Notas iniciais
Heey, lindjos! Desculpem-me por não ter postado ontem, tamanha a minha irresponsabilidade, mas, o capítulo de hoje veio!!! YAY! Espero que gostem!!! xD

E o “grande” dia chegou. Aqui estou eu, vestida de branco, vestida para a minha prisão. Casar com aquele barão trazia um gosto amargo em minha boca, desgosto em mim mesma. Primeiro porque era uma união de negócios, segundo porque eu não o amava. E eu sabia bem a quem meu coração pertencia...

Pergunto-me o que mamãe faria no meu lugar. Talvez ela dissesse para eu seguir meu coração, talvez ela dissesse que eu não podia sujar o nome Guerrier e deveria obedecer meus avós. Talvez ela dissesse para eu ser feliz, ela sempre dizia.

— Aeryn! — ouvi minha vó chamar, enquanto batia na porta de meu quarto — Está na hora! Apresse-se!

— Já vou! — respondi, tentava esconder a amargura que sentia, sem muito sucesso. Saí de meu quarto e desci as escadas, fora de casa havia uma carruagem à minha espera. Era tão linda, pra um momento tão sujo. Eu queria chorar, mas devia ser forte.

Entrei na carruagem com os meus avós e logo ela começou a andar, e vinte minutos estávamos na igreja. Senti minha avó pegando em minha mão e meu avó me olhando com ternura.

— É o grande dia, minha netinha. — não conseguia entender se a voz de meu avó estava feliz ou triste, talvez, ele estivesse tão amargurado quanto eu.

Estava cara a cara com a porta, logo ela se abriria e eu não seria mais uma Guerrier, seria uma Montgomery. Aeryn Montgomery, como soa estranho. Aeryn Rockenbach é tão melhor... Eu não devia pensar mais nele. Eu o perdi agora e ele, deixou me ir. Ezra.

Respirei fundo, a porta se abriu. Tive de fazer muita força pra me manter em pé e dar o primeiro passo, não estava preparada para isso, para viver uma vida ao lado de um velho pervertido. Quando nossos olhares se encontraram, perdi meu chão, quase caí, mas ele estava lá e me segurou; sorriu para mim e eu senti um aperto no meu coração.

— Você está linda. — ele disse com sua voz suave, cheia de carinho — Não perca seu lindo sorriso. — colocou-me em pé e certificou-se de que eu não cairia novamente, tão encantador.

Ele com certeza queria me matar. Queria poder dizer que perdi meu sorriso quando descobri que não poderia ficar o resto de meus dias ao seu lado, queria poder dizer que eu o amava e queria ouvi-lo dizer que sentia o mesmo, por mais que não fosse verdade, ouviria essa mentira e me sentiria feliz. Mas não podia fazer nada, só engolir o choro e fingir felicidade.

Continuei andando até chegar ao altar. O pastor ficou falando e falando, eu não prestei atenção. Estava ocupada demais tentando espiar Ezra, falhei miseravelmente, não sentia mais sua presença no salão.

— Então, se alguém tiver algo contra esse casamento, diga agora ou cale-se para sempre. — ouvi o pastor dizer. Todos na igreja se entreolharam, querendo ver se alguém se opunha. Eu, secretamente, desejava que tivesse alguém — Bom, vejo que não há ninguém então...

— Espere! — alguém gritou — Aeryn não pode se casar com o Barão Montgomery! — todos se viraram para ele, pasmos.

— Por que não, meu jovem? — perguntou o pastor.

— Porque eu a amo. — não pude me conter, lágrimas caíam de meus olhos, eu corri em sua direção e o abracei forte, muito forte.

— Obrigada. — disse entre soluços — Obrigada por me salvar, Ezra. — era inacreditável o quanto eu estava chorando.

— Eu não posso te perder, Aeryn. Você sabe, não sabe? — a voz dele ia me acalmando cada vez mais.

— Eu te amo, Ezra.

Notas finais
E então? Quem achou que ia ser mais um final triste? o/ Chega dessas coisas, né? #porumavidacommaisamor Ou seja, eu preciso de mais amor... HAHEUAHAHEUHAHEUAHEAUHEUAHE Super beijoo!