Pedaços Transformados
218 Melhor para você
Notas iniciais
melhor para você
setembro, um dia depois
Dane-se a história que Liz estava sempre ao seu lado, ela já devia estava cansada da sua cara e querendo uma folga dele, uma folga de todo esse drama hospitalar e morte a vista, pois... Calum a encarou incrédulo, por que qual era a outra razão para ela estar fazendo isso? Com ele?
—Você me ouviu? — repetiu Liz. — Você vai com Kora.
—Hã — balbuciou Calum. Hã? Hã???
—Por que? — questionou Julie. E Calum nunca a amou tanto quanto aquele instante por não aceitar nada do que era dito de primeiro.
Por que?, ele não conseguia perguntar.
Por que?, ele diria e então o que?
Por que Liz estava sempre livrando dele?
Por que Kora o queria a essa hora da vida?
Por que sua opinião não importava, por que ninguém lhe perguntou o que ele queria ou... por que ele queria ir?
—Ela não pode chegar aqui e...
—Julie — avisou Liz. — Cale-se.
Julie sentiu que seus lábios estavam sendo costurados, selados, e mordeu-os para ter certeza que não diria nenhuma palavra desnecessária, que não abriria sua boca grande e seria amaldiçoada pela sua própria mãe.
—Kora? — instigou Liz.
—Hum, é... Eu acho que seria uma boa idéia? — disse a própria, hesitante.
—Ela acha que seria...
—Julie.
—Desculpe — murmurou sua filha. — Não é fácil ficar calada ao ouvir mentiras ou fingir que não ver justiças quando elas acontecem na sua frente. Eu tento, eu realmente tento, mas...
—Eu tenho certeza que você consegue — interrompeu sua mãe.
—Então... — Luke olhou para Kora, duvidoso quanto ao que fazer. Reclamar que nem Julie ou concordar com sua mãe? Liz devia saber o que estava fazendo, mas e se ela não soubesse? — Não vamos comemorar?
—É claro — respondeu Liz, sorrindo para ele, como se soubesse da incerteza que ele tinha para ela. E não gostasse nenhum pouco. — Que não. Calum precisa descansar, uma cama de hospital não é...
—Eu dormir — murmurou Luke para si e o olhar que sua mãe lhe deu podia tanto ser um "eu sei muito bem onde você dormiu" quanto um "eu não me importo". Ele calou-se.
—Então sem festas para você hoje, querido — terminou ela.
—Tudo bem — assentiu Calum.
Liz murmurou palavras inextinguíveis e... Calum entrou em pânico, porque Liz odiava mentiras e pessoas que mentiam para...
—Oh — ofegou, surpreso, quando ela o abraçou.
—Eu sei, nada de abraço e contatos físicos repentinos — sussurrou Liz apenas para ele, apertando-o e prometendo-o nunca deixá-lo ir.
Calum não deixou que ela se afastasse, porque queria isso, porque podia ser repentino e um pouco desconfortável, mas não era completamente, mas a calma e o sentimento de casa que sentia era maior do que o desconforto.
Ele fechou os olhos e deixou-se se afogar por esses sentimentos, pelos braços de Liz ao redor de si, pelas mãos dela subindo e descendo por suas costas e pela respiração suave que reverberava contra si.
—Eu estou com muita raiva de você — suspirou ela. — Mas eu não estou te castigando, Calum, embora você precise de um castigo. O que acha de um mês sem sair de casa, enrolado no sofá comendo sorvete e brigadeiro todos os dias?
—Eu acho que você ainda não sabe dar castigos, Liz — sorriu Calum. — Quer dizer... que tipo de castigo é esse?
Liz suspirou.
—Eu só quero o melhor para você. E — ela respirou em vez de suspirar, ela o deixou ir em vez de segurá-lo, ela o amava e era isso. Era. Isso. — Eu acho que o melhor para você é ir com Kora.
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