem por sua vez olhou para ambos e respondeu de maneira serena. — Vocês queriam o arco e aí está o arco. Essas flechas vieram de brinde da arma, as restantes temos que negociar.

— Mas nós queremos o arco e as flechas. —Respondeu Milles.

O homem se aproximou de ambos e apontou para o arco que estava com a Selene. — Isto aqui se chama arco. Depois apontou para as flechas que estavam em seu balcão. — E isto aqui se chama flechas.

— Então você quer apelar Jhon.

— Foi um ótimo negócio, nem sei por que vocês estão reclamando. Voltem aqui quando tiverem mais. — Depois disso ele acenou com as mãos em sinal de embora.

Selene pisou duro no chão o encarando como se fosse ficar para reclamar mais, enquanto Milles apenas a puxou pelo braço para saírem dali. Ela achou estranho a atitude do irmão, já que raramente era tão calma, imaginou que ele tivesse algum plano na manga, e o seguiu.

.

— Vamos para a minha barraca irmãzinha, preciso beber algo. Hoje tive um dia cheio.

— Ficou louco? Você acabou de trocar a nossa garrafa com ele. E ainda nem cuidamos do seu ferimento, deixa que eu trato irmão.

— Eu sei, mas eu peguei duas no mercado. E irmã, não precisa.

— Duas? Hum...

Selene riu e depois foram a barraca de Milles, ali fecharam a porta e se sentaram de frente onde poderiam conversar mais a sós em particular. O mais velho tirou a outra garrafa de vinho parecida com a primeira da mochila. A mais nova o olhava.

— Eu me sinto um pouco mal. —Olhando a garrafa de vinho. — Quando você não mostrou essa outra garrafa para ele.

— Ele tentou nos enganar também, quatro flechas e muito pouco. —Abria a garrafa e tomou um gole, depois passando para Selene.

— É, eu acho que você tem razão. —Ela limpou a boca da garrafa com a blusa e depois deu um gole, já que não era de beber, e devolveu a garrafa para o irmão.

— Ei calma aí. —Viu isso quase como um insulto, mas ele conhecia o jeito da irmã e apenas sorriu, e viu que ela fez o mesmo. — Esse seu arco e bonitinho, mas use armas também. Essa pistola que te dei mais cedo fique com ela. Eu arranjei duas com o Sam, e essa belezinha aqui. —Mostrando a espingarda. —Vou dar um jeito com a Carol de ficar com ela.

— Tudo bem meu irmão. E obrigada pelo arco.

Eles ficaram conversando e batendo papo por ali por mais duas horas, já havia escurecido a bastante tempo. Se sentiam muito bem com a companhia um do outro que até esqueciam dos problemas momentaneamente.

.

Enquanto isso lá fora Sully e Carlos arrumavam suas coisas, já era de noite. A mulher achou que o lugar fosse perigoso demais para ela e suas crianças pequenas, ainda mais agora que soube do perigo dos bandidos. Também achou que Carol não fosse uma boa líder para o lugar. Desmontou a sua barraca e pegou suas mochilas colocando em cima da caminhonete.

— Querida e melhor ficarmos por aqui, e sair lá fora a noite e perigoso. São quase dez horas.

— Carlos já falamos sobre isso. Não quero ficar aqui quando os bandidos atacarem. Você já ouviu rumores sobre eles não?!

— Eu também ouvi que eles não aceitam velhos, crianças e nem pessoas incapazes de se defender. E que são extremamente cruéis com inimigos. Mas sair agora também será ruim.

Sully jogou as mochilas nas malas da caminhonete, pegou suas duas crianças, uma menina de quatro anos e um menino de seis e os colocou sentados no banco do carro, elas choravam pois já tinham feito amigos de sua idade. Se sentou no carro e chamava seu marido Carlos para irem.

.

Selene saia da barraca de seu irmão e Milles deu um pulo lá fora para se esticar um pouco. Tudo estava escuro mais havia uma fogueira que iluminava o lugar e algumas luzes improvisadas de fogo. A mais nova Viu Julie perambulando pelo acampamento e gritou.

— Hey, Julie. —Sorria a chamando. Depois olhou para o ruivo. — Meu irmão, já a conhece? Acho que iriam se dar bem.

— Não, mas gostaria de conhecer. —Disse olhando para a garota desconhecida com um certo sorriso de canto de rosto e tomando a frente indo em direção a ela.

— Julie, este e meu irmão de quem lhe falei.

— Olá Julie, eu sou Milles. — Ele se aproximou dela com um olhar confiante.

A garota apenas olhou para ambos como se não ligasse muito, olhou para Selene e depois encarou Milles sem dizer muita coisa. — ...

Sully dirigia o carro para a saída, mas ouvia barulhos estranhos atrás do portão, decidiu parar o carro no meio do caminho e sair para olhar.

Neste momento, ouve-se muitos barulhos de tiros correndo lá na frente, despertando a atenção de todos no acampamento. Também poderiam ser ouvidos barulhos de carros, e segundos depois uma grande pancada no portão. Um dos homens que estavam de guarda caia de lá do alto baleado e sem vida. Os outros apenas se abaixavam para não serem pegos. Um som estridente e ainda mais forte batia no grande portão o fazendo se abrir, poderia ser visto um caminhão com a parte da frente blindada invadindo o acampamento e com o portão ao chão, e mais atrás dele outros carros chegavam, saindo membros armados e dando tiros para o acampamento. Com os barulhos de tiros, Milles correu para dentro de sua barraca para pegar as suas armas que deixou ali dentro junto com sua mochila. Julie assim que escutou os tiros puxou Selene para trás da caminhonete a usando como barreira para se proteger dos tiros. Selene já se encontrava armada. Neste instante Sully já havia saído do carro junto com sua família e ficado atrás do automóvel com elas.

— Mas que merda que está acontecendo? —Sully estava abraçada com sua filha mais nova que chorava assustada e Carlos com o seu garoto mais velho.

— São os bandidos. —Exclamou Selene.

Lá de trás, uma voz gritava dizendo.— TODOS VOCÊS SE RENDAM PACIFICAMENTE, NÓS APENAS QUEREMOS SABER O QUE HOUVE COM NOSSOS COMPANHEIROS!

Notas finais
Espero que tenham gostado deste capítulo. Me digam o que acharam pelos comentários e até o próximo. ^^