Notas iniciais
É, esse eh o ultimo capitulo da fic. Eu queria agradeçer a voces, leitores, por me motivarem a escrever essa fic, que pra mim foi a melhor que eu ja escrevi.
Espero que vcs curtam o ultimo capitulo...

PdV do Izzy

–Ai Izzy! Izzy! – Axl segurou no meu braço com força e eu senti o calor do fogo me preencher. Eu mal conseguia respirar por causa do amontoado de pessoas e do fogo.

–Tá tudo bem, Axl. – eu ri – O caldeirão o protege, ele não se queima.

–Mesmo assim! Olha isso! Posso fazer isso com você no Guns?

–Claro que não, imbecil! – eu o empurrei e ele quase caiu em cima de umas pessoas que estavam ao nosso lado. Tinha uma menina passando mal por causa do calor e eu já tinha visto várias pessoas desmaiarem.

Estávamos em turnê com o Guns, e aí nos convidaram para ver essa banda alemã, o Rammstein, que disseram que era muito boa. Estávamos sem nada para fazer, então fomos. Apesar de eu não entender uma palavra do que o vocalista grunhia no microfone, eu achei os caras muito bons e a performance deles era muito boa também.

No final do show, eu e Axl conseguimos backstage. Tivemos que esperar junto com os outros fãs por um tempo, sentados no sofá do camarim. Aí os caras do Rammstein chegaram (ainda cobertos de graxa e com suas roupas de show) e começaram a conversar com os fãs, tirando fotos, dando autógrafos, etc. O vocalista e o tecladista chegaram juntos, e eu vi o tecladista sussurrar algo no ouvido do vocalista e dar um beijo no queixo do mais forte. O homem esguio correu seus olhos cobertos por óculos escuros redondos pela sala e sorriu. O vocalista se afastou dele para dar uns autógrafos e o tecladista veio se sentar ao meu lado. Ele deu um sorrisinho e cruzou elegantemente suas pernas compridas sujas de graxa escura.

–Gostaram do show? – ele perguntou no seu inglês coberto por um sotaque alemão.

–Sim, vocês são incríveis. – eu sorri e Axl sacou sua câmera – Você não tem medo de se queimar?

Ele riu suavemente.

–Ah, já me acostumei. O Till é cuidadoso e é pirotécnico profissional, então ele não me machuca.

Till. Meu estômago deu voltas ouvindo aquele nome. O tecladista se levantou para tirar fotos com uns fãs, mas depois voltou a se sentar com a gente.

–Posso tirar uma foto? – Axl perguntou.

–Claro. – ele riu e nós três nos apertamos para caber na foto.

–Então… – o tecladista disse – Ouvi dizer que vocês são do Guns n’ Roses, verdade?

–Sim, eu toco guitarra e o Axl canta.

–Ah, legal. – ele sorriu – Não sou fã de música americana, mas o som de vocês é legal. Estão de turnê por aqui ou só passeando?

–Turnê. Esqueci de perguntar seu nome… — eu sorri, sem-graça.

–Ah, eu sou o Flake. E você, como se chama?

–I-Izzy. – eu gaguejei e o meu coração acelerou. Flake ficou branco e tirou os óculos para poder me ver melhor. E eu vi seus olhos azuis. E eu percebi que os conhecia.

Oh Gott… – ele sussurrou, assombrado. Colocou as mãos nas minhas bochechas e eu vi lágrimas se formando nos olhos dele – Izzy, é você?!

Tremendo, eu o abracei com força e apertei os lábios, tentando não chorar, mas era quase impossível. Flake soluçava no meu ombro, dizendo coisas incompreensíveis. Till, o vocalista, se aproximou de nós e pousou a mão sobre as costas de Flake.

Was ist los, Flake? – ele disse.

–Till! – ele se soltou de mim um pouco para encará-lo – É o Izzy!

–Izzy? – Till levantou uma sobrancelha e depois olhou para mim, sorrindo, como se tivesse visto uma luz – Hallo Izzy, Hallo Axl. – ele acenou com a cabeça. Axl sorriu e eu também.

–Oi Till. Como você está?

–Bem… E vocês?

–Também. E aí, Flake? Me conta tudo o que aconteceu nesses 24 anos em que a gente não se falou!

–Ah – ele fungou e secou as lágrimas de seu rosto com as costas da mão – Eu fui morar em Schwerin com o Till e o Aljoscha foi para Frankfurt. Voltamos para Berlim depois que o Muro caiu, e ficamos lá, retomei minha amizade com o Paul e o Till entrou para o Rammstein. Eu entrei depois, mas tudo bem.

–O Aljoscha? Como ele está?

–Ele morreu. – ficamos em um silêncio constrangedor por um tempo – Faz cinco anos, de um ataque de asma. – Flake suspirou tristemente e Till pousou uma mão no ombro dele – E agora estamos aqui.

–É… – eu sorri – Agora estamos aqui.

Esperamos o camarim esvaziar de fãs e ficamos só nós, eu, o Axl, o Till, o Flake e o resto do Rammstein no camarim, bebendo. Eu já estava meio bêbado quando Flake me levou para o seu quarto de hotel, deixando todos no camarim. Acho que Axl teria dormido no sofá do camarim e depois Till o levaria para o hotel onde o Rammstein estava hospedado.

Flake me jogou na cama de casal macia e beijou cada canto do meu corpo nu, descendo do meu pescoço até o fim da minha barriga. Eu agarrei o seu cabelo, agora castanho e preso em um rabo de cavalo, e ele começou e me acariciar, me chupando em seguida.

–Eu senti tanta saudade, Izzy… – ele sussurrou antes de abocanhar o meu membro pulsante.

–Oh, Flake… – eu gemi, me contorcendo todo. Lágrimas se formaram nos meus olhos; afinal, tudo estava acontecendo como antigamente, como quando tínhamos 16 anos de idade e só queríamos nos divertir. Saudades daquela época.

Fizemos amor gentilmente, como se tivéssemos medo de machucar um ao outro. Depois, tomamos um banho rápido para tirar o suor (e a graxa, no caso de Flake) e nos cobrimos na cama, com os cabelos molhando os travesseiros embaixo das nossas cabeças. Flake pegou minha mão e a colocou em sua cintura. Eu o abracei com força e enterrei o rosto em seu ombro. O cheiro dele não tinha mudado; era o mesmo cheiro de roupa nova, mas agora estava misturado com o cheiro do sabonete do hotel.

–Izzy… – ele disse.

–Que foi?

–Eu não queria que isso acabasse. Tipo, amanhã, quando acordarmos, cada um vai retomar sua vida e tudo vai voltar a ser como era antes.

–Ei. – eu subi em cima dele, que sorriu – Não tem que acabar e não vai. A gente pode se encontrar mais vezes. – eu o beijei suavemente nos lábios. O beijo foi curto e lento, mas cheio de emoção.

–É… – ele disse, olhando para cima – Izzy, eu te amo, e mesmo quando a gente parou de se falar não passou um dia em que eu não pensasse em você.

Duas lágrimas caíram dos meus olhos, em cima dele, mas ele não deixou que eu as limpasse.

–Ah, meu querido… – eu deitei a cabeça sobre o peito dele – Eu também te amo e muito, você nem tem ideia.

Flake riu suavemente e apagou a luz do abajur ao seu lado, deixando o quarto em uma completa escuridão. Eu conseguia ouvi-lo respirar e eu me senti feliz, mas era uma felicidade diferente, eu não sabia explicar.

Adormecemos lentamente, apenas sentindo o calor um do outro. Simples, a beleza da simplicidade, e a simplicidade do amor.


Notas finais
GLOSSARIO:
Oh Gott - Oh Deus
Was ist los? - O que aconteceu?
Hallo - Oi
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!