Agora, Pedro se encontrava numa grande enrascada e não sabia o que fazer, então ele passou a conversar com a Marina Joyce, que disse....

— Oi, qual seu nome? Você tem um minuto para falar da palavra da Deusa Marina Joyce? — Ela disse olhando de maneira assustadora para Parabéns, que já não conseguia mais confiar em ninguém depois de ser enganado e feito de trouxa pela metade do universo. Ele também estava se perguntando se podia ficar shippando mentalmente a esfinge de antes com a ex-finge, por mais que odiasse uma e a outra era apenas uma ilusão.

Curió, o garoto de muitos nomes, pensou também que se fosse um pouco mais baixinho poderia se fantasiar de pintinho e talvez se misturar no meio da sociedade das galinhas até achar um meio de fugir daquele lugar. Um grande problema desse plano era que Parabéns certamente não queria assistir aulas de português.

— Palavra de Marina Joyce? — Ele disse um pouco desanimado, provavelmente estava falando com uma maluca e iria ser traído novamente. — Quem é essa deusa?

— Eu mesma! Vou fazer um templo no Peru para meus seguidores, só preciso do dinheiro e de um terreno baldio... — Pedro ficou olhando com cara de dúvida para a menina, não sabia se ela estava falando sério com essa história de criar um templo ou se ela estava apenas fazendo uma piada, então deu uma risada e ficou quieto.

Foi então que entrou no lugar onde eles então estavam um animal pequeno e de cor vermelha, chamado Fluffy e mais conhecido como bicho do Treta News. Ele estava segurando uma câmera apontada para si mesmo e começou a falar:

— Voooooocê está assistindo Treta News então vamos direeeeto para as notícias! A YouTuber Rosa Ex-finge disse ser a responsável pelo sequestro de Marina Joyce. Ela diz estar deixando ela em um cativeiro junto com Sia e... e... sinceramente eu não sei o nome do outro prisoneiro. — O animal disse apontando um microfone para Curió, que já não estava entendendo o que estava acontecendo no lugar.

— Meu nome é Pedro Curió Currupaco, Igor da falsa profecia, parabéns das festas de aniversário, eu sou ninguém e ao mesmo tempo sou tudo.

— Tá que seja, você nem é famoso ou tem canal no YouTube então ninguém vai se importar que você tá envolvido na treta. Então é isso galera essa foi a notícia do dia! Se você gostou, não se esqueça de se inscrever e... até a próximaaaaaa.

— Que... — Antes que Pedro Curió Carrapato, digo, Currupaco pudesse fizer alguma coisa, Fluffy virou para ele depois de gravar o vídeo e disse:

— Te pago 50 reais pra editar. Ei, cadê minha cadeira produção?

Então uma pessoa apareceu por trás de Pedro com uma cadeira, enquanto isso um homem maquiava o animal e outro oferecia petiscos e sanduiches; Fluffy pega um pão e fala com a boca cheia.

— Sabe como é né, acabei de demitir meu editor, ele estava usando a mesma blusa que eu, e eu não gosto disso.

O pequeno animal então se levantou.

— Venha comigo, vou mostrar com quem você vai trabalhar. Essa aqui é minha equipe de pesquisa, pra saber tudo que tem acontecido e blá blá blá, basicamente eles ganham pra ficar no Twitter, Uol e YouTube, escrevendo tudo que possa render um vídeo — Disse apontando para umas 5 pessoas que não tiravam o olho do computador — E esses aqui são quem cuidam da minha maquiagem e roupa e tanto faz, e aqui são os atores, você já conhece eles — Disse apontando para as galinhas e Marina Joyce -E aqui é minha equipe técnica, e você está dentro do show do Fuffy e blá blá blá, não ganho o suficiente pra isso...

— Onde eu estou? — Currupaco se mostrava completamente desnorteado.

— Eu acabei de dizer, você não é muito inteligente né? Pois bem, está despedido! — Fluffly falou — Siga pela direita e lá você vai encontrar minha recepcionista com seu ultimo salario, faça bom uso.

Currupaco seguiu a direita saindo do lugar onde ele estava.

— Oi me informe seu nome, que espécie você é e porque foi demitido aqui está seu último pagamento. Tchau, boa vida, agradecemos seu comprometimento com essa empresa. A saída é pela esquerda — A recepcionista falou sem pausas e com uma voz monótona, sem nem esperar Pedro responder.

— Ah, muito obrigado... eu acho — Parabéns falou, se dirigindo para a saída.

O garoto foi onde lhe indicaram e saiu por uma porta de vidro onde se via uma cidade, saindo pela porta um sol extremamente forte quase cegou seus olhos, demorando um tempo pra conseguir ver onde estava e notou que tinha areia sobre seus pés e se encontrava em um deserto, olhando pra trás não tinha mais porta.

— Pssss, não se mecha, a propósito eu sou Pop, a popular — Uma cobra lhe falou — E tem lasers espalhados por toda essa região — Indicou com o rabo uma placa escrita "Não esteja aqui, tem lasers".

Curripaco já não sabia mais o que estava acontecendo, ele já havia visto muitas coisas para se questionar sobre o que está acontecendo. Foi então que a cobra Pop disse:

— Olha, você estava dentro de um reality ssssssshow, as galinhas eram atrizessssssss e a Galinha Gaia nem exiiisssste! Porém você não tem como sssssssair, a única saída é o poço!

— Então é só encontrar o poço? — perguntou o jovem Parabéns.

— Sssssssim, masssssss agora você precisa sair dessssssses lasers. Vou te tirar daí....

Então a cobra ligeiramente rastejou por aí e desligou os lasers numa alavanca do lado do menino de pouca inteligência conhecido como Pedro.

— Obrigado, agora, onde eu posso encontrar o poço?

— Ssssssiga em frente, olhe para o lado e ssssssse liga no balanço ao lado de uma árvore roxa, lá mora meu primo Irineu. Ele fala algumas coisas ssssssem sentido, porém é o único que eu conheço que sabe da sssssaaída.

— Muito obrigado! Mas você não tem vontade de sair?

— Não... O mundo lá fora mudou muito desde que vossssssê veio....

— Como? Quanto tempo eu fiquei aqui?

Foi então que a cobra rastejou para longe, deixando Pedro com uma dúvida terrível, mas ele seguiu em frente como ela disse. Pedro estava andando á procura do poço, mas por ser desprovido de uma coisa chamada pensamento racional ele acabou não seguindo em frente e em vez disso virou para a esquerda quando encontrou um cruzamento. Ele fez isso pois a placa em cima da estrada da direita dizia "frente" então no final das contas Curió realmente seguiu em frente e olhou para o lado.

O garoto foi andando e andando, mas aquele caminho parecia não ter um fim e ele não estava achando a árvore roxa que Pop havia lhe contado. Mas mesmo se Curió tivesse acertado o caminho, o coitado ainda não iria conseguir achar a árvore já que se esqueceu de um detalhe muito importante: ele é daltônico.

Já havia passado mais ou menos umas duas horas e Pedro não estava encontrando o poço, a árvore ou até mesmo aquele tal de Irineu. Ele decidiu deitar-se no chão para descansar um pouco e acabou caindo no sono, sem perecer que estava bem no meio de um campo de futebol que ficava na floresta.

— Ei o que você está fazendo aí parado? Vamos, levanta e SALTITANDO!! — Gritou uma voz do nada bem no ouvido de Curió, alguns minutos depois dele ter adormecido. O garoto levou um susto e se levantou em um pulo, procurando pela pessoa que tinha acabado de acordá-lo.

— Sal-ti-tan-do! Sal-ti-tan-do!! — Dizia a voz enquanto Pedro a obedecia, correndo em círculos enquanto dava pulos de gazela, assustado demais para perguntar quem ela era e porque diabos estava mandando ele botar o calcanhar na mão e levantar esse pézão.

— Ótimo agora vocês vão jogar vôlei, primeiros times: Marcela contra.... — Ela tirou um papel do bolso e logo gritou — Mateus!

Do nada, surgiu uma rede de vôlei bem no meio da quadra e dois times com cores diferentes (Ou pelo menos Curió acha que são diferentes) foram passando no meio das árvores e fazendo uma formação na quadra.

— Sandra! O Magno e a Luciana faltaram. Precisamos de um reserva em cada time.

— Ótimo então vai você — Sandra disse dando um leve empurrão em Parabéns, que quase caiu de cara no chão por não ter um equilíbrio muito bom.

— Ei espera, eu não sou o reserva! Estava apenas passando por aqui pois estava procurando por... bem, eu quero sair daqui e uma cobra me disse para procurar a árvore roxa, o balanço, um tal de Irineu e por fim um poço. E eu não sei jogar vôlei...

— Irineu? Eu conheço ele, posso mostrar onde ele mora. Mas você é burro moleque? A quadra fica muito longe da árvore roxa, errou feio o caminho ô animal.

— Hm, ótimo. Se esse jogo for muito importante eu fico aqui esperando ele acabar. Vocês têm outro reserva né?

— Por increça que parível não, então vai logo antes que eu mude de ideia e deixe você se virar sozinho! — Curió foi correndo rapidamente para o lado em que faltava uma pessoa, a do outro time fora substituída por um cachorro.

Era ele quem iria sacar primeiro, mas Curripaco nunca tinha jogado vôlei antes.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.