ficassem

setembro, dois dias depois

Calum abriu a porta anestesiado, muito... sem... Ele não... Era tão... Urg!

—Vocês vieram — disse não surpreso, mas ainda sim... era...

Era uma surpresa.

E Calum suspirou de alívio por eles terem realmente vindo.

Luke e Julie só dormiram ali uma vez, no primeiro aniversário dele e de Malia quando se conheceram, além de que aquele lugar era fora dos limites, então, sim, era uma surpresa vê-los ali, principalmente quando Luke não gostava de dormir fora de casa e Julie não gostava de Kora.

Se Calum não conhecesse Julie, ele podia até pensar que era fingimento, mas ele a conhecia e Julie não gostava verdadeiramente de Kora — e ele a entendia, as vezes até concordava, porque se fosse o contrário, Calum não gostaria de Liz, mas Kora era sua mãe e apesar de tudo, de apesar vezes não, ele a amava.

—Venha aqui — disse Luke, abrindo os braços e puxando-o para eles antes que Calum realmente fosse.

Apertado e feroz e seguro.

Julie passou os braços ao redor da cintura de ambos e entrou no espaço entre os braços deles, puxando-os mais perto e para si também.

Apertado e feroz e seguro.

Calum tremeu, sentindo as lágrimas deslizarem pelo seu rosto e a imensa tristeza que o consumia, sentindo a dor que não tinha fim e o amor maior ainda.

Casa.

Casa, casa, casa, Calum os apertou mais forte, temendo deixá-los ir e nunca vê-los voltar — ele não os deixaria.

Nunca.

Talvez quem amava deixava ir, mas quem amava também fazia de tudo para que eles não quisessem, não fosse, ficassem.

Casa.