ainda era bom

maio, 2 anos atrás.

Luke nem sabia como parou ali – ali com os lábios de Lydia contra os seus, suaves no começo e então exigentes, rudes, apertando e exigindo e querendo mais e mais e sempre mais.

Beijar ela era diferente de como foi beijar Calum – talvez porque Calum era um menino e ela uma menina, talvez porque ele era seu amigo e ela era nada, ninguém.

Talvez porque não a viu chegando, não se preparou para isso, e então os lábios dela estavam sobre os seus.

E era quente, quente, quente.

E tinha um gosto doce enjoativo e grudento.

E não parecia estar em todo canto, apenas em seus lábios, apenas em seu rosto; não parecia que ele estava queimando e em chamas e em combustão; não parecia especial, não parecia algo de outro mundo, não parecia que seu mundo iria cair e nunca mais ser posto em movimento novamente; não parecia que ele iria perder a órbita e ficar para sempre girando sem controle e sem uma estrela que o puxasse de volta a sua gravidade, que iria mantê-lo preso...

Mas ainda era bom.

Luke ainda a beijou de volta.