Pedaço de Céu
10 Oceano
Notas iniciais
O dia amanheceu triste, ou melhor, meu dia amanheceu triste. Hoje Aeryn começava seu trabalho em Rosenburg. A raiva que eu tenho de não tê-la impedido corria em minhas veias, meu corpo se recusava a levantar da cama, parecia que minhas idas à Associação de Fiori eram em função de vê-la todos os dias. Sem ela lá, não tinha a mínima graça.
Sem ela, meu mundo parou, eu sofro. Meu coração estava e está vazio, incompleto. Tirei forças de algum lugar e me levantei, se eu não fosse trabalhar, ela com certeza me bateria. Maldita transferência, não me importo de levar uns tapas.
Dia monótono, dia chato. Que bom que já estou na rua de casa. O fato era que eu me sentia sozinho e o motivo? Aeryn não estava comigo. Não consegui nem sequer falar com ela, não atendeu minhas ligações, não retornou nenhuma. Estava sumida, não a encontrava. Eu precisava dela, não faz sentido viver se não fosse por ela. Com ela.
— Aeryn, eu preciso de você. — murmurei, como se fosse um pedido para as estrelas — Volta e vem me fazer feliz, só você consegue, baixinha mandona. Vem me fazer feliz, porque eu te amo. Amo muito.
— Ah é? Me ama muito? — já não sabia mais se era uma ilusão, sua voz desafiava-me. Estava confuso, era paranoia minha? Mas meu coração se encheu de alegria na mesma hora — Precisava te ver, Ezra.
Não era fantasia nenhuma, eu não estava sonhando. Ela estava lá, em frente a minha casa, abraçando-me. Dando-me seu calor.
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