Cam estava presa na torre mais alta o castelo estava desmoronando, a porta emperrada impedia sua descida desesperada ela gritava, pedia por socorro, mas o único som que ouvia era o eco. Estava perdida, era o fim de tudo.

Apoiou os cotovelos sobre a janela da torre, abaixou a cabeça.. as lágrimas começaram a rolar, quando ela ouviu um barulho.

Nos contos de fada que sua mãe lhe contara na infância esse era o momento em que o príncipe encantado aparecia, montado num cavalo branco, polido, educado, corajoso. Forçou os ouvidos para captar melhor o som, não era de cascos de cavalo em choque com o solo. A figura se aproximava e ela começou a reconhecer aqueles contornos, não era nenhum príncipe montado em seu cavalo branco, era um velho manco carregado de sua possante bengala e mal barbeado, assim que percebeu q ela o notara gritou:

– Desce daí, temos um novo caso.

Ótimo, grande príncipe, ele nunca lera que teria que resgatá-la??:

– Estou presa e se não percebeu o castelo está desmoronando..

Ele apontou para a perna ruim, era a desculpa que usava para tudo..

– House, por favor!

– Merda...

Ele subiu, os pedaços caindo aos seus pés, se pudesse correria não sabia se pra se salvar ou pra salvá-la. Retirou um pedaço de madeira que travava a portae a abriu.

Cameron o abraçou e nas pontas dos pés beijou-o.

Eles desceram juntos Cam olhou o castelo desmoronara.. corriam- na medida da perna manca- enquanto deixavam todos os empecilhos para trás. Se não fosse o conto de House e Cameron era quase um felizes para sempre.

Cameron acordou... sorrindo, o sonho lhe trouxera uma tranqüilidade atualmente rara.. estava sozinha na cama, Chase, internado.

Seu castelo de areia realmente desmoronou, de uma vez só. Logo arrependeu- se do que sonhara, mesmo com tudo o que estava acontecendo, até seus sonhos ainda o pertenciam.


Flashback, semana anterior

Depois de ter visto Chase e House na sala de reuniões, Cam esperou que os 4 empregados saíssem para fazer os exames e deixassem House sozinho. O mais discreta que pode entrou na sala e fechou a porta atrás de si, trilhou o caminho já tão conhecido, ele estava de frente para o quadro branco, repassando os sintomas, sentiu a aproximação de alguém.

– Eu já falei o q vocês têm que fazer!

House interrompeu a frase ao virar-se e encontrar Cameron de pé, era como uma miragem, o clima ficou tenso, ela esperava uma reação desde o casamento, ele a evitava desde a mesma data. O doutor sabia que essa hora ia chegar. A presença dela o afetava, quase esqueceu do combinado com Chase:

– Por que ele voltou a trabalhar com você?

– Porque você não quis. Mas não me entenda mal, sabe das minhas preferências- Piscou um olho em direção as pernas da doutora.

– Sério, House, não estou para brincadeiras!

– Uma pena, mas quando tiver um tempo, me procure.

Ela o censurou com o olhar indicando o inevitável, a hora chegara. Contou da doença, do estágio avançado, observou as primeiras lágrimas escorrerem do rosto tão delicado. Enquanto ela se negava a acreditar, ele se matinha afastado sentimentalmente para poder continuar.

–Ele quer deixá-la, quer que você fique livre.

Ela deixou a sala... confusa, culpada... direto para seu apartamento.

Fim do flashback