Notas iniciais
Espero que gostem...mais um capítulo!

- Obrigado por teres feito o almoço.- agradeci a Leandro quando ele entrou na cozinha.

- Ora essa. Sou mesmo um miserável e não fiz mais do que a minha obrigação...

- Sim?- Leandro não me enganava, para vir com aquela conversa ele queria alguma coisa.

- Mary, desculpa...eu não devia ter sido tão grosso durante o dia de hoje.

- O que se passa contigo? Max veio para cima de mim com uma conversa super estranha. O que se passa?- pedi

-Mary, há coisas na vida que nós não podemos controlar. Mas se queres mesmo saber o melhor é começares a saber tudo desde o ínicio.

- Okay, sou toda ouvidos.

Leandro levou-me até á sala e sentou-se ao meu lado num dos sofás presentes em frente á televisão. Colocou o som da tv mudo e começou a falar.

- Max, em tempos, já foi um grande amigo meu mas depois ouveram uns problemas e ele tentou me avisar que eu estava a fazer a coisa errada, mas eu não quis saber do que ele falava e acabei por bater de frente com aquilo que ele me dizia.

- Será que podes ser mais específico? Por favor?- pedi

- Okay...então é assim: conheci o Max numa daquelas boates que a mãe só te deixava ir se eu fosse também, lembras-te?

- Impossivel esquecer. Foi quando comecei a sair á noite.

- Exactamente. Apartir dessa noite, a noite em que eu o conheci, ficamos bastante amigos. Sabes como é, equipa de futebol em comum, gostos em comum...

- Mas depois?- falei impanciente com a sua mania de querer evitar o que ía dizer a seguir

- Um dia ele apresentou-me a namorada dele e um ou dois meses mais tarde ela disse que queria tentar alguma coisa comigo, que tinha terminado tudo com o Max e gostava de mim. Eu aceitei, acreditei , mas semanas mais tarde descobri que o que ela estava a fazer era a enfeitar-lhe a testa comigo. Contei-lhe tudo e ele terminou com ela. Mas eu não a deixei. Então eu e Max ficamos zangados um com o outro, tivemos uma discussão feia e cada um foi para seu lado.

- Mas o que é que querias dizer com: ele tentou avisar-me e...

- Ele disse que...- interrompeu-me.- disse que...ela acabaria por me fazer o mesmo e eu não acreditei.

- O problema é que ela o fez!- compreendi então aquilo tudo.

-Exactamente e...não por ela, mas sim por mim, eu hoje alistei-me no exército.

- Tu...o..quê?- perguntei em choque

-Mana, eu espero que compreendas, é aquilo que me vai fazer sentir realizado até porque há mais, mas esse mais vais ficar a saber pelo pai e pela mãe. Não serei eu a dizer-to.

- Não me digas que eles se vão divorciar...- falei olhando a televisão muda

- Não, não é nada disso. Se bem que eu acho que viveríamos bem com isso, João é que seria o mais prejudicado.

- Sim Leandro, não é nada fácil ver o pai apenas aos fins de semana, isto quando o é..

- Sim....Já viste a nossa familia? Não éramos assim até ao nascimento de João...- Leandro falou pensativo.

- O pai praticamente desapareceu de casa para se meter todos os dias naquele maldio escritório de advocacia....

- A mãe aparece á noite com dores de cabeça e já não quer saber de como foi o nosso dia...

- Deixámos de ir de férias como antes...

- E quem cuida de João és tu.- Leandro concluiu a conversa.- Mas, tu não vais sair? A que horas o Max passa cá?

- Como sabes que é com ele?- perguntei surpresa

- Conheço o Max, hoje fazem seis meses que a...enfim...fez o que fez com ele. Com certeza ele não quereria ficar sozinho, a que horas vais?

- Bem, quem diria que aquele irmão lá fora era o mesmo que este que aqui está, á minha frente? Às 4:00am ele passa aqui.

-Cala-te e vai lá preparar-te. Tens cerca de 20min até ele chegar.

- Bem visto...

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Cerca de meia hora depois Max chegou e Leandro subiu até ao meu quarto para me avisar.

- Já desço!- respondi enquanto atava os atacadores.

Assim que desci dei um abraço em João, que entretanto tinha chegado do infantário, e saí para o jardim.

- Cuida-te.- Leandro disse-me entre um abraço

- Tenho a certeza que escuso de me preocupar com isso. Max vai cuidar de mim- brinquei

- vê lá o que vai fazer.- Leandro deu-me mais um abraço e depois de mais recomendações deixou-me seguir caminho com Max.

- Olá, novamente.- Max disse meio sem jeito

-Olá, como passas-te a hora de almoço?- quis saber.

- Bem. Sozinho como sempre...

- Eu lamento Max.

- O quê, Mary?- ele pareceu confuso

- Eu sei que dia é hoje na tua vida. O Leandro contou-me que se alistou no exército e que ouve uns problemas contigo, ele e uma rapariga.

- Ah...ele contou-te isso...- ele disse emitindo tristeza

- Max, prometes-me uma coisa?

- O quê?- ele parecia agora mais triste

- Não vamos falar disso. Agora que eu já sei o que o meu irmão tem...

- Não vale a pena jantar-mos, é isso que vais dizer não é?- Max interrompeu-me pondo a descoberto a sua insegurança perante mim.

- Não, não é nada disso Max.- sorri- o que eu queria dizer-te era que agora temos cerca de...- olhei para o relógio — 5 horas para nos conhecermos melhor, 1 hora ou mais para jantar e o resto da noite para curtir.- tentei animá-lo.

- Não quero que fiques na minha companhia por pena.- ele pareceu triste.

Fiquei a pensar naquilo que ele acabara de dizer por cerca de 5 min, na verdade não era pena que eu sentia. Mas eu queria mesmo conhecê-lo.! O que se estava a passar comigo? Não era normal eu ter tanto interesse numa pessoa do sexo oposto...o que quer que fosse eu queria aproveitar o momento e nada mais.

- Max...- agarrei-lhe um pulso assim que ele se levantava para sair do carro, uma vez que tinhamos chegado á nossa primeira paragem.- Por favor, não penses que estou contigo por pena. Nunca o faria. Acredita, eu quero te conhecer, és um tipo interessante...

- Juras?- Max respondeu com um sorriso malicioso.

- Idiota!

- Mau, primeiro és toda querida e depois chamas-me nomes? Que tipo de conversa é essa?- ele parecia bastante animado, um Max diferente do que estivera comigo nos úlimos 10 min.

- Anda lá. Vamos ou não passear?

Do lado de fora do carro estava uma praia magnifica á espera de mim e de Max. Daríamos um passeio e eu descobriria coisas sobre ele, e algo me dizia que íam ser interessantes.

- Sempre viveste aqui?- Max perguntou-me depois de longos minutos a andar até rota desconhecida

- Sim, desde que me lembro de ser gente...e tu?

- Não. Até aos meus 12 anos vivi com os meus pais em Manchester.

- O que aconteceu depois?

- os meus pais divorciaram-se. Até aos 14 anos vivi com o meu pai em Gloucester, mas vim morar com a minha mãe a um mês do meu 15º aniversário. Até agora.

- Lamento...- foi a única coisa que consegue dizer

Max parou e eu parei também, ambos nos víramos para o mar.

- Queres comer alguma coisa?- ele perguntou com um sorriso idiota

- Sim...vamos comer qualquer coisa.- respondi com um sorriso animado

- O que foi?

- Porquê?

- Essa animação, eu estou a tentar ser sério e parecer um amigo normal.

- Max, estás a ser, é que fazes caras tão fofas e tu nem te apercebes disso.- soltei enquanto me ria e imediatamente me arrependi.

- Também és bonita,se é isso que me estás a tentar dizer..

- Acho que sim...de um jeito estranho. — fiz uma careta que fez Max rir.- Mas vamos comer qualquer coisa?

- Vamos lá..

Continua...

Notas finais
E aí? Críticas por favor...