acreditar

setembro, hoje

Acreditar não era um processo simples.

Acreditar não era apenas uma vez.

Acreditar era algo que você não pensava apenas uma vez e então esquecia, deixava de lado, porque já estava gravado em sua pele.

Acreditar era uma afirmação continua, a cada instante; era ter dúvidas e ainda sim acreditar, era acreditar e não ter dúvidas, era acreditar e apenas isso.

Julie precisava repetir a cada instante que acreditava, para se lembrar que acreditava, para se convencer que acreditava, para realmente acreditar.

Mas sua mãe acreditava.

E, apesar de todos os problemas que elas tinham entre si, de todas as desconfianças que sentia para com ela, Julie confiava nela.

E sua mãe acreditava.

E sua mãe desejava.

E sua mãe devia estar certa.

Julie acreditava que sim.